F1, McLAREN F1 TEAM: PELA BOCA MORRE O PEIXE

Por a 24 Dezembro 2018 12:40

Com a troca da Honda pela Renault, a formação de Woking pretendia manter o seu estatuto de equipa de ponta, apesar de não vencer uma corrida desde 2012, e enquanto que a Toro Rosso teve uma abordagem segura na instalação das unidades de potência Honda, a estrutura inglesa, com a Red Bull como bitola, escolheu uma montagem agressiva dos V6 turbohíbridos no seu chassis. O resultado foi evidente ao longo dos testes de inverno – pequenos problemas técnicos, carroçaria queimada e buracos abertos no capot-motor para escoar o calor emanado pela unidade de potência Renault.

Ainda assim, o MCL33 mostrou-se um carro rápido e eficaz sempre que esteve em pista, apesar de a McLaren ter sempre privilegiado o uso de borrachas mais macias, com óbvias vantagens no cronómetro.

Depois de três temporadas com a Honda, dar um salto competitivo parecia ser uma tarefa simples para os homens de Woking que queriam liderar o segundo pelotão. Porém, Zak Brown colocou a fasquia bem alta, depois de dizer que o chassis inglês era o melhor do plantel, colocando as culpas da falta de resultados à porta da Honda.

Por isso, em 2018 a McLaren não tinha onde se esconder. Dois pilotos de ponta – Alonso e Stoffel Vandoorne – e as mesmas unidades de potência que a Red Bull, que em 2017 tinha vencido três corridas, mas quase nada correu bem.

Não tivesse a equipa dirigida por Zak Brown um piloto como Fernando Alonso e a McLaren teria terminado apenas na frente da Williams, aquele que é o seu lugar pois a equipa de Woking foi a segunda pior da competição. Mas com o espanhol atrás do volante, tudo é possível e Alonso ofereceu 50 pontos á equipa, com Stoffel Vandorne a contribuir com magros 12 pontos.

O espanhol não conseguiu o maior milagre que era levar o McLaren MCL33 ao pódio, mas estilhaçou o seu jovem colega de equipa e permitiu que a fotografia final fosse mais interessante que a realidade. A equipa criou mais um carro com um erro de base que tornava a traseira praticamente incontrolável e com incapacidade de criar carga aerodinâmica no eixo traseiro.

Obrigada a utilizar a asa para máximo apoio aerodinâmico para conseguir manter o carro em pista o MCL33 tinha uma velocidade de ponta medíocre e por isso o trabalho de Alonso é comparável a um milagre.

E depois de tudo aquilo que Zak Brown e outros membros da equipa disseram da Honda, ficou a saber-se que o maior problema vinha do chassis e que Alonso “escondeu” esses problemas com a sua maestria. Com Carlos Sainz e Lando Norris, a equipa de Woking tem de acertar o passo sobre pena de uma das equipas históricas da F1 poder desaparecer da competição.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado