F1: McLaren sem grandes novidades para Melbourne
A McLaren inicia a temporada de 2026 da Fórmula 1 em Melbourne, após um inverno de intensa preparação e com o estatuto de campeã em título de Construtores e de Pilotos. A nova era regulamentar obriga todas as equipas a partir praticamente do zero, prometendo uma luta técnica e desportiva particularmente renhida ao longo do ano.
Depois de nove dias de testes entre Barcelona e Bahrein, nos quais completou mais de mil voltas, a McLaren apresenta-se em Albert Park com o MCL40 numa especificação semelhante à vista na pré-temporada, incluindo apenas pequenos ajustes aerodinâmicos. A prioridade mantém-se na redução de peso, na otimização da distribuição de massas e na maximização do desempenho da unidade motriz, num contexto em que a gestão da componente híbrida assume papel determinante.
A exploração eficiente da energia híbrida, nomeadamente nos momentos de recuperação e de utilização, foi um dos principais focos do programa de ensaios. Ainda assim, a transição para um fim-de-semana competitivo, num circuito com características distintas das testadas, constitui um desafio adicional.
Stella – “Focados na redução de peso e extração do potencial da unidade motriz”
Andrea Stella, diretor da McLaren, afirmou na antevisão ao Grande Prémio da Austrália:
“Chegamos à abertura da temporada de 2026 em Melbourne satisfeitos com o trabalho realizado nos últimos meses, após mais de 1.000 voltas completadas em nove dias de testes entre Barcelona e Bahrein. Isso proporcionou aprendizagens importantes sobre o desempenho e a fiabilidade do MCL40 nesta fase inicial do seu desenvolvimento.
O carro que levamos para Albert Park será, em grande medida, o mesmo visto no Bahrein, com pequenos refinamentos aerodinâmicos. Continuaremos a trabalhar em aspetos cruciais, como a redução de peso, a otimização da distribuição de massas e a extração de maior potencial da unidade motriz.
Esta temporada é um desafio empolgante e complexo. Estamos ansiosos por revelar verdadeiramente o nosso nível competitivo em Melbourne. O trabalho árduo começa agora e encaramos a tarefa com determinação.”
Marshall – “Acredito que estamos no grupo da frente”
Já Rob Marshall, diretor técnico e responsável pelo design, sublinhou:
“Após nove dias de pista entre Barcelona e o Bahrein, é evidente que estes carros são extremamente complexos de operar, dentro e fora do cockpit. A carga de trabalho do piloto é elevada e existem novas ferramentas que precisam de ser otimizadas.
Dedicámos grande parte dos testes a explorar o desempenho e o potencial do MCL40, com especial atenção à exploração da unidade motriz, sobretudo na vertente híbrida — quando recuperar energia e quando utilizá-la em diferentes cenários de corrida.
Agora vamos para Melbourne e teremos de afinar as configurações ideais com muito menos tempo e sob a pressão de um fim-de-semana competitivo.
Acredito que estamos no grupo da frente, juntamente com adversários muito fortes como a Ferrari, a Mercedes e a Red Bull, mas esta poderá ser uma temporada com surpresas. Será um campeonato fascinante.”
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