F1: McLaren pressiona diminuição do teto orçamental

Por a 3 Maio 2020 11:22

O CEO da McLaren Racing, Zak Brown, é da opinião que a oposição das grandes equipas não deve impedir a FIA de implementar a sua proposta de redução do limite máximo do teto orçamental, se quiser salvaguardar o futuro da Fórmula 1.

Há algum tempo que Brown e a McLaren estão na linha da frente a pressionar uma redução do limite orçamental para 2021. A proposta já acordada é de cerca de 157 milhões de euros, mas, Brown e a McLaren querem uma redução para 130 milhões de euros.

A Ferrari e a Red Bull parecem ser as grandes opositoras a esta redução, tendo manifestado o seu desacordo com base na dimensão das suas equipas e no papel dos fornecedores. Assim, sugeriram outras medidas, com Christian Horner a sugerir a vende de carros no final da época às equipas mais pequenas. – CLIQUE AQUI PARA LER MAIS

“É frustrante saber que temos a habilidade de sobreviver a estes tempos, mas também podemos acabar por prosperar. Este desporto nunca foi equilibrado, mas as coisas não vão ser sempre as mesmas se a mentalidade for ’somos demasiado grandes para falhar’. Se calhar, sou eu que estou há algum tempo no desporto, mesmo antes de estar na frente de uma equipa, que tenho a mentalidade ‘o desporto primeiro’. Acho que agora é uma grande oportunidade para equilibrar o pelotão, que é algo que os adeptos querem.”

“Há equipas na Fórmula 1 que podem ultrapassar esta crise mais facilmente, mas estão a colocar o desporto em risco. É muito frustrante perceber que eles não vêem o plano geral.” – disse Brown à racer.com.

Apesar disto, Brown está confiante quanto à introdução de uma cláusula por parte da FIA e do Conselho Mundial do Desporto Motorizado.

“Penso que a FIA e a Fórmula 1 reconhecem a situação e estão a fazer um grande esforço para se reduzir o teto orçamental. Vimos na reunião da FIA do Conselho Mundial do Desporto Motorizado, na semana passada, que pode existir uma votação em circunstâncias especiais, que pode baixar o teto orçamental.”

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5 comentários

  1. Fast Turtle

    3 Maio, 2020 at 11:50

    Ainda me lembro bem da McLaren cantar de alto que não precisava de main sponsor…

    • RedDevil

      3 Maio, 2020 at 13:08

      A questão do Zack não é falta de financiamento (o orçamento da Mc é cerca de 270M), é a oportunidade para “equilibrar” o pelotão…

    • Lisboa

      3 Maio, 2020 at 16:52

      Não era a McLaren que cantava, era o Ron Dennis que contou essa música.

  2. RedDevil

    3 Maio, 2020 at 13:25

    Um F1 tem quase 6m de comprimento, e uma distância entre-eixos à volta dos 3,7m… se reduzissem o comprimento para 4,5-5m iriam trazer muitas dificuldades às equipas de topo no que respeita a aerodinâmica… encostar a asa dianteira às rodas da frente e trazer a asa traseira para cima do carro.
    Não percebo como é que deixaram os carros crescer tanto, dificulta as ultrapassagens tanto pela dimensão como pela turbulência que cria para quem vem atrás.
    A grande distância entre-eixos também torna o carro mais fácil de pilotar, uma distância entre-eixos inferior iria trazer outra “vivacidade” aos carros.

    • Frenando_Afondo™

      3 Maio, 2020 at 19:40

      A grande distância entre eixos é para permitir às equipas fazer diversos conceitos, mais comprido tem-se mais controlo do ar através dos flancos, que faz com que esse ar chegue mais “organizado” ao difusor. Menos distância entre eixos permite que o carro tenha melhor controlo em curva, mas este conceito gera menos carga aerodinâmica que o conceito com maior distância entre eixos, daí quase todos os que usaram a menor distância entre eixos usam mais “rake” na traseira, para gerar mais carga aerodinâmica no difusor, claro que isto gera mais arrasto aerodinâmico, que é um problema nas rectas.

      Sobre ser mais fácil de pilotar, nos circuitos com longas rectas e curvas rápidas sim, porque o carro tem muita aderência aerodinâmica, mas em circuitos sinuosos é o contrário, são monolugares mais dificeis de pilotar e afinar, porque a janela de afinação de um carro comprido é menor que um carro mais curto (nos circuitos sinuosos, claro).

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