Há já algumas semanas que se tem falado de um suposto novo chassis da Red Bull. Desde o início da época que as equipas têm tentado baixar o peso dos carros e a Red Bull sempre foi uma das equipas a procurar soluções de forma mais célere e os rumores de um novo chassis mais leve surgiram recentemente, algo que Mattia Binotto não acredita.
A nova era da F1 trouxe-nos carros, infelizmente, mais pesados, com o peso mínimo a situar-se nos 798 kg. Todas as equipas gostam de ter carros abaixo do limite estabelecido para depois poder colocar lastro em zonas especificas, de forma a garantir o melhor equilíbrio do carro. Este ano, tal não tem sido possível e do que se sabe, apenas três equipas têm carros no limite mínimo imposto: a Alfa Romeo, a Aston Martin e a Williams. Da Ferrari e da Alpha Tauri os dados são mais dúbios, mas suspeita-se que a Red Bull tenha um dos carros mais pesados da grelha, (805 kg), a par da Mercedes. A situação da Red Bull já foi pior no início da época e o peso do RB18 chegou a ser consideravelmente superior ao mínimo (alguns rumores referiram 13 kg acima do mínimo).
A melhoria de forma da Red Bull deveu-se ao aperfeiçoamento da fiabilidade, mas o chassis também foi evoluindo, com pequenos incrementos a cada corrida. A Ferrari optou por uma abordagem diferente, trazendo grandes pacotes de melhorias de forma mais espaçada. Mas a verdade é que a Ferrari parece ter estagnado e a Red Bull continua a evoluir, de tal forma que na última corrida cilindraram a concorrência. Muitos dizem que a equipa introduziu o “tal” novo chassis mais leve na Bélgica, outros dizem que esse será introduzido por altura do GP de Singapura. A Red Bull refuta a ideia e Christian Horner afirmou que o chassis de Spa é em tudo semelhante ao da Hungria.
Mattia Binotto não acredita muito na teoria do novo chassis mais leve, por um motivo simples… o limite orçamental. Com os 140 milhões de dólares que as equipas podem gastar por ano, o responsável da equipa italiana diz que ficaria muito surpreendido se a Red Bull (ou outra equipa) apresentasse um chassis mais leve, pois com a gestão necessária para manter os custos controlados, tal seria muito complicado de conseguir:
“Não posso saber o que estão a fazer, se têm um chassis mais leve ou não”, respondeu Binotto quando confrontado com o assunto. “Mas de modo geral, o limite orçamental é sempre uma preocupação – penso que já o mencionámos ao longo da época. Agora temos os regulamentos técnicos, desportivos e financeiros, que podem fazer a diferença entre as equipas na forma como os interpretam e os executam. Sabemos que precisamos de ter uma FIA muito forte para nos certificarmos de que a fiscalização é eficiente. Caso contrário, o regulamento em si não será justo e equitativo.”
“Não posso falar sobre a Red Bull, mas como Ferrari, nunca seriamos capazes de introduzir um chassis leve ou um chassis diferente durante a temporada, simplesmente por causa do limite orçamental. E ficaria muito surpreendido se houvesse uma equipa capaz de o fazer”, afirmou o chefe da Ferrari. “Se assim for, mais uma vez, é temos de reavaliar o regulamento. Será suficientemente justo? Será o policiamento suficiente? Esse é o grande ponto de interrogação. É um regulamento muito verde neste momento, o número de pessoas na FIA que o monitorizam é muito pequeno, por isso, tem de melhorar para o futuro. Porque seria mau se um campeonato fosse de alguma forma ditado pelos regulamentos financeiros e não pelas [regras] técnicas ou desportivas” concluiu Binotto.









