“Dissemos muitas vezes que não podemos congelar uma organização de sucesso; é uma estrutura dinâmica e estou orgulhoso de poder passar o testemunho, sem problemas, à próxima geração de líderes dentro da equipa.”
Foi assim que Toto Wolff abordou as mudanças na estrutura técnica da Mercedes. A equipa que começou a ganhar forma graças ao trabalho de Ross Brawn e que tem dominado a F1 desde 2014 começa agora a preparar o futuro e a fazer mudanças de fundo.
Um dos nomes mais sonantes a abandonar é Aldo Costa, o italiano de 57 e um dos grandes responsáveis do sucesso da Mercedes. Com 12 títulos de campeão do mundo no seu CV, Costa já passou pela Minardi, numa das épocas de maior sucesso da equipa, passando pela Ferrari, onde esteve 15 anos e e conquistou oito títulos. Mudou-se para a Mercedes, como director técnico da equipa e foi sob a sua supervisão que a Mercedes conquistou os 4 títulos da era turbo-híbrida. Viu as suas máquinas cruzarem a linha de meta em primeiro por mais de 175 vezes. Deixará o comando do departamento técnico para irá assumir um papel de assessoria. John Owen irá assumir a sua posição e responder directamente a James Allison.
Mark Ellis, outro dos nomes fortes da equipa ( responsável pela performance) abandonou o seu lugar e irá tirar um ano sabático a partir do meio de 2019. Loic Serra. é o nome que se segue.
Estas alterações surgem numa altura que a Mercedes está a ser fortemente pressionada pela Ferrari ao nível da performance. A Scuderia tem feito um excelente trabalho e a Mercedes tem respondido sem encontrar uma vantagem considerável ao contrario de outros anos. Será talvez por isso um sinal de que a equipa precisa de ideias novas e sangue novo. O trabalho da Mercedes tem sido fantástico e sempre que estiveram “por baixo” conseguiram encontrar soluções que permitiram um salto qualitativo inegável. Os recursos à disposição também ajudam mas é preciso uma equipa muito forte para introduzir melhorias de forma tão eficaz como a Mercedes tem feito. Veremos como a estrutura se aguenta com estas mudanças, mas não parece que se vá sentir algo diferente.











