Segundo a Gazzetta dello Sport, Mattia Binotto pode estar de saída da Ferrari. O italiano terá apresentado a sua demissão, não sendo para já certo se foi assim, e se esta, caso tenha mesmo pedido a demissão, será aceite. O Corriere della Sera escreve que Binotto está prestes a pedir a demissão.
Entretanto, a Ferrari também já negou a história. Seja como for, há algum tempo que se fala no nome do atual chefe da Alfa Romeo, Fred Vasseur para o substituir, e John Elkann já lhe terá feito o convite.
Se isto suceder, é mais uma troca de Chefe de Equipa.
Só mesmo Jean Todt teve um reinado longo. O francês esteve na Ferrari entre 1994 e 2008, obtendo cinco títulos e um incrível número de vitórias, desde aí a Ferrari nunca mais foi a mesma.
Nestes 15 anos após 2008 a Ferrari teve como líderes Stefano Domenicali, Marco Mattiacci, Maurizio Arrivabene e agora Mattia Binotto.












Como adepto de comédias, espero que o Binotto se mantenha à frente da Ferrari.
Nos últimos 15 anos, só Chefes de Equipa Italianos numa equipa (Italiana) onde não se conseguem impor… enquanto andarem assim a Ferrari não melhora, infelizmente…
O Binotto é Suíço
É italiano, nascido na Suíça (Lausanne).
Acho que a Ferrari deu um pulo competitivo significativa sob a batuta do Binotto, apesar das várias gaffes na gestão de corridas. Não acho que o devessem pôr a andar. Deviam era arranjar um director de corrida decente que o apoiasse, ficando o Binotto com a supervisão técnica, de produção, etc… Acho que o Vasseur poderia encaixar bem nesse papel de super nº2.
Concordo com a saída do Mattia Binotto do cargo de Team Principal da Ferrari, no entanto, acho que este deveria continuar na supervisão da equipa (como já foi referido aqui nos comentários). Quanto ao Jean Todt, estou na ideia de que ele conquistou 6 títulos com a Ferrari (5 com o Schumacher (2000-2004) e 1 com o Raikkönen (2007).
Tal não irá suceder, foi quebrada a relação de confiança entre ele o Elkann e o CEO Vigna. E, repetindo, vai entrar, ou melhor, vai finalmente regressar o Simone Resta.
A SF deu um salto enorme em relação a 2021, 12 Poles (mais 10 que em 2021), 4 vitórias (mais 4 que em 2021), 554 pontos (mais 230.5 que em 2021), não chegou? Não! Houve erros? Houve! Mas houve uma grande evolução (também, mal seria convenhamos…). Binotto merece para mim o benefício da dúvida, a sua saída poderá significar um “começar de novo” e pode perfeitamente vir a ser pior a emenda que o soneto…
“O francês esteve na Ferrari entre 1994 e 2008, obtendo cinco títulos”:
Schumacher 2000/2001/2002/2003/2004
Raikkonen 2007
É estranho o autosport continuar a insistir em datas erradas em relação ao Todt.
Lembre-se que o autor deste artigo é o mesmo que, em 2016, quando o Charles Leclerc estava na F3, insinuou que este último era um pay-driver, porque era o «herdeiro» da cadeia de supermercados E. Leclerc! Quer mais rigor que este? Só esta semana já foram dois os artigos em que detectei incorrecções grosseiras, próprias de quem escreve o que lhe vem à cabeça sem se informar sobre se o que publica é real. Enfim, um «jornalista profissional»…
A Ferrari devia ser mais italiana, fiel às suas origens, Modanese de preferência, e menos um casino internacional como tem sido, na minha opinião.Mas se o chefe mor da marca nem sequer é italiano, ( pelo menos tem nome de ilhéu ou yanque!), é revelador.
O velho Ferrari sempre pôs os da casa acima de estrangeiros e foi assim durante muitos anos.Claro que os tempos hoje são diferentes, a Ferrari perdeu poder politico e bastante, embora ainda seja djferente dos outros teans ingleses ou aparentados.
Onde estiveram estas teorias mega nacionalistas e fascistas quando lá andaram o Francês Todt, o Britânico Brawn, o Alemão Schumacher e o Brasileiro Barrichello?
