A busca por soluções para o calendário da F1 poderá implicar repetir pistas, o que poderá não agradar a todas as equipas, como apontou Mika Hakkinen.
O ex-piloto da McLaren levantou uma questão pertinente que já Tiago Monteiro tinha referido na sua entrevista ao AutoSport... Repetir provas poderá não agradar a todas as equipas.
Sabemos que cada equipa segue a sua filosofia e que cada carro tem os seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, a Ferrari apostou no ano passado num carro com menos apoio, mas mais velocidade de ponta, e essa escolha é feita de forma consciente. Os engenheiros analisam as pistas do calendário de forma a entender se essa aposta pode ser benéfica ou não. Claro que depois a parte mais complicada é passar a teoria para a prática, mas na mente dos engenheiros é feita uma “aposta” que tem tudo para ser vencedora. Ora se no caso de uma equipa que aposta no mesmo conceito, se é obrigada a correr este ano três vezes em Silverstone, ou duas vezes em Barcelona, pistas que exigem mais apoio aerodinâmico, é fácil entender que essas equipas ficarão a perder, pois não se prepararam para esse cenário. Também não podemos esquecer a parte humana, o piloto, que tem pistas preferidas e outras em que não consegue estar ao mesmo nível.
Mika Hakkinen deu o seu ponto de vista, especificando Silverstone, a pista que deverá receber mais corridas este ano, pelas condições que tem e para poupar dinheiro:
“É um lugar bonito, uma pista bonita para correr. Mas, pensando na corrida, do ponto de vista do piloto, quando eu corria e fomos a Silverstone, eu sabia que tinha um bom carro. Mas em algumas pistas de corrida não conseguimos ter uma frente boa, perdia tempo e ficava muito frustrado. Portanto, as equipas que têm problemas na pista de Silverstone e sabem que podemos ter três GPs seguidos por lá, não ficarão felizes. Se sabemos que o nosso carro não será rápido lá, é muito frustrante.”
“Mas também pode ser uma oportunidade para as equipas encontrarem soluções técnicas para resolver seus problemas em Silverstone. É algo complicado.”












