É preciso recuar aos primórdios da F1 para recordarmos uma paragem tão longa na F1. Nico Rosberg acredita que os pilotos que se mantiveram ativos no virtual poderão ter vantagem.
As corridas virtuais serviram de entretenimento para pilotos e fãs, enquanto esperávamos pelo regresso às pistas. Para uns não passava de uma brincadeira, outros levaram as provas mais a sério e no meio de muitos incidentes, alguns pilotos ficaram com a carreira comprometida. Será certamente um caso de estudo nos próximos tempos, para avaliarmos de que forma as corridas do virtual ganharam preponderância na dinâmica da competição automóvel. Certo é que cada vez mais os simuladores começam a ser encarados como uma ferramenta para manter níveis de competitividade e não apenas um passatempo.
Nico Rosberg defende que os pilotos que mais competiram no virtual poderão estar mais aptos no regresso às pistas na Áustria:
“Se eu ainda estivesse a competir, estaria no simulador todos os dias”, disse Rosberg durante a transmissão do virtual Grande Prémio do Azerbaijão no domingo. “Estou convencido de que ajuda a treinar as capacidades dos pilotos. Imaginem o Roger Federer, se ele não treinasse durante cinco meses, no primeiro dia do regresso ele estaria muito abaixo do nível dele, e a exigência para um piloto de F1 é a mesma.”
“Acho que no simulador temos hipótese de treinar algumas das nossas capacidades e manter o nível elevado, portanto, eu maximizaria esse tempo. Será interessante ver. Vemos que alguns pilotos estão a fazer [corridas virtuais] mais do que outros, e pergunto-me se eles podem ter uma vantagem quando as corridas começarem novamente. Eu apostaria nisso: eles poderão ter uma vantagem. ”
Falando de sua própria experiência de não competir nos períodos entre épocas na Fórmula 1, Rosberg comentou: “Lembro-me bem da minha primeira saída para a pista após as férias de inverno, e as férias de inverno duravam apenas três meses e agora tivemos cinco meses de paragem. E, na primeira sessão conseguimos sentir que a nossa capacidade mental é menor e acabamos assoberbados pois não temos a capacidade para memorizar coisas ou trabalhar nas afinações. Sentimo-nos enferrujados.”
“E eles vão sentir isso também, então eu tenho certeza que tudo ajudará, até mesmo karting como Lando [Norris] está a fazer, e acho que quem tentar fazer a melhor preparação possível realmente vai ter uma vantagem. “










Eu costumo correr em simuladores e duvido muito. Um simulador não deixa de ser um jogo e como jogo/simulação muitas das coisas não se aplicam à realidade podendo até criar maus vícios porque não há consequências e porque muitas das afinações ou comportamentos dos carros são diferentes dos da vida real e a simulação não recria o que os pilotos chamam de “butt sense”, que é simulado através do force feedback no volante, por isso completamente diferente em termos de sensação. Acho que o que realmente importa é que o atleta se mantenha física e mentalmente activo.
Não acredito, os menos experientes pode ajudar a manter o ritmo, mas para os mais experientes não acredito que faça assim tanta diferença. Pilotos que já estão na competição há mais de 5 anos e já conhecem as pistas de trás para a frente. Fora que os “simuladores” usados nas corridas online não são assim tão fiéis a nível da resposta dos carros, especialmente se falamos do F1 2019 da Codemasters, aquilo está mais próximo de um jogo arcade com toques de realismo que um simulador puro e duro. Além que a parte mais “lixada” de uma paragem tão longa… Ler mais »
Exacto. O F1 2019 é mais um simcade. O mais próximo da realidade é o Rfactor 2 com o Iracing um pouco atrás. Logo a seguir vem o Mario Kart. (Lol.)