F1, Nigel Mansell: “Gostava ver 26 carros na grelha de partida”
Nigel Mansell quer que as grelhas de partida da Fórmula 1 passem a ter 26 monolugares para dar mais oportunidades aos pilotos mais jovens, uma vez que as carreiras dos pilotos agora são mais longas, dando menos hipóteses aos mais novos.
“Sem desrespeito pela Fórmula 1, mas a profundidade da concorrência não existe como nos anos 80 e 90. Gostava ver 26 carros na grelha de partida. Há muitos pilotos dignos que estão atrasados e não têm para onde ir. Ao longo dos anos, havia pilotos que ficavam feridos e fora do desporto e que iam sendo substituídos. Sempre houve um novo fluxo de sangue por ano, sempre houve carros para entrar. Isso hoje deixou de se ver. A FIA fez um trabalho incrível com a segurança, os fabricantes trabalharam de perto para tornar os carros mais seguros. Um piloto tem quase o dobro do período de carreira, o que é bom para eles, mas os pilotos que esperam para entrar nunca terão uma oportunidade”, disse Mansell ao Motorsport.com.
A F1 não tem 26 carros no arranque de um Grande Prémio desde o Canadá, em 1995, último evento que a Simtek disputou antes de sair da categoria.
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João Pereira
29 Janeiro, 2018 at 19:14
Também eu! O regulamento prevê os 26 carros, e Max Mosley prometeu e até criou condições para isso, só que com base numa guerra privada com Montezemolo que ameaçava convencer os construtores a criarem outro campeonato. Já depois disso, Todt recusou permitir a entrada de outra equipa a não ser que esta aceitasse comprar a licença da HRT carregada de dívidas (para tentar proteger o dinheiro que Mr Ecclestone lá tinha injectado), isto apesar de haver a vaga deixada pela USF1 que foi semelhante a uma gravidez evitada com a pílula do dia seguinte.
Pessoalmente estou convencido que não aparecem mais equipas por manifesta falta de vontade tanto da FIA como da FOM. Quanto a mim, há três coisas que deveriam ser feitas:
– A regra dos 3 motores deveria ser aproveitada para libertar recursos para cada construtor poder fornecer mais uma equipa, já que representa teoricamente (na prática duvido muito por questões de fiabilidade) uma redução de unidades a produzir em 25%, e também uma redução de custos o que deveria reduzir igualmente o budget das equipas para motores (aqui ainda duvido mais).
– Os bónus históricos atribuídos ás equipas de construtor (que no caso da Ferrari é mesmo escandaloso) deveriam ser canalizados em parte para criar um programa de ajuda a novas equipas que dele beneficiariam durante dois ou três anos entrando depois no programa normal de partilha de lucros. Neste programa, seria incluída a equipa já existente, em pior situação financeira desde que não tivesse perspectivas de recuperação através de novos patrocinadores. Tudo isto obviamente sujeito a auditorias de contas rigorosas e periódicas.
– A outra parte desses fundos seria canalizada para um programa semelhante, mas para construtores de motores independentes, que não poderiam ter qualquer participação de um construtor no seu capital, sendo no entanto permitido o seu nome como eventuais patrocinadores de uma equipa que utilizasse esses motores como qualquer outro cliente.
A FIA deveria também tentar garantir que a FOM não seja tão lucrativa, ou seja: maior percentagem desses lucros deveria ser reinvestida na qualidade do plantel independente. É óbvio que aqui a coisa é muito complicada porque a FIA também “mama muito na teta” da F1 e Monsieur Todt não é nenhum idealista, antes pelo contrário, e quanto à Liberty, tem que recuperar o investimento bilionário que foi a aquisição da FOM a Mr. Ecclestone.
Regressando aos bónus históricos, alguém consegue explicar porque raio a Renault tem 50.000.000,00€ por voltar a ter equipa, já que consideraram como ininterrupta a sua participação desde 1977, embora a maioria destes anos apenas como motorista e alguns até com o nome Mecachrome, e a Honda não vê nenhum, apesar de ter sido construtor a 100% ainda nos anos 60, e ter o palamrés que tem como motorista? Ou porque a Ferrari recebe 100.000.000,00€ há imensos anos, quando já depois desse acordo, ainda há poucos anos a FIA de Mosley dizia que uma equipa devia viver com um orçamento de 40.000.000,00€ e até criou as licenças para Virgin, Lotus, Hispânia e USF1, em que a última desapareceu antes de nascer (a tal da pílula do dia seguinte) e as outras foram mudando de nome até desaparecerem, no caso da Virgin com um retorno de mais de 200% para Mr Branson. Também a Mercedes recebe 40.000.000,00 de bónus histórico, tendo estado ausente durante anos, e tendo equipa própria apenas há 8 anos, já que antes disso e desde o seu regresso com a Sauber e depois com a Mclaren, era apenas motorista. Pobre Honda!!!
