Niki Lauda veio a público negar que a Mercedes se tenha juntado à Ferrari ao ameaçar sair da F1. O presidente não-executivo da Mercedes AMG Petronas F1 diz que “isso é mentira”, em declarações à Auto Motor und Sport.
De qualquer forma, Lauda não nega que os construtores (Mercedes, Ferrari e renault) não estão satisfeitos com os planos apresentados pela Liberty Media que pretende uma fórmula de motores totalmente nova depois de 2020. Cyril Abiteboul, da Renault diz que: “Primeiro queremos ver o ‘filme todo’ para saber como poderá ser a Fórmula em 2021″, disse.
Estes construtores alegam também que a Liberty Media se está a meter numa questão que está sob a égide da FIA, os regulamentos, mas Ross Brawn já estava preparado para a resposta: “Porque as regras também determinam o sucesso comercial do desporto”, disse o chefe desportivo da F1, que acrescenta: “Unidades motrizes caras, complicadas e silenciosas como as que temos hoje são simplesmente o produto errado para boas corridas”.
Por outro lado, pelo menos a Renault não se opõe a peças ‘standardizadas’ nos motores: “Nós não teríamos nenhum problema com isso, pois a Renault é um fabricante de automóveis e não um fabricante de baterias”, disse Abiteboul.
Apesar da oposição, Ross Brawn deixa claro que “Não podemos continuar assim, pois existe o risco de perdermos um ou dois dos fabricantes existentes se os seus resultados não melhorarem”. Já se percebeu que a reação das três principais construtoras teve mais a ver com a forma do que com o conteúdo, já que lhes ficou a sensação que o que foi apresentado era um dado adquirido, quando é, afinal, um ponto de partida para 12 meses de discussões: “Voltar atrás? O argumento teria que ser muito convincente”, disse Ross Brawn.
Portanto, como se ´percebe, os dois lados da barricada vão para as discussões em barricadas totalmente opostas, ficando por saber se daqui a um ano se ‘encontram’ a meio…









