F1: Pilotos da Mercedes livres para correr… ou nem por isso?

Por a 7 Julho 2016 14:47

A Mercedes decidiu permitir que Lewis Hamilton e Nico Rosberg continuem a correr livremente na sua luta pelo título embora tenha apertado significativamente as ‘regras de conduta’. A ameaça de ordens de equipa pairou no ar, mas a Mercedes preferiu não enfrentar a ira dos adeptos, pois sabe as repercussões que impor ordens de equipa teriam nesta altura, e talvez por isso preferiu ser mais cuidadosa e preferiu, ao invés disso, apertar mais as regras de conduta. Só que, essas regras de conduta, não foram especificadas, e pode ter o exato mesmo efeito das ordens de equipa, sem que a Mercedes tenha revelado publicamente que ‘são’ ordens de equipa.

No seu comunicado a Mercedes refere “Esta liberdade surge com um dever dos nossos pilotos, que têm de respeitar os valores da equipa. Nas últimas cinco corridas houve três incidentes que custaram à Mercedes 50 pontos no Mundial de Construtores. Portanto, reforçámos as regras de conduta, e incluímos agora bastantes mais impedimentos para contactos entre os nossos dois carros. Com isto, confiamos que os nossos pilotos vão saber gerir melhor a sua situação em pista. O seu destino está nas suas mãos”

A Mercedes não explicou quais são os impedimentos, e isso faz toda a diferença. É bem diferente dizer a um piloto que não deve ser tão claro nas suas intenções como foi Nico Rosberg na Áustria face a Hamilton, ou dizer-lhe os carros não podem estar a mais de dois metros um do outro em pista, passe o exagero e fique a ideia.

Portanto, o que certamente há agora é a ameaça de ordens de equipa caso algo volte a suceder: “Os pilotos foram lembrados que podemos dar instruções durante a corrida para nos protegermos face a potenciais perdas de pontos para o Campeonato de Construtores, tal como fizemos este ano no Mónaco, quando Nico Rosberg foi instruído a deixar passar o Lewis. Se os pilotos não honrarem estas regras de conduta, podemos utilizar as ordens de equipa como último recurso”, lia-se no comunicado.

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13 comentários

  1. Speedway

    7 Julho, 2016 at 15:37

    Então mas as ordens de equipa não foram proibidas pela FIA há uns anos ? Claro que eles fazem hoje e desfazem amanhã, como deve ter sido o caso, e já nos habituamos a esta palhaçada de regras que se fazem, se desfazem , se voltam a fazer etc. Ninguém se iluda que a guerra civil entre estes oficiais da Mercedes vai continuar. Um porque quer finalmente ganhar o mundial, no que poderá ser a última oportunidade para tal, e o outro porque quer somar mais um ao seu palmarés. E não há volta a dar sobre isto. O problema é evidentemente se ficam os 2 fora, como sucedeu em Espanha, e é um 3º que se fica a rir. E isso sim é que não pode acontecer, porque a marca é que sofre. Mas é difícil no calor da luta. Ainda há muito campeonato pela frente e estes contactos “íntimos” não vão ficar por aqui.

    • João Pereira

      7 Julho, 2016 at 17:30

      Não se pode dar ordens de equipa via radio apenas para favorecer um piloto em detrimento do outro. O caso do Monaco é diferente, porque o Rosberg estava nitidamente lento e a atrapalhar o Hamilton que estava a ser atacado pelo Ricciardo o que poderia penalizar o resultado em termos de construtores. Neste caso, até o Rosberg devia perceber a coisa sem precisar que lhe soprem aos ouvidos.
      O caso da Ferrari em Baku, já não é tão evidente, tanto que quando agradeceram ao Raikkonen este respondeu ao seu engenheiro para dizerem ao Vettel para se despachar, e assim não passar a ser ele o atrapalhado. Raikkonen é assim, até pode aceitar ordens de equipa, mas não lhe desatem a língua, que ele fala pouco mas diz tudo.
      De qualquer maneira, há ordens que podem ser dadas fora do radio, provavelmente a Mercedes deu ordens aos seus pilotos para não haver luta directa na pista, sem no entanto estabelecer 1.º e 2.º piloto, isso pode significar que se podem ultrapassar nas boxes, o que os obrigará sempre a andamentos elevados, já que o que está na frente vai querer pôr-se a salvo, e o que vai atrás vai querer estar colado, para aproveitar qualquer oportunidade, ou levar o da frente a cometer um erro que possa ser aproveitado, sem o risco de contacto entre ambos.

  2. Pity

    7 Julho, 2016 at 15:48

    O que eu gostava de ver clarificada, é a frase ” o seu destino está nas suas mãos”. Isto pode ter muitas interpretações.

    • MVM

      7 Julho, 2016 at 17:04

      Para que a Pity veja o momento baixo que a caixa de comentários do AS atingiu: à hora que escrevo isto já tem seis votos negativos por comentar que queria ver a frase ”o seu destino está nas suas mãos” clarificada. Os engraçadinhos daqui do sítio devem divertir-se imenso com esta coisa de votar os comentários… Uns tristes, coitados.