Paulo Teixeira
30 Janeiro, 2018 at 13:09
Também devia de ser permitido a pequenas novas equipas alinharem só com um carro durante um período de tempo que poderia ir dos dois aos três anos, sendo depois obrigatórios dois carros.
João Pereira
30 Janeiro, 2018 at 18:27
Não concordo consigo porque estariam a ser subsidiados, além de que com dois carros em pista acumulam o dobro dos km, logo as falhas aparecem desde logo em maior número e mais rapidamente são corrigidas, logo também a aprendizagem é mais rápida.
Quem quer ir para a F1, tem que apresentar um projecto bem estruturado, porque se vai para aprender só com um carro, é melhor ir primeiro para a F2 com dois ou mesmo para a F3, e quando se sentir capaz de encarar o topo, então sobe o degrau.
Não se vai subsidiar a entrada de construtores de carros de rolamentos (passe a expressão), porque a F1 é o topo do desporto automóvel em circuito, e o topo da tecnologia.
Se vamos facilitar muito, vamos ter mais USF1 e Hispãnia/HRT, em que a primeira nem chegou a existir para além de promessas (nem chegou a aparecer um desenho do carro, e a HRT era sempre autorizada a correr com carros do ano anterior. Uma equipa nova seria subsidiada para arrancar no minimo com um nível de performance ao nível da Sauber ou da Manor nos últimos anos em termos de performance e não necessariamente de fiabilidade claro.
A ideia seria a equipa conseguir garantir um carro pronto para dois pilotos logo no primeiro teste de Barcelona e dois prontos para o primeiro GP, se conseguisse ter o carro e dois pilotos em Barcelona, teria o subsidio que poderia consistir nas despesas de transporte fora da Europa e alojamento em todos os GP, e o contrato de motores na totalidade ou parcial, o que consistiria num financiamento limite de 40.000.000,00€ no primeiro ano, o que representaria cerca do tal bónus histórico total atribuído ás equipas que dele beneficiam se considerarmos 3 equipas novas a subsidiar, de forma a termos 26 carros. Nos anos seguintes, o subsidio seria mantido, mas deduzido o montante correspondente ao bónus da partilha de lucros.
Havia que ter também em conta a venda da equipa em situação de subsidio, que deveria ser impedida fosse ela total ou parcial, já que isso implica sempre retorno importante de capital para o bolso do investidor inicial. Para a venda ser autorizada, teria de se proceder de imediato ao reembolso do subsidio concedido, na mesma percentagem da que é alienada na venda. Lembro o caso da Virgin, em que Mr Branson investiu 40.000.000,00€ do seu grupo Virgin e outros patrocinadores menores no primeiro ano, e no fim vendeu metade da equipa por esse valor, e no fim do ano seguinte, depois de um investimento menor porque já existiram mais patrocinadores provenientes do novo co-proprietário, vendeu a outra metade pelo mesmo valor, o que feitas umas contas à pressa, deve querer dizer que Mr Branson terá investido uns 50 ou 60 milhões em dois anos, recebeu 80 milhões durante durante esse tempo a equipa contraíu dívidas, e depois de tudo isso, e com o seu largo sorriso de bilionário, confessou que obteve ainda um retorno suplementar de 160 milhões para o seu Grupo Virgin, que inclui a produtora musical, a companhia aérea e aquele projecto pseudo-espacial (100.000 metros de altitude creio eu), para o qual ele começou a vender bilhetes nessa altura, mas ainda não realizou nenhuma viagem tanto quanto sei, e já lá vão uns bons anitos.
O texto é longo, e talvez eu não seja suficientemente explicito, mas se o fosse, já não receberia o pagamento que me seria devido pela FOM e pela FIA pela minha *brilhante* *ideia*. EhEh!
Iceman07
31 Janeiro, 2018 at 23:19
A F1 é muito cara, e para ter carros todos fod…. que andam a arrebentar pelas costuras mais vale ter menos equipas mas que consigam participar de forma digna.