F1: McLaren não quer patrocinadores no nome
A McLaren descartou a possibilidade de ter um patrocinador principal, ou seja, um patrocinador que figure no nome da equipa, na temporada 2018 da Fórmula 1, apesar de Zak Brown dizer que gerou bastante interesse. No passado, Ron Dennis, ex-chefe da McLaren, sugeriu que a era dos patrocínios título na F1 havia chegado ao fim. Inicialmente, Brown esperava assegurar um novo patrocinador título para a McLaren – algo que a equipa não tem desde a saída da Vodafone no final de 2013 –, mas agora concorda que isso pode ser uma coisa do passado.
“Eu não creio que venhamos a ter um patrocinador título propriamente dito. Acredito que teremos grandes parceiros. Olhando para a F1, ninguém realmente se refere ao nome do patrocinador título da equipa, portanto acho que não há muito valor. Somos a McLaren, não a ABC McLaren. Há uma grande promoção da marca, mas nós não queremos vender o título, queremos manter o nome da equipa – McLaren”.
Em 2018, a Red Bull, com a Aston Martin, e a Sauber, com a Alfa Romeo, terão novos patrocinadores principais.
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Pedro Coelho
19 Dezembro, 2017 at 15:06
Mercedes-Amg Petrobras…, Sahara Force India…, Williams Martini Racing…
João Pereira
19 Dezembro, 2017 at 17:27
Mercedes-AMG Petronas (a Petrobras não tem dinheiro para pagar à Mercedes para incluir o nome na equipa mesmo sem os escandalos financeiros).
Sahara (empresa indiana) é co-proprietária da Force India, já que detém mais de 40% do capital da equipa, que adquiríu há uns anos por USD 100.000,00, pouco tempo antes do seu proprietário ser preso (curioso que agora também VJM está preso), e foi essa sociedade que permitiu então salvar a equipa.
Williams sempre adoptou o nome dos patrocinadores principais, desde o tempo em que se chamava ISO-Marlboro no inicio dos anos 70.
Scuderia Marlboro Ferrari, já não se chama assim (mas chamou-se durante muito tempo), porque… é proibido fumar e apenas por isso, já que o patrocínio da Marlboro se mantém ainda, e situa-se nos USD160.000,00 anuais, ninguém percebe porquê, mas todos sabemos isso.
Luis augusto
19 Dezembro, 2017 at 15:13
Esta Mclaren esta mesmo mal , não conseguêm um patrocinador grande que pague 50 ou 100 milhões, e depois vêm com esta história do “manter o nome”.Foi devido a muita Arrogância por parte do Sr RD
que levou a Mercedes a formar a sua própria equipa…
João Pereira
19 Dezembro, 2017 at 18:24
A Mercedes não renovou o contrato com a Mclaren porque Ron Dennis teve a arrogância de querer fazer uma marca de carros de estrada sem o consentimento da Mercedes (leia-se: sem usar mecânica Mercedes), a qual por sua vez, além de ter a AMG, pretendia mais protagonismo do que ter um autocolante a dizer “Powered by Mercedes-Benz” nos carros.
Era inevitável que a Mercedes formasse a sua própria equipa, já o tinha feito com a Sauber nos protótipos. Aínda que assim foi, porque todos ganhámos mais uma equipa de topo.
Já agora, espere para ver o que a Renault vai fazer à RB e à Mclaren, quando os carros da equipa oficial estiverem em condições de vencer. Cá para mim, vão passar a ter motores do ano anterior como a Ferrari faz aos seus clientes, e se a RB já tem motores “TAG Heuer”, provavelmente a Mclaren vai ter que se chamar Mclaren Alpine ou pior ainda, tipo Mclaren Dacia, e mesmo assim ter que pagar os motores.
Se a Aston Martin avançar, e avançar bem (acho que vai ter que se associar com a Cosworth), pode ser que a RB tenha o seu problema de motores resolvido, mas a Mclaren vai ter que esperar que a Honda volte a ser competitiva para ter motores oficiais como deve ser. Isto porque nenhum construtor com equipa oficial ganhadora quer vender e muito menos dar motores de topo a equipas com potencial vencedor. Veja lá se a Mercedes ou a Ferrari venderam motores à RB. A Mercedes, porque só fornece motores com spec igual aos seus embora com umas semanas de atraso, e isso seria ter que viver com a concorrência do seu cliente (depois de se ter visto livre da Mclaren…), a Ferrari porque só fornece motores com o spec do ano anterior, e isso de maneira nenhuma interessa a uma equipa como a RB, que tem por norma os melhores carros, tem muito dinheiro, e como tal quer ter tudo para ter o melhor conjunto.