Nunca o velho venceu tanto, como o período de 99 a 2004 com estes estrangeiros. Aliás, o último campeonato ganho foi vencido por um Finlandês.
Mas pronto, o problema da Ferrari é aparentemente não ser um Apartheid só de italianos.
Grande discurso de um Português a louvar a superioridade Italiana face ao restante mundo.
Parece que conheces pouco do lado italiano da SF antes da era Todt, o”velho” não ganhou nada a partir de 88…
Mostra-me outra Era na Ferrari em que durante 6 anos consecutivos (99 a 04) foram ganhos 11 títulos? Fico a aguardar pela resposta.
O can am estava a falar de italianos na SF não em quanto campeonatos ganharam…e a Ferrari já tinha ganho muito e já era a Ferrari antes da chegada de Todt. Até então a SF tinha ganho muita coisa F1/Endurance/Le Mans e com estruturas 100% italianas excepto pilotos, eram outros tempos e como tal incomparavéis, queres ver quanto? Diz lá quantas 24h de Le Mans o Todt ganhou com Ferrari?
Esse “período” teve início não em 99 mas sim em 93.
Sim, o Velho Drake teve registos tão bons ou melhores. De 53 a 61, no então campeonato mundial de carros Sport ( World Sports Car Championship)m venceu 8 das 10 edições. Campeonato que não tinha menos valor e prestígio do que a F1.
O John Elkann é neto do Giovanni Agnelli, ainda que americano. É difícil alguém mais intimamente ligado à Ferrari.
Só um reparo: O Velho Ferrari sempre pôs os da casa acima de estrangeiros? Entre 58 e a sua morte em 86 , pode dizer-se que optava pela ” prata da casa” quando escolhia pilotos, ou terá sido precisamente o contra3rio ? Quantos italianos ganharam Monza pela Ferrari após 1966?
Por outro lado, e a título de exemplo, que dizer da sua secretária pessoal,
Brenda Vernor, ser inglesa? E muito mais se podia indicar
Se houvesse prata da casa com qualidade…ainda assim não deixou de ter Bandini, Scarfiotti, Giunti, Merzario, Alboreto e até Regga que não sendo italiano andava lá perto…e uma equipa não se resume a pilotos! Directores de equipa/técnicos eram quase sempre italianos. Enzo Ferrari não faleceu em 86…
Entendo que estejas a falar de italianos como directores de equipa/técnicos e tens toda a razão! Dragoni,Gozzi, Montezemolo, Piccinini, Forgiehri, Tomaini, Fiorio etc. A SF não vive apenas de pilotos como alguns aqui parecem achar…Quanto a pilotos, E. Ferrari teve períodos em que deixou de escolher italianos após as mortes de Musso e Castelloti, e após as mortes de Bandini e Giunti mas de tempos a tempos ia escolhendo pilotos italianos (se os houvesse com qualidade) até à sua morte em 88 e não 86 como aqui disseram…
Lapso de escrita, 86 e não 88.
Queres falar de nomes italianos desde os primórdios da equipa? É só escolheres a área.
Já agora, foi escolha dele o italiano Merzario após a morte do do Giunti, isto para já nem ir ao exemplo do Vacarellaq manteve ligacoes apo o acidente de BA
Ed: 88 e não 86
Off topic:
Estava à espera de um comentário seu para lhe pedir opinião sobre uma questão (saída de Schumacher da Ferrari) que me deixou algumas dúvidas no link abaixo, a partir, sensivelmente, do minuto 18, .e nada melhor do que um especialista em Ferrari para me tirar as dúvidas.
Esqueci-me do link…
https://www.youtube.com/watch?v=FryCXv4w3b0
Especialista, não. Somente alguém que obtém informação sem ser filtrada pelo império motorsport.com. É falso que o Schumacher tenha ido para a Ferrari em vez da Williams pelo dinheiro. E no fds de Monza/2006, ele, Schumacher, já tinha decidido, após reflexão demorada e sem pressões, sair da Ferrari e 2) após ter optado ( por altura dos testes de Monza) por dar essa notícia publicamente assim que terminasse a corrida de domingo; sendo que já o tinha revelado ao Pres. LCdM a quem não se esqueceu de agradecer publicamente por o ter permitido. É ler o comunicado do piloto, está… Ler mais »
Pois… eu estranhei a história, até porque apanhei uma incorrecção no mesmo vídeo, quando é afirmado que a Mercedes tinha 50% da McLaren, quando tinha apenas 40%, por isso pedi a sua opinião.
PS: especialista ou muito bem informado, vem a dar quase o mesmo.
Não preciso de falar de nomes italianos pois a estrutura foi até final dos anos 80 quase 100% italiana. Vacarella corria em Sport (1GP apenas pela SF), após a morte de Bandini 1968/69 guiou pela Matra e Alfa onde acabou a carreira, tendo feito apenas 1970 na SF. Merzario de facto guiou mas maioritarimente em sport e em termos de F1 apenas em 72/73 (um dos anos mais estranhos da SF na F1) mais por falta de outras opções que outra coisa. Enzo Ferrari tinha um “trauma” por causa da possiblidade de um italiano poder morrer ao volnate de dos… Ler mais »
Não sei se será o melhor para a Ferrari, não pode ser ao estilo futebol em que se despede sempre o treinador, o Binotto encontrou uma Ferrari em frangalhos e conseguiu dar a volta, foi o suficiente para ganhar??? ainda não, mas acredito que possa lá chegar, se eu mandasse na Ferrari apostava numa pessoa (ainda por cima italiano) não para o lugar do Binotto mas para a parte técnica, roubava-o a Ducati (ou pelo menos tentava) Gigi dall’igna.
Binotto não encontrou uma Ferrari em frangalhos: encontrou uma Ferrari vice-campeã que tinha vencido seis grandes prémios no ano anterior. Se me disser que o Binotto deixou a Ferrari em frangalhos em 2019 e 2020, ainda aceito…
Nao está a ter em atenção o acordo que a prejudicou seriamente. Ele teve a enorme capacidade de conseguir reverter algo que poderia durar anos com a medida corajosa que tomou este ano de apostar tudo no motor contando com o congelamento para alcançar o sucesso até ao fim desta era regulamentar em 2025. O mal aqui está na gestão de expectativas na hierarquia de topo e as pressinhas. Mudar a estratégia a médio prazo por de repente querer algo a curto prazo não deveria ser algo que classificasse um bom gestor. Mas já sabemos que na Ferrari a capacidade… Ler mais »
De 2018 para 2019 a quebra da Ferrari foi muito grande – antes mesmo do infame acordo secreto. Em 2019 teve metade das vitórias do ano anterior e esteve muito longe de, fosse em que altura fosse, poder discutir o título com a Mercedes. E podemos interrogar-nos se o Binotto não terá sido responsável, ou pelo menos co-responsável, pela batota que levou ao acordo com a FIA e, consequentemente, ao descalabro de 2020. Se não estou em erro, em 2019 ele acumulou os cargos de director técnico e desportivo. Não acredito que não soubesse o que andavam a fazer com… Ler mais »
Mais uma coisa: espero que o meu caro Leandro não seja daqueles que sente um fervor enorme pelo Binotto por ele não ter renovado com o Vettel. Porque – acredite ou não – há quem pense assim. O Binotto pode ser um incapaz na gestão desportiva, pode ser demasiado hesitante para ser um líder e não ter mão nos homens que lidera, ser péssimo a gerir relações pessoais e ser garantidamente incapaz de levar a Ferrari aos títulos – mas ah!, mandou embora o Vettel! Que herói! Aliás, há-de reparar que, de um momento para o outro, a Ferrari (e… Ler mais »
Eu aprecio bastante o Vettel. Penso que respondi à sua dúvida.
No 1º de janeiro faz 4 anos que o Binotto, após afastar quem lhe fizesse concorrência, chegou a TP. E por isso, não podemos olhar só para 2002. Está tudo ok se em 4 anos a Ferrari ganhou 7 corridas, e em 3 delas houve suspeitas? É positivo que NENHUM dos defeitos que a equipa apresentava quando ele aí chegou não tenha sido resolvido? É possível negar que parte destes problemas- gestão de pilotos, pit stop desastrados, estratégias absurdas, pessoas nos lugares errados- sejam os mesmos de há 4 anos ? Está tudo ok se um motor que teve 2… Ler mais »
O que se passou em 2018 para que o Arrivabene não tivesse suporte interno para seguir no comando?
Será legítimo afirmar que o sucesso desses anos deve-se aos conceitos que lá deixou o James Allison?