F1, Nico Rosberg sobre Alonso: “Não é má sorte quando escolhes as equipas erradas para estar”

Por a 10 Outubro 2017 16:46

A culpa de Fernando Alonso não ter conseguido mais nenhum título mundial na última década é apenas do piloto espanhol, de acordo com o atual campeão do mundo Nico Rosberg. O alemão, agora comentador televisivo, foi questionado pelo jornal AS para comentar o “azar” de Alonso desde o seu segundo título pela Renault, em 2006.

“Não é má sorte. Não é má sorte quando escolhes as equipas erradas para estar, porque isto faz parte de ser um piloto de topo. Podes ser o melhor piloto do mundo, mas não vais vencer com um mau monolugar”, disse Rosberg, antes de ser questionado sobre se Alonso faz bem em tentar correr em Le Mans ou na Indycar: “Sim, mas não é a Fórmula 1, a F1 é o topo”.

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30 comentários

  1. Frenando_Afondo™

    10 Outubro, 2017 at 17:27

    “mas não vais vencer com um mau monologar”.

    😉

    • Chicanalysis

      10 Outubro, 2017 at 22:12

      Se o Alonso tem um mau monologar então do dialogar nem se fala. Talvez seja melhor quando fica calado.

  2. kiotto_9

    10 Outubro, 2017 at 17:51

    Como li nos comentários noutro site:
    “eu diria que a decisão mais errada e covarde do Alonso teria sido a de se aposentar quando fora campeão… mas essa ele não tomou… felizmente, para quem gosta de um piloto de verdade e de F1.”

  3. João Pereira

    10 Outubro, 2017 at 18:07

    Qual foi a melhor equipa que Alonso teve oportunidade para ir quando foi obrigado a deixar a Ferrari?
    Ah! Já sei a equipa para onde Rosberg se mudou depois de ter “vencido” o campeonato com a Mercedes, equipa com a qual não é possível perder o campeonato, nem as 24h Le Mans, nem as Indy 500, nem uma corrida de karting, só porque é uma equipa que não existe! Se não estás lá, não há possibilidade de vencer, logo não és derrotado.
    Este gajo começa a parecer o Jacques Villeneuve a c*gar postas de pescada, a diferença é que Villeneuve depois de ser campeão continuou a aparecer na F1, em Le Mans; Nascar e noutros campeonatos, só não voltou ás Indy 500, porque já lá tinha mostrado o que valia como piloto e como e como campeão. Este tipo de declarações de Rosberg, parece querer justificar (mais uma vez) a sua cobarde saída da F1, para não ter que defender o título, e então tenta fazer crer que como já venceu na categoria máxima só tinha que sair.
    Rosberg, o primeiro campeão que não defendeu o seu primeiro título. Baahhh!

    • JoaoLima

      10 Outubro, 2017 at 19:16

      Não vou comentar a sua opinião, apenas fazer uma rectificação. Nico Rosberg NÃO FOI o primeiro campeão do mundo que não defendeu o seu primeiro título. O primeiro foi Mike Hawthorn que se sagrou campeão mundial em 1958 e logo anunciou a sua retirada.

      • João Pereira

        10 Outubro, 2017 at 20:08

        Obrigado pela correcção joãolima. Vou rectificar: Que eu me lembre é o primeiro piloto que não defendeu o seu primeiro título. Perdoem-me se me falha a memória, mas nasci em 1961, já lá vão 56 anos!!!
        Cumprimentos
        P.S. o obrigado pela correcção é totalmente sincero, apesar do sarcasmo que envolve a minha resposta. No entanto, repare que Hawthorn faleceu no início de 1959 de acidente de viação (???), com apenas 29 anos… provavelmente, não teve tempo de tempo de repensar a sua decisão, já que na altura essa era uma idade prematura para uma reforma das corridas de automóveis, para um piloto de sucesso, que já agora, diga-se que também venceu Le Mans.

        • pascasio

          10 Outubro, 2017 at 20:41

          Até digo mais. Nos anos 50, sair depois de se ser campeão, não é cobardia ! Mas sim, inteligência suprema !!!

