F1, Liam Lawson vs. Yuki Tsunoda: o porquê da decisão da Red Bull

Por a 20 Dezembro 2024 10:16

A Red Bull decidiu escolher Liam Lawson em vez de Yuki Tsunoda para substituir Sergio Pérez. Apesar do japonês ter apresentado um desempenho superior a Lawson em várias ocasiões e ter o apoio da Honda, a Red Bull optou por Lawson devido à sua resiliência mental e potencial, considerando-o um piloto com maior capacidade de crescimento. A decisão foi equilibrada, e o futuro de Tsunoda na Red Bull, ou noutras equipas como a Haas ou Aston Martin, permanece incerto. A vaga restante na equipa RB para 2025 deverá ficar para Isack Hadjar, embora isso não seja totalmente certo.

Foi uma escolha ousada a opção da Red Bull Racing, de Liam Lawson, que foi eleito o substituto de Sergio Pérez, ao invés de Yuki Tsunoda. O neozelandês superou os seus ‘adversários’ e surpreendeu muitos observadores que acompanham de perto os bastidores da Fórmula 1.

Tudo começou com Daniel Ricciardo, apontado como o mais provável sucessor de Pérez. No entanto, a equipