F1: O desafio de ter três corridas em nove dias

Por a 26 Abril 2023 14:01

O calendário de 24 corridas da Fórmula 1 para este ano teve novamente de sofrer alterações, repetindo-se o cancelamento do Grande Prémio da China. As equipas, sobrecarregadas, fizeram pressão para que não houvesse um evento de substituição para o GP cancelado, passando a existir uma pausa de 4 semanas entre o Grande Prémio da Austrália e a ronda seguinte, no Azerbaijão. Apesar destas semanas servirem para as fábricas produzirem os componentes sobressalentes ou os desenvolvimentos programados para serem apresentados em Baku, o facto de em apenas 9 dias se realizarem 3 corridas – 2 corridas de Grande Prémio e 1 Sprint – coloca um desafio grande às estruturas.

Logo a abrir a pausa de quatro semanas, a capital azeri recebe a estreia do formato Sprint nesta temporada, tendo ainda o programa do fim de semana sofrido alterações e existir uma nova qualificação. O número de sessões mantém-se, mas em vez de um treino livre, o dia de sábado é completamente dedicado à Sprint – qualificação designada por ‘Shootout’ e corrida Sprint de 100km – num traçado citadino onde a probabilidade de acidentes é maior. E acidentes podem significar dinheiro gasto em componentes e até a possibilidade de ter de montar peças novas das unidades motrizes. Numa ronda onde há a possibilidade das equipas trazerem atualizações para tentarem dar um passo em frente em termos de desempenho, duas corridas no fim de semana aumentam as probabilidades para danos sofridos, sem direito a peças sobressalentes. Com nova ronda no fim de semana seguinte – Grande Prémio de Miami – os pilotos e equipas podem optar por enfrentar as curvas e retas do traçado de Baku com mais cautela, apesar de poderem somar mais pontos do que na próxima prova.

Andrea Stella, chefe de equipa da McLaren, estrutura que ambiciona resolver algumas questões e aumentar o seu desempenho com desenvolvimentos ao MCL60 no GP azeri, admitiu que está nervoso por ter de realizar três corridas em nove dias. O responsável afirmou que há que “encontrar o ponto ideal para as equipas entre o espetáculo, a gestão das peças e os custos dentro do limite orçamental”. O mesmo foi referido pelo responsável pela performance da Aston Martin. Tom McCullough admitiu que do ponto de vista do “limite orçamental” se preocupa com esta questão e é apoiado por muitos outros responsáveis das equipas adversárias.

Sendo esta a primeira vez que se realiza uma corrida de Sprint no traçado do circuito de Baku, aconteça o que acontecer, tudo é totalmente desconhecido para todas as equipas. No entanto, principal preocupação será deixarem o fim de semana para trás sem qualquer dano sofrido e com o mínimo de componentes utilizados, não só para enfrentarem o regresso a Miami, como para manterem o plano de atualizações e não comprometerem financeiramente o resto da época.

2 comentários

  1. F1 FOR FUN

    27 Abril, 2023 at 10:07

    Reduzam os fim de semana a 2 dias e aumentem o número de provas, desistam das sprints. Copiem a NASCAR e façam corridas todos os fds, em países vizinhos. Fim de semana Sábado FP + Qualificação, Domingo GP.

    • Pity

      27 Abril, 2023 at 23:21

      O problema, é que os promotores querem os três dias, por razões de custos. Em três dias vendem mais bilhetes, o que ajuda na verba a pagar à Liberty.
      Eu também não gosto das sprints, mas corridas todos os fins de semana… não, obrigada.

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