          • João Pereira

            10 Outubro, 2017 at 22:25

            Sim, numa altura em que os pilotos morriam que nem coelhos em dia de abertura de caça…
            No entanto eu creio que Hawthorn iria continuar a correr noutras disciplinas, regressar a Le Mans por exemplo. Não teve tempo, morreu logo nos primeiros dias de 59, nem sequer tempo de saborear o título. Mas provavelmente iria aparecer algum tipo de proposta irrecusável e ele até talvez tivesse assinado para a F1 ainda para 59. Embora já tivesse 6 ou 7 anos de GP, tinha o espírito dos pilotos de Spitfire da batalha de Inglaterra, era viciado em velocidade e adrenalina.

        • JoaoLima

          10 Outubro, 2017 at 23:17

          Eu ainda sou mais “antigo”, já que sou de 1960 🙂
          Não creio que o Hawthorn regressasse pois foi mesmo por ter visto tantos amigos desaparecerem e quis viver muitos e bons anos, não morrendo em pista. Suprema ironia o que lhe sucedeu!
          Ainda sobre Hawthorn uma história curiosa: Na sua vitória no GP França 58 (única vitória no ano do título), perto do final ia dobrar Fangio que realizava o seu último GP. Abrandou e não o passou, justificando no final que ninguém dava uma volta ao grande Fangio!

          • pascasio

            11 Outubro, 2017 at 3:29

            Obrigado por partilhar, Sr.JoãoLima !

          • rodríguezbrm

            11 Outubro, 2017 at 10:12

            Infelizmente havia outro problema. Ele tinha um cancro incurável e 18 meses de vida no máximo, de acordo com os seus médicos.
            O Fangio em ´52 não defendeu o seu 1º título, mas tal deveu-se a um acidente em Monza.

          • JoaoLima

            11 Outubro, 2017 at 10:17

            Desconhecia esse facto que não está descrito nas suas biografias.

          • rodríguezbrm

            11 Outubro, 2017 at 13:09

            Imperdível este recente filme sobre a “Ferrari Primavera”. Hawthorn, Collins, Castellotti , Musso e de Portago, todos morreram no arco de 2 anos.
            E ainda há 2 outros no cinema sobre o Ronnie Peterson e sobre o Ferrari 312 B. Para a mossa geração, que vivia de migalhas, isto é um luxo.

            https://www.youtube.com/watch?v=g3e5hGgeNoQ

          • JoaoLima

            11 Outubro, 2017 at 13:21

            Muito obrigado pela partilha. Sem dúvida IMPERDIVEL!!!! 🙂

          • João Pereira

            11 Outubro, 2017 at 17:04

            Tempos em que havia Gentleman Drivers, por isso o comparei aos pilotos dos Spitfires ou já agora dos ME109 na batalha de Inglaterra, tempos em que os pilotos se respeitavam mais como adversários do que como inimigos.
            Existe o mito de que terá morrido num “picanço” e não num mero acidente rodoviário, mas também é de mitos que se fazem os heróis… Quem sabe se ele achou que podia continuar a “abrir” na estrada sem morrer (e ir matando o vício da adrenalina), só porque já era o melhor do mundo e tinha deixado de guiar os carros mais velozes e perigosos. Ninguém saberá nunca se ele voltaria a correr ou não.
            Lembro-me de muitos casos de pilotos que anunciaram a sua retirada, e voltaram.Pilotos viciados em velocidade e adrenalina, e que ainda eram jovens. Vou lembrar um que detesto: Michael Schumacher, um piloto genial, desnecessariamente um “filhadamãe” em pista (por isso detesto o homem), que deixou a F1, andou a cair de moto nas German SBK e acabou por voltar à F1 (um enorme erro por várias razões), por vício de corridas e também muito por orgulho, e acaba estropiado num acidente de ski apenas porque também era viciado em velocidade e adrenalina.
            Eu acho que Hawthorn era daqueles, que sendo ainda jovem, teria uma recaída. Era um daqueles “junkies” que não vão lá com “metadona”, e no que toca a corridas, eu respeito isso muito, por isso respeito Schumacher, embora o deteste, ou Mansell de quem sempre gostei (o primeiro piloto a falar sempre nos fans e com verdadeiras manifestações espontâneas de apreço por eles).
            Sinceros cumprimentos, é sempre bom encontrar alguém com quem dá gosto estar aqui no chat.

          • rodríguezbrm

            11 Outubro, 2017 at 18:11

            Devíamos fazer um brinde com a cerveja com o nome dele fabricada no pub da sua terra, a caminho de Goodwood

            https://i2.wp.com/i762.photobucket.com/albums/xx269/maltadefender/CIMG0942_zps212fdc2c.jpg

          • João Pereira

            12 Outubro, 2017 at 10:34

            Quem sabe um dia a caminho do Goodwood FOS.

