F1: McLaren revela falta de informação da Mercedes sobre as novas Unidades Motrizes

Por a 9 Março 2026 13:21

A McLaren mostrou-se surpreendida com a vantagem demonstrada pela Mercedes no Grande Prémio da Austrália. O chefe de equipa, Andrea Stella, revelou ainda o seu desagrado pela falta de informação fornecida pela Mercedes sobre a nova unidade motriz, situação que, segundo o responsável, terá dificultado a compreensão do comportamento do monolugar num contexto de novos regulamentos técnicos.

Andrea Stella admitiu que a equipa ficou surpreendida com a dimensão da vantagem da Mercedes, sobretudo no que diz respeito à gestão e utilização da energia do motor nas novas unidades motrizes introduzidas em 2026. O responsável explicou que a McLaren tem tido dificuldade em prever o comportamento do carro, algo que considera invulgar na Fórmula 1.

Andrea Stella afirmou à comunicação social:

“A discussão com a HPP (Mercedes High Performance Powertrains) sobre termos mais informação já decorre há semanas, porque até nos testes basicamente entrávamos em pista, rodávamos com o carro, analisávamos os dados e pensávamos: ‘é isto que temos’. E depois reagíamos ao que encontrávamos.”

O dirigente italiano explicou que esse método contraria o funcionamento habitual das equipas da modalidade:

“Não é assim que se trabalha na Fórmula 1. Aquilo que acontece em pista é previamente simulado. Sabe-se o que está a acontecer, o que está programado e como o carro se vai comportar. Também se definem antecipadamente os planos de evolução, porque se sabe o que esperar do carro.”

“Primeira vez que sentimos que estamos em desvantagem”

Stella sublinhou ainda que, sendo a McLaren uma equipa cliente da Mercedes, esta é a primeira vez que sente estar em clara desvantagem na compreensão do desempenho do monolugar:

“Tenho de dizer que, sendo uma equipa cliente, é a primeira vez que sentimos que estamos em desvantagem até na capacidade de prever como o carro se vai comportar e de antecipar como podemos melhorá-lo.”

Apesar disso, o responsável acredita que ainda existe margem para progresso, embora admita que não é certo que seja suficiente para reduzir a diferença para a Mercedes. A equipa está agora a analisar dados e comparações com outros concorrentes para perceber como explorar melhor o potencial da unidade motriz.

“Passámos muito tempo a analisar sobreposições de dados, não apenas com as equipas da HPP — em particular a Mercedes — mas também com outros concorrentes. O resultado dessa análise indica claramente que temos trabalho a fazer enquanto equipa, em colaboração com os engenheiros da HPP, para explorar melhor o potencial da unidade motriz.”

Stella acrescentou que a equipa ainda procura compreender se o défice se deve apenas a parâmetros ajustáveis e ao estilo de condução ou se existem fatores estruturais que uma equipa cliente não consegue controlar.

A resposta da Mercedes

Do lado da Mercedes, Toto Wolff respondeu às preocupações dos clientes da marca, sublinhando que é impossível satisfazer todas as equipas da mesma forma. O responsável austríaco explicou que a introdução de novos regulamentos implica uma fase de aprendizagem intensa para todos os intervenientes.

Toto Wolff afirmou:

“É evidente que quando entram novos regulamentos há muito para aprender. Quer se trate de equipas clientes que utilizam a nossa caixa de velocidades, suspensão ou unidade motriz, a curva de desenvolvimento é muito acentuada. Nunca é possível implementar soluções que deixem toda a gente satisfeita, mas o mais importante é tentar prestar um bom serviço.”

Foto: Philippe Nanchino /MPSA

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