Já agora, 50 milhões ou mesmo 100, não são um grande patrocinador para a Mclaren de forma a justificar uma mudança de nome. Repare que só entre Alonso, Renault e Paddy Lowe, já para aí 70 milhões derraparam com toda a força do orçamento “de encontro as barreiras”. Como já disse, a Marlboro paga 160 milhões à Ferrari, e nem sequer aparece com autocolantes.
P.S. Sim, Ron Dennis é extraordinariamente arrogante, detestável e muito incómodo, mas não é estúpido. Odeio o homem, e nem sequer o conheço, mas respeito-o por ter sabido encontrar e gerir os apoios para juntar a sua garagem Project4 com a garagem fundada por Bruce Mclaren e fazer aquilo que são hoje a Mclaren Cars e a Mclaren F1 Team.
malhaxuxas
19 Dezembro, 2017 at 19:06
Apoiado. Só não concordo no detestar Ron Dennis. Afinal foi pela batuta dele que vimos dos melhores recitais de F1.
João Pereira
19 Dezembro, 2017 at 20:39
Eu disse que o detesto, mas reconheço-lhe o mérito, e acho que bastantes elogios lhe fiz no meu comentário. Não me pergunte porque o detesto, talvez apenas porque não o acho simpático. Provavelmente é uma pessoa muito agradável em família e entre amigos, mas não faço parte desses núcleos.
Agradeço-lhe imenso ter trazido ao mais alto nível, até aos nossos dias uma “garagem” histórica na F1, que até tem um nome ilustre, e que ainda por cima a tenha elevado a construtor de carros de estrada fantásticos.
Também não gosto Sir Frank, mas também tenho que o elogiar pelas mesmas razões em termos de F1.
Cumprimentos.
P.S. A Mclaren deu muitos recitais, antes da fusão com a Project4, quando Ron Dennis conseguiu dinheiro da Marlboro para comprar a equipa a Teddy Mayer (e assim formar a Mclaren MP4), que ainda conseguiu gerir a equipa eficaz e apaixonadamente até 1977.
Luis augusto
20 Dezembro, 2017 at 19:45
concordo….temos que ver que a Mercedes chegou a ser a maior acionista da Mclaren teve 40% e foi com o dinheiro da Mercedes que tiveram novas instalações…é claro que em parte tb foi para a Mercedes Fabricar e montar o SLR..mas uma das “gotas de agua” para o fim do contrato com a mercedes ao fim de quase de 20 anos…dizem que foi uma birra do Ron Dennis não quis contratar o Vettel em 2008 ..iria ser contratado para a época de 2009 ou 2010..era uma vontade do presidente da Daimler Dieter Zetsche..e segundo consta o RD achava que Hamilton e outro piloto qualquer seria o suficiente…ora A mercedes apesar dos 40% não tinha muito poder na Mclaren..era tudo a vontade do Ron Dennis….
João Pereira
21 Dezembro, 2017 at 1:24
É preciso nunca esquecer Mansour Ojeh, que também tinha mais de 30% da coisa, desde que pagou à Porsche para fazer o fantástico TAG V6 1.5 Turbo dos anos 80, que foi sempre exclusivo da Mclaren, e que quando se zangou há 2 anos, foi determinante para a reforma de Ron Dennis, até porque adquiriu parte do capital alienado pela Mercedes, devendo estar hoje muito perto dos 50%.
Por isso, quem pensa que a Mclaren está com problemas por não ter um patrocinador principal, pode estar tranquilo, porque o petróleo continua a brotar nos poços de Mr. Ojeh, e se há um árabe (muito ocidentalizado) que gosta de F1 a sério, é ele.
malhaxuxas
19 Dezembro, 2017 at 19:05
Falam de arrogância como se neste meio fosse um defeito ou fraqueza. Para vencer é preciso ser arrogante sim. Dos fracos não reza a História.
João Pereira
21 Dezembro, 2017 at 1:31
Ron Dennis perdeu força quando se tornou demasiado arrogante. Para quem já tinha menos de 25% da equipa, mandou demasiadas bocas foleiras, e acabou por sair porta fora “Boston Style”.