A Mercedes continua a escrever história. Nunca ninguém na F1 tinha feito quatro dobradinhas consecutivas nas quatro primeiras provas. E a equipa germânica está apenas a mais uma dobradinha de igualar o recorde de cinco, algo apenas conseguido pela Ferrari e… pela Mercedes.
Mas estas conquistas dos flechas de prata, poderão dar uma visão diferente da F1. É sabido que o carro tem uma importância fulcral para o sucesso de uma equipa e de um piloto. É costume dizer-se que um piloto médio num bom carro pode ser campeão, mas um excelente piloto num carro mau não tem qualquer hipótese.
Mas a Mercedes tem mostrado que para vencer é preciso um bom carro, mas não tem de ser o melhor. A Mercedes tem colocado em pista um nível inigualável em todos os aspectos da corrida. Tem uma excelente dupla de pilotos, tem engenheiros e mecânicos de topo, estrategas de topo e uma organização que dá estabilidade e garante eficiência no uso dos recursos. Lewis Hamilton e Valtteri Bottas são apenas os “pontas de lança” numa equipa que trabalha de forma harmoniosa. É preciso recuar até ao GP da Áustria em 2018 para vermos um erro da equipa. É esta consistência que tem feito a diferença. É a capacidade de tirar o máximo proveito do que cada corrida tem para dar, é a capacidade de trazer acelerar o processo de desenvolvimento de novas partes para melhorar o carro.
São raros os erros da equipa nas boxes, nas estratégia, e ainda mais raro ver um novo componente ser colocado no carro sem que traga resultados.
A Mercedes tem andado sempre muito perto da perfeição, algo que é difícil de atingir na F1. É por isso fácil de dizer que são a melhor equipa da actualidade. Tem mais recursos e mais orçamento, mas conseguem colocar esses recursos em prática e com resultados, algo que nem todas as equipas fazem com tanta eficiência.
Lewis Hamilton enalteceu isso mesmo no fim da corrida em Baku:
“Este é um óptimo resultado para a equipa. Acho que a equipa está mais forte do que nunca. O Valtteri e eu tentamos sempre andar nos limites do carro e estamos a conseguir ter boas prestações, assim como a equipa nos pitstops, os engenheiros e todos na fábrica. Acho que nunca nos apresentamos a este nível antes e estou muito grato pelo trabalho duro de todos.”
Parar a Mercedes será uma tarefa complicada e que exigirá nada menos do que … perfeição.