      • Pity

        7 Julho, 2016 at 17:56

        E eu ralada 😉
        Se tivesse estudado sociologia e me quisesse doutorar, tinha aqui muita matéria para uma tese. Há pelo menos três foristas que são “vítimas” de ódios de estimação, eu incluída, mas acredite, até me divirto com isso. Fui uma das pessoas que mais se bateu pelos pontos, positivos e negativos, mas, confesso a minha ingenuidade (onde é que eu já li isto?), quando acreditei que as pessoas iriam usar os pontos com critério. Mas não, não se pode escrever nada que “cheire”, ainda que muito levemente a simpatia ou defesa de Hamilton, que vai logo corrido (a) a negativos.
        Mas atenção, há comentários aqui que merecem mesmo pontuação negativa e geralmente têm, só que nem todos o merecem. Assim como há comentários tão inócuos que não deveriam ser pontuados, nem positiva nem negativamente.

        • MVM

          7 Julho, 2016 at 19:27

          “tinha aqui muita matéria para uma tese”. Sim, mas não era de sociologia: era de psiquiatria clínica.

          • Pity

            7 Julho, 2016 at 21:20

            Também… e de psicologia também.

    • João Pereira

      7 Julho, 2016 at 17:12

      Pois pode, e Wolff deve ter alguma razão muito especifica para falar assim, mas duvido que ele clarifique a coisa sem que ela aconteça.

    • jójó

      7 Julho, 2016 at 18:50

      A Manor parece que pode acolher um desgracadinho da Mercedes se a Mercedes der os motores!

  3. João Pereira

    7 Julho, 2016 at 17:52

    Provavelmente a Mercedes deu ordens aos seus pilotos para não haver luta directa na pista, sem no entanto estabelecer 1.º e 2.º piloto, isso pode significar que se podem ultrapassar nas boxes ou com estratégias diferentes, o que os obrigará sempre a andamentos elevados, já que o que está na frente vai querer pôr-se a salvo, e o que vai atrás vai querer estar colado para aproveitar qualquer oportunidade, ou levar o da frente a cometer um erro que possa ser aproveitado, sem o risco de contacto entre carros.
    Com isto, a incerteza continua a existir, só que sem luta no braço, e muito menos no braço da suspensão. Também a partilha de dados, será restrita a dados técnicos que não envolvam settings ou estratégia de pneus.
    Quanto a mim, esta inexpressiva penalização dada pelos comissários sem consequências sensíveis para Rosberg, deve ter sido negociada em baixa por Wolff, provavelmente garantindo que seriam tomadas medidas internamente, e digo isto baseado no facto de Ericsson ter apanhado 3 lugares na grelha depois de Monaco, é claro que Nasr ficou sem corrida e Hamilton ganhou uma o que pode fazer alguma diferença, além de que estamos habituados a uma certa falta de coerência nas penalizações, mas também estou convencido que Wolff é capaz de chegar aos comissários e não defender o piloto em curso de investigação. Pode até dar-se o caso de a Mercedes ter os seus próprios mecanismos que fundamentem a afirmação de Wolff, de que o futuro dos pilotos está nas suas próprias mãos… Vinda de Wolff, esta afirmação soa-me mais a facto que a uma ameaça vã.

  4. Frenando_Afondo™

    7 Julho, 2016 at 19:42

    Já veremos o que acontece nas próximas corridas… Porque qualquer equipa, através da estratégia ou com pitstops manhosos pode destruir uma corrida a uma dos seus pilotos. Veja-se o que fez a RB ao Ricciardo em Espanha. Por isso isto é tudo muito bonito, mas depois vê-se em pista equipas a deixar um piloto em pista com pneus acabados e a perder segundos inteiros por volta, pitstop extra lentos e outros etcs…

  5. GillesI

    7 Julho, 2016 at 20:24

    Em tempos, salvo se algo de estranho acontecesse, quem saisse à frente no último pit stop tinha direito à posição, mas nesse tempo parava-se no minimo 2 vezes, agora pode ser algo do género: a última volta é uma parade lap. Os carros até podem manter a distância por causa das aparências mas não há ataques.

  6. NOTEAM

    8 Julho, 2016 at 9:27

    A verdade é que as equipas não gostam de ver os seus pilotos envolvidos em grandes lutas e isso é compreensível, claro que do ponto de vista do adepto tudo o que sejam regras de equipa que impedem a competição em pista são péssimas, no entanto algumas vezes fazem sentido. A Mercedes está numa posição confortável, tem de longe o melhor carro e por isso sabe que os dois títulos já estão no bolso, por isso não vejo que tenham grande necessidade de intervir. Talvez se a luta fosse mais complexa e envolvesse a Ferrari ou Red Bull as coisas podiam ser diferentes, mas até aí tenho dúvidas, a reação do Hamilton a este ” puxão de orelhas” mostra isso mesmo, ele simplesmente não acata este tipo de decisões e nunca será piloto para evitar uma luta em pista por muito que a equipa insista, e isso é uma qualidade e não um defeito. Em relação ao caso específico ocorrido na Austria, sou da opinião que o Rosberg deveria ser penalizado, na minha opinião não se tratou de um mero incidente de corrida, eu vi clara intenção do alemão em tentar provocar um acidente e isso para mim é impensável, se eu fosse um dos responsáveis maiores da Mercedes, bem que ele podia contar com uns trocos a menos no final deste mês.

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