          • JoaoLima

            11 Outubro, 2017 at 18:39

            Concordo com toda a opinião 🙂

    • am02101740

      10 Outubro, 2017 at 19:29

      Assim de repente lembro-me do Mansell, provavelmente um dos seus heróis…

      • João Pereira

        10 Outubro, 2017 at 22:12

        Mansell foi dar umas voltinhas na Indycar, mostrou aos americanos o que valia um campeão do mundo de F1, regressou e ainda venceu… Também um dos meus herois.

  4. Afonso Costa

    10 Outubro, 2017 at 19:19

    Ele tem cabeça para pensar e conhecimento para analisar propostas devido à vasta experiência que adquiriu ao longo dos anos. A McLaren-Honda não possui nem um bom carro, nem um colega de equipa à altura. Logo, se escolheu esta equipa, por alguma razão foi.

    • pascasio

      10 Outubro, 2017 at 20:46

      Escolheu, porque tinha tudo para num futuro próximo, ser um carro ganhador ! Mas os gajos, estiveram muito tempo fora, e isso fez muita diferença ! Quem acreditava neste desfecho ?

    • Frenando_Afondo™

      10 Outubro, 2017 at 21:53

      Escolheu a Mclaren porque das equipas disponíveis era a que lhe podia pagar o que ele queria. As outras estavam todas bloqueadas (Mercedes e RB, Ferrari não porque era de onde tinha saído), o resto são equipas do meio da tabela que sobrevivem dos patrocínios e não se podem dar ao luxo de esbanjar milhares de euros num só piloto. A Mclaren ao contrário das outras tem um income saudável das suas secções de tecnologia e super-carros de estrada, assim que pode investir.

      Aliás, desde 2013 que têm penado por maus resultados e não se ouve falar que estejam à beira da falência, ao contrário de outras equipas de F1 que meia volta fala-se de falta de liquidez.

      Mas pronto, ele sempre disse “o melhor ainda está para vir”. Continuamos à espera. Espero que seja já para o ano, para o bem da Mclaren, uma das minhas equipas favoritas.

  5. F1IsMagic

    10 Outubro, 2017 at 19:59

    Olhando para trás, eu compreendo a escolha do Alonso pela McLaren. Ninguém previa a hecatombe, era uma equipa com historial, com um motor também bom boa reputação e cuja equipa, a Honda, saiu da F1 exatamente quando tinham o melhor chassis(pelo menos até metade da época de 2009). Chassis esse que foi usado pela Brawn para ser campeã do mundo.

    Na Ferrari não tinha lugar, as outras equipas de topo tinham o line-up completo e ficou claramente face a uma situação de ter de arriscar e a McLaren dentro dessas era a única com recursos de topo para utilizar e claro também com maior poder financeiro para lhe dar o acordo que queria.
    Correu mal, sem dúvida, mas olhando para trás e não sabendo o que ia acontecer a seguir, é díficil pensar noutra solução.

    • pascasio

      10 Outubro, 2017 at 20:53

      Sem dúvida ! Além disso, não à nada melhor que vencer, num projecto novo ! Já imaginaram, se tudo corre-se bem ? Seria magistral !!!

  6. joaopereira1696

    10 Outubro, 2017 at 22:08

    Este senhor tem que deixar de dizer asneiras, foi campeão num carro completamente dominador, teve sorte. Alonso tem tido azar, se em 2007 não tivesse sido abandonado pela equipa provavelmente teria os mesmos títulos que Vettel, ou até mais, mas isto é algo que acontece com os melhores pilotos, mudar de equipa e ter azar porque a equipa não é competitiva. Apenas critico um bocado a ida para a Mclaren com uma Honda a entrar derrepente na F1, muito dificcilmente ganhariam algo nos dois anos seguintes

  7. anotheruser

    10 Outubro, 2017 at 22:33

    Depois do melão aberto toda a gente sabe dizer que não presta.

  8. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    11 Outubro, 2017 at 19:13

    Este post tinha tudo para ser um post de anti-alonsinhos a “malhar” no espanhol mas acabou por ser um belo post!
    O que prova que quando os fanáticos haters não aparecem para poluir o ar e se deixam ficar na “praia”, consegue-se ter por aqui discussões interessantes e construtivas…
    Cumprimentos

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