F1: Martin Brundle falou de potencial ilegalidade nos novos monolugares

Por a 8 Abril 2026 09:55

Martin Brundle colocou em causa a legalidade dos monolugares de Fórmula 1 de 2026, alertando para comportamentos que podem violar regulamentos fundamentais da FIA. O britânico aponta problemas na gestão de energia e levanta também preocupações de segurança.

As novas regras de 2026 têm sido alvo de críticas crescentes, sobretudo devido à forma como a gestão e utilização da energia influencia o comportamento dos carros em pista. Um dos fenómenos mais contestados é o chamado “super clipping”, que leva os pilotos a ficarem sem energia elétrica a meio das retas, alterando significativamente a dinâmica das corridas.

Segundo Martin Brundle, os sistemas de gestão de energia fazem que os monolugares “tomem decisões” em momentos-chave, como ultrapassagens, o que entra em conflito com um princípio histórico do regulamento: o piloto deve conduzir o carro sozinho e sem ajuda externa. O comentador considera que os atuais sistemas de estão a sobrepor-se às ações do piloto, criando comportamentos imprevisíveis.

O caso mais evidente ocorreu no Grande Prémio do Japão, quando Lando Norris admitiu que uma ultrapassagem a Lewis Hamilton foi desencadeada pelo comportamento da bateria, e não por decisão planeada. Este episódio reforçou as preocupações quanto à linearidade da entrega de potência e ao controlo efetivo por parte do piloto.

Martin Brundle afirmou no programa The F1 Show: “Existe uma regra na Fórmula 1, que está em vigor há muito tempo: ‘O piloto deve conduzir o carro sozinho e sem ajuda’, e penso que o problema é que os pilotos estão a ter surpresas com carros que aprendem sozinhos. Uma coisa que realmente me preocupou foi o Lando Norris dizer ‘não queria ultrapassar o Lewis Hamilton, mas a minha bateria decidiu que sim e depois fiquei sem nada para me defender’.

Não deve haver surpresas para o piloto. Têm de eliminar isso. Sei que não é algo que se resolva de um momento para o outro, mas a entrega de potência tem de ser proporcional ao que o piloto faz com o acelerador. Isso é fundamental. Tem de ser linear. É um grande problema para a FIA.”

Sobre segurança, acrescentou: “É um grande problema para a FIA. A segurança dos pilotos é, naturalmente, fundamental, mas penso que está apenas em quarto lugar em termos de prioridade. A prioridade máxima são os adeptos, depois os comissários de pista, depois as equipas nas boxes e só depois os pilotos. Os carros são bastante seguros. Se acontecer um acidente com consequências para o público e nada tiver sido feito, a FIA terá sérios problemas.”

Foto: MPSA

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1 comentários

  1. hunter

    9 Abril, 2026 at 11:21

    Acho que tem razão.Espero que se encontre uma solução rápidamente.Antes ajam acontecimentos trágicos.

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