F1, Max Verstappen: “Não vale a pena estar frustrado, é perda de energia…”
Max Verstappen admite adeus ao título, mas garante motivação para a reta final…
Max Verstappen regressa ao seu Grande Prémio caseiro em Zandvoort consciente de que o título mundial de 2025 já não está ao alcance, mas garante estar motivado para as dez corridas finais. O neerlandês encara esta fase como uma oportunidade de evolução, tanto a sua como da equipa.
“Vou tentar tirar o máximo de cada corrida e ver se encontramos mais desempenho no carro. Claro que o próximo ano será muito diferente, mas quero continuar a perceber este monolugar e onde podemos melhorar para facilitar o nosso trabalho”, explicou. Sobre objetivos no campeonato, foi direto: “Não, não tenho.”
Apesar do registo notável em Zandvoort – três vitórias e um segundo lugar – Verstappen não esconde reservas: “Na Hungria não foi um bom fim de semana. Espero que aqui estejamos mais perto, mas não creio que seja o nosso melhor circuito. O tempo pode trazer alguma imprevisibilidade e isso cria sempre caos.”
Quanto ao perfil de pistas favoráveis ao RB21, destacou: “Naturalmente, os traçados de alta velocidade deverão ser melhores para nós. Em baixa e média velocidade temos mais dificuldades.”
Já sobre as linhas possíveis na icónica Curva 3, foi pragmático: “A linha baixa não é possível, o apex é demasiado plano. Deviam ter feito também com banking, aí sim, dava oportunidade. No fim, é só mandar o carro para dentro. Quatro carros. Só não me batam.”
Questionado sobre rumores que apontam para Alex Palou como futuro colega de equipa, respondeu com cautela: “Conheço o Alex desde os tempos do karting. O que ele faz na IndyCar é incrível, impressiona muito. Mas é impossível prever como alguém se adapta à F1, tal como o contrário. É perda de tempo debater isso. O importante é vê-lo dominar a IndyCar como tem feito.”
Sobre a entrada de Laurent Mekies como diretor de equipa, Verstappen elogiou: “Ele entrou muito rápido e logo tivemos duas corridas antes da pausa. Não é de um dia para o outro que se muda tudo, mas gosto da abordagem. Toda a gente parece positiva com o ambiente na equipa. É um processo que leva tempo.”
Também destacou a atmosfera especial em Zandvoort: “Ver aquela quantidade de laranja nas bancadas traz sempre um sorriso. Não é só condução, são três dias de festa.”
Quanto à motivação sem lutar pelo título, foi claro: “Não é difícil. Há sempre um momento em que isso deixa de acontecer. É assim agora. Não vale a pena estar frustrado ou a gritar, seria perder energia. Prefiro focar no carro e na operação, para melhorarmos no futuro.”
E sobre a possível saída de Zandvoort do calendário da F1, lamentou, mas não dramatizou: “Enquanto não adicionarmos outro circuito citadino, fico feliz. É pena, mas já estou orgulhoso de ter tido um Grande Prémio em casa durante alguns anos. Vamos aproveitar. Mesmo sem F1, Zandvoort continua a ser fantástico de guiar. Estarei de volta. Mas ninguém sabe como será o calendário em dois anos.”
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