F1, Otmar Szafnauer: “Não podemos ser egoístas”
Uma nova proposta para um limite orçamental reduzido deverá ser apresentado em breve. Otmar Szafnauer CEO da Racing Point, defende que as equipas não podem ser egoístas.
As equipas grandes querem manter orçamentos fortes, as pequenas querem mais cortes. Este debate tem-se prolongado desde que a questão do limite orçamental foi colocada em cima da mesa. O valor de 175 milhões de dólares foi acordado, mas a crise do coronavírus obriga a repensar o desporto e o limite já foi reduzido para os 145 milhões. As equipas mais pequenas querem 100 milhões, as grandes consideram que é um corte demasiado grande.
Para Szafnauer o meio termo pode ser a solução ideal para todos:
“Acho que teremos uma proposta em breve, até o final desta semana ou no início da próxima semana”, disse Szafnauer no último Sky Vodcast da Sky F1. “Vamos ver o que Jean [Todt, presidente da FIA] e Chase [Carey, presidente da F1] e FOM trazem.”
“Talvez eu seja mais pragmático do que muitos outros, mas acho que o que precisamos fazer aqui é olhar para a totalidade do desporto – não apenas ser egoísta como geralmente somos em relação à nossa própria posição. Sim, as grandes equipes caíram de 175 para algo menor, mas 100 milhões para elas podem ser um pouco longe demais e um corte profundo demais. Então, acho que no meio term está o certo.”
Szafnauer explicou que um limite de orçamento de cerca de 130 milhões “seria adequado para a Racing Point” e que eles seriam capazes de “operar a ness nível com muita facilidade” – embora muitas das equipas maiores pudessem opor-se a tal.
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JOAO GUEDES RODRIGUES JUNIOR JOAO
30 Abril, 2020 at 12:44
Concordo em parte com o limite orçamentário. Creio que deveria entrar tudo, menos o custo de desenvolvimento dos motores. Os motores deveriam ser fornecidos por uma empresa separada da escuderia com orçamento próprio e limitado também. Mercedez e Renault já tem a estrutura física disso e não teriam dificuldades, já a Ferrari não tenho essa informação e a Honda é só fornecedora. Então não teria grandes dificuldades de implementar esta regra.
Também gostaria de ver um campeonato de construtores e equipes. As equipes seriam times que compram chassis do mesmo ano(isso é importante) dos construtores e desenvolveriam por conta própria, podendo ser um contrato anual ou plurianual. Isso faria despencar de cabeça os custos para novas equipes e para os construtores também, já que diluiria o custo de desenvolvimento. O grid ficaria limitado a 30 carros, podendo as equipes e construtores terem 1 ou 2 carros. E as equipes com 1 carro só poderiam colocar um segundo se houver vaga no grid. Não havendo pode-se pensar em uma pré qualificação de 15 min para todas as equipes.
Isso poderia deixar o campeonato muito mais equilibrado e menos custoso para as equipes.
Pity
30 Abril, 2020 at 13:20
Não percebi essa de “Os motores deveriam ser fornecidos por uma empresa separada da escuderia com orçamento próprio e limitado também”. Explique-me lá como é que a Mercedes, a Renault e a Ferrari, que têm equipa completa, (Chassis e motor) iam resolver a situação.
E essa do “grid” com 30 carros, dá vontade de rir, e por duas razões:
1)actualmente só existem dez equipas, portanto, 20 carros, onde é que você vai arranjar os outros dez? E pré-qualificações! Você está a delirar, se pensa que vão surgir catadupas de equipas, a ponto de serem necessárias pré-qualificações. Não estamos nos anos oitenta, meu caro!
2) pelo menos desde os anos oitenta, a grelha só comportou o máximo de 26 carros.
JOAO GUEDES RODRIGUES JUNIOR JOAO
30 Abril, 2020 at 15:07
Um exemplo para vc entender melhor vamos pegar o exemplo da renault: O motor é feito em uma fábrica totalmente separada da que produz o motor. Então criar uma subsidiária com limite de gastos, o fornecimento teria de ser pago, entrando portanto no orçamento total fazendo com que o preço do motor seja menor, obviamente exigindo que o preço seja igual para qualquer equipe.Isso atenderia o pleito da Ferrari e Mercedez para terem um teto maior por conta do desenvolvimento do motor.
Com a diminuição dos gastos, outras equipes podem entrar no grid dentro das sugestões que coloquei. Hoje e mesmo ano passado, com os gastos que são necessários para uma equipe entrar e andar no fundo do grid, com certeza não haveria uma expansão do grid que fosse sustentável.
Com a idéia que coloquei seria viável uma equipe novata entrar e, ao menos, embolar o meio do grid, sem falar que daria uma chance de novos talentos aparecerem.
Sem a obrigatoriedade de 2 carros, também facilita a entrada e a curva de aprendizagem de novas equipes. Isso funcionava nos anos 1960/1970/1980 e desenvolvendo a idéia, poderia funcionar
Pity
30 Abril, 2020 at 16:19
Vamos ver se compreendi: a Renault, porque fabrica os motores numa fábrica diferente dos restantes componentes, teria de vender, ou concessionar essa fábrica a terceiros, é isso? Não estou a ver um construtor sujeitar-se a isso. Nem a Renault, nem a Mercedes,nem a Ferrari, apesar desta ser um caso à parte. Não se esqueça que a Mercedes e a Ferrari já vendem os seus motores a terceiros, pelo que têm retorno do dinheiro que gastam a desenvolvê-los. A Renault é que não terá essa possibilidade, visto ir ficar sem clientes.
Esqueça o surgimento de novas equipas nos próximos anos. Com a crise económica que o mundo está a viver derivada do covid-19, só um doido vai estourar dinheiro em “carrinhos de choque”. Continuarão a existir enormes fortunas, isso é certo, mas os seus donos vão preferir negócios mais seguros.
Quanto à questão de equipas só com um carro, os casos que conheço não me recordam nada de bom, eram equipas fraquíssimas, que nada acrescentaram à modalidade.
Num ponto estamos de acordo: com mais equipas, surgiriam mais talentos, mas também podiam surgir mais chicanes móveis. Contudo, mais uma ou duas equipas, devidamente estruturadas, seriam bem vindas.
Frenando_Afondo™
30 Abril, 2020 at 20:47
Não concordo em nada equipas poderem comprar carros de outras equipas, isso é muito fácil. É uma Haas mas em que não fazem nada, apenas desenvolvem os updates. Isso faz com que equipas maiores que vendem os chassis, vendam sem os grandes trunfos que os fazem rápidos (por razões óbvias, não vão meter milhões num monolugar e dar a equipas mais pequenas).
Para mim as equipas têm de desenvolver o seu próprio chassis, isso é parte da F1 mais importante e só assim teremos no futuro alguma Brawn, alguma RB, alguma equipa que descobre algo inovador e consegue ganhar um ou mais campeonatos. Ter as grandes a vender a pequenas apenas vai fazer com que as grandes dominem na mesma, visto que sabem o que o monolugar é capaz.
A ideia de equipas só com um monolugar não funciona, a menos que hajam dois campeonatos, os das equipas “normais” (com dois monolugares) e as equipas que só têm um monolugar. Porque vejamos, uma equipa que corra só com um monolugar fica sempre atrás das outras, porque as outras têm dois, logo conseguem mais pontos ao longo do ano. A que têm um monolugar não podem competir com estas.
Para mim as equipas se entram na F1 têm de ter capacidade para isso, não se pode meter todo o cão e gato apenas pelo espectáculo. Têm de ser equipas capazes de desenvolver o seu monolugar.
Faz mais sentido ter uma empresa que faça um monolugar comum (estilo Dallara) e depois cada equipa desenvolve como souber (embora mais uma vez um equipa que tenha poucos meios, não vai fazer grande coisa). Assim o conflito de interesses das grandes a vender a pequenas não existe.
Fast Turtle
30 Abril, 2020 at 14:36
100 milhões. A Williams com 120 milhões regrediu de 2018 para 2019 e a ferrari é que é maluca por não aceitar um limite tão baixo.
Ganhem juízo. Ha equipas que mal conseguem dinheiro para evoluir e querem que todas sejam como elas. Ridículo.