F1: Motores Mercedes são motivo de preocupação?

Por a 22 Março 2022 13:00

É muito cedo para começar a tentar entender as tendências deste ano e a regra de esperar quatro corridas e ver os dados, que normalmente se usa na F1, pode ser melhor conselheira, mas não deixa de ser algo a ter em conta. Os carros com motor Mercedes tiveram dificuldades no último fim de semana. McLaren, Williams e Aston Martin tiveram uma corrida para esquecer. Já a Mercedes conseguiu um lugar no pódio, o que pode indicar que o problema pode não ser do motor. No entanto, se olharmos para as velocidades de ponta, vemos que os carros com unidades Mercedes ficaram no fundo da tabela. Apenas Alex Albon chegou aos 316.7km/h (melhor piloto com motor Mercedes) contra os 323.2 Km/h de Sergio Pérez na qualificação.

Nesta complexa equação, não podemos esquecer que a McLaren enfrenta problemas com o seu novo monolugar. Do Aston Martin ouvimos logo por altura da sua apresentação que a equipa não estava completamente satisfeita e que pensava em introduzir uma nova versão a meio da época e a Williams já mostrou que não deu um salto qualitativo e que se mantém ainda pouco competitiva. Assim, há problemas de base nas três equipas fornecidas pela Mercedes que têm de ser resolvidos antes de se olhar para o motor. Mesmo a Mercedes justificou a fraca velocidade de ponta com um nível demasiado alto de arrasto provocado pela asa traseira, isto por não ter tido tempo de produzir novas partes de menor arrasto. Toto Wolff afirmou que os motores estão neste momento equiparados, admitindo que a Ferrari deu um grande passo (conseguiu colocar-se na primeira metade da tabela das velocidades de ponta, mesmo usando uma configuração de maior apoio aerodinâmico).

É demasiado cedo para tirar conclusões, mas parece claro que a vantagem que a Mercedes tinha em relação às unidades motrizes se esfumou. Mas para entender se a Mercedes caiu no ranking dos motores mais potentes, teremos de esperar mais uma corridas. Se for o caso, vem numa péssima altura, pois o congelamento dos motores por quatro anos, pode dar dores de cabeça aos engenheiros da HPP em Brixworth.

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14 comentários

  1. Pity

    22 Março, 2022 at 13:28

    Em termos gerais, o motor Mercedes perder a vantagem, não é de estranhar. Pode significar apenas que as outras montadoras tardaram, mas chegaram lá ou, até, a ultrapassaram. A tartaruga da fábula também venceu a lebre Também não dou muita importância à velocidade de ponta, em anos anteriores vi, muitas vezes, equipas do fim da tabela com a maior velocidade de ponta, sem que isso significasse um bom resultado.
    Posto isto, não descarto que haja algum problema com o motor Mercedes, provavelmente, devido ao novo combustível ou alguma alteração que não funcionou, só que, como todas as equipas equipadas com motores Mercedes apresentam problemas diferentes umas das outras, é difícil apontar o dedo a uma causa única.

  2. Roger M

    22 Março, 2022 at 13:57

    Acho caricato tanto os fanboys da Mercedes como da Red Bull estarem à tulha uns com os outros, evidente com este duplo DNF da Red Bull…e enquanto isso lá vai a Ferrari amealhando pontos. Muitos continuam a achar que será como antes deste novo teto orçamental, que permitia que as equipas evoluíssem consideravelmente o carro ao longo da temporada.

  3. Génesis

    22 Março, 2022 at 14:27

    Se pensarem um bocadinho à Mercedes constatam que são 22/23 corridas e, se não engano são 5 motores por temporada, então à que poupar o motor no início do campeonato.
    Chama-se a isto planeamento a longo prazo.

    • Pity

      22 Março, 2022 at 15:15

      Está bem visto, mas não são cinco motores. Motores de combustão são três, há componentes em que só podem usar dois, cada componente tem um número diferente, não os sei todos de cor.

    • RedDevil

      22 Março, 2022 at 16:09

      Sim, é uma boa razão… e tendo em conta os problemas de porpoising em alta velocidade, não faz muito sentido estar a “esgotar” o motor e não tirar proveito disso…

    • jo baue

      23 Março, 2022 at 0:19

      Génesis, viste ou recordas-te do campeonato de 2021?
      Das polémicas por causa da mercedes mudar de motores, e consequente penalização, como quem muda de camisa todos os dias? Por exemplo, do GP em Interlagos, o traçado “amigo” da Red Bull por causa da altitude, do clima, ou da configuração do seu 2º sector ? Dos 15 lugares ganhos pelo HAM nas 24 voltas da corrida Sprint? E da passagem do 10º ao 1º lugar no domingo? Dos vários fins de semana que o Bottas andou a testar e a deitar fora os diversos componentes das PU para o nº 1 (já para não falar do Norris) ? Acaso os benefícios não suplantaram as penalizações?

  4. ...

    22 Março, 2022 at 15:47

    Sendo dados da FP3 o interesse destes valores é relativo. Em todos os FP´s as equipas andam com a PU em modo de poupança e só na qualificação estão na configuração de máxima potência, e ninguém sabe quem está em maior ou menor modo de poupança nos FP´s. A prova disto são os dois segundos de diferença entre o melhor tempo da FP3 e da Q3. Interessante seria ver dados da qualificação ou corrida.

  5. [email protected]

    22 Março, 2022 at 16:36

    O que vi foi os Ferrari a serem tão rápidos sem DRS como os Mercedes com, o Leclerc acelerar e o Vers (com menos apoio) parecia que tinha travado. Isto já tinha acontecido entre 2017 e 2019 pelas razões que todos sabemos. Que a Honda com a sua larga experiência em motores alimentados a etanol, da Indy, tivesse construído um matador não admirava, já a Ferrari admira. Este motor “mágico” permite que equipas medíocres se cheguem, ás de topo….algo vai mal no reino da Dinamarca. Mas o tempo vai esclarecer tudo.

  6. [email protected]

    22 Março, 2022 at 16:53

    penso k o maior problema está no apoio aerodinãmico do carro,pois continua a saltar muito e com isso perder a velocidade max…mas é estranho k todos os carros com motor mercedes,sofrem do mesmo!será a maneira como o motor foi construído?acho também estranho k de melhor motor se passe para pior,nuns simples meses

    • NOTEAM1 NOTEAM1

      22 Março, 2022 at 17:55

      Generalizar dessa forma pode ser uma armadilha. Repare no exemplo da Alpine, foi muito rápida em recta, mas muito mais lenta que a Mercedes no geral. Por isso não diria que o mal das equipas equipadas pela Mercedes seja o motor, pelo menos para já.

  7. NOTEAM1 NOTEAM1

    22 Março, 2022 at 17:51

    O maior problema da Mercedes está mesmo no excessivo “porpoising” que o carro enfrenta. Os maiores rivais resolveram esse problema mais cedo, e como tal, igualmente mais cedo, começaram a extrair o máximo potencial do carro.
    Se a Mercedes, vai ou não, encontrar forma de resolver este problema ainda numa fase inicial da temporada, é para já impossível de saber.
    A falta de velocidade de ponta que foi um facto no Bahrein, pode estar mais relacionada com o facto do carro baloiçar imenso nas rectas, do que propriamente por causa de um motor hipoteticamente enfraquecido.
    Além disso, o “porpoising” prejudica imenso os pilotos, nomeadamente ao nível da travagem e inserção do carro na curva, fazendo com que percam tempo em todo o lado basicamente.
    O grande problema da Mercedes, não excluindo a possibilidade do motor se realmente mais fraco que o da Ferrari por exemplo, o grande problema da Mercedes neste momento é outro.

    • anotheruser

      22 Março, 2022 at 19:46

      Concordo.
      E a diferença entre a Mercedes e demais equipas cliente resulta dos problemas ainda mais graves que estas outras equipas têm.

      Há também uma outra diferença entre Mercedes e equipas cliente que reside no sistema de arrefecimento (parceria com a Reaction Engines da área aeroespacial) que apenas a Mercedes tem (e para o bem e para o mal lhe permite os sidepods tamanho zero porque tem um local diferente de montagem, é mais compacto e eficaz) e pode estar a permitir um comportamento mais agressivo no motor da equipa Mercedes.

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