Foi um começo bom para a Mercedes, com uma vitória e muitos pontos amealhados, mas há motivos de preocupação.
A caixa de velociades do W11 deu dores de cabeça e a sua gestão foi feita com pinças durante a prova, com os engenheiros a pedirem repetidamente para os pilotos evitarem os corretores, mesmo o menos agressivos. Falando ao podcast da F1 Nation, o diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, admitiu que os problemas provavelmente não serão pontuais e poderão aparecer a qualquer momento durante uma sessão ou corrida e é resultado de uma acumulação de ruído elétrico.
“Na sexta-feira, vimos que o Valtteri tinha um problema no final de uma das sessões, então esse foi o primeiro sinal de que tínhamos um problema”, explicou Shovlin. “Tivemos problemas recorrentes ao longo do sábado e esperávamos o mesmo na corrida, porque parece ser uma característica do modelo. Então, de momento, se construirmos o carro e o colocarmos em pista, esse problema aparecerá a algum momento – é apenas uma questão de quanto tempo”.
Shovlin continuou explicando a causa do problema, acrescentando: “É basicamente uma acumulação de ruído elétrico que começa a interferir nos vários sistemas. Assim, com o Valtteri, vimos que, no meio da corrida, piorava progressivamente, com Lewis, apareceu mais tarde. Mas é o ruído elétrico que afeta muitas coisas.”
“A Áustria é um circuito realmente horrível para os carros. Normalmente, começamos a temporada num algum lugar como Melbourne, e Melbourne é uma pista onde é muito difícil ultrapassar, e quando é difícil ultrapassar, você pode dar-se ao luxo de cuidar do carro. Este é um circuito em que é fácil ultrapassar e, como resultado, se não forçarmos mais, estaremos em risco. Esse é um dos fatores, assun como os próprios corretores que são muito, muito violentos e passamos a maior parte da volta em cima deles.”
“Para nós, esse era o problema e provavelmente não ajuda que estejam quase 30 graus e com o ar um pouco fino não há tanto arrefecimento como é normal e todas as temperaturas dentro do carro são altas.”
Assim, parece que o W11 é um carro rápido, bem equilibrado mas frágil. A fiabilidade, tal como disse Toto Wolff, será um fator determinante nesta época.










