F1, Max Verstappen não quer tantos circuitos citadinos
O campeão do mundo de F1 em título, Max Verstappen insurgiu-se contra a substituição dos circuitos tradicionais por um calendário com demasiados circuitos citadinos. As declarações do neerlandês chegam num momento em que Spa-Francorchamps, um dos circuitos mais acarinhados por toda a gente, se encontra em dúvida para o próximo ano.
Nos últimos anos, a Fórmula 1 ‘fechou’ contrato com vários circuitos de rua, por exemplo Jeddah, Baku, Miami e Las Vegas, que se juntam a Mónaco e Singapura, no calendário.
O atual líder do campeonato disse recentemente que perder Spa “seria uma pena”, e mais uma vez reiterou a sua posição de que a F1 não deve sacrificar os circuitos tradicionais (para muitos, sagrados) para ter corridas “perto da cidade só para o envolvimento dos adeptos”.
“É triste”, disse Verstappen sobre a possibilidade de perder Spa, antes deste GP de França, que por sinal é a outra corrida tradicional nos quadros da Fórmula 1 sob ameaça de perder o seu lugar para o próximo ano.
“É a minha pista favorita, antes de mais. Penso que é uma excelente pista para se correr”.
“Claro, compreendo que para lá chegar em comparação com outras pistas é provavelmente um pouco mais difícil, às vezes com o trânsito. Mas é uma pista muito icónica e não me quero ver em 2028 a conduzir apenas em circuitos de rua próximos da cidade, apenas para o envolvimento dos adeptos, porque é necessário este tipo de pistas icónicas no calendário”.
“Claro, compreendo que todos querem ganhar dinheiro, mas também há um limite para isso, porque é importante manter estes circuitos realmente bons no calendário, em vez de conduzir apenas em circuitos de rua para os quais penso que os Fórmula 1 não foram concebidos”, concluiu Verstappen.
Eduardo Moreira





Pity
22 Julho, 2022 at 14:10
Completamente de acordo. Para circuitos citadinos, temos a fórmula E.
Claro que há países que não têm alternativa, como Mónaco e Singapura, pela sua dimensão, mas os USA, por exemplo, espaço é coisa que não lhe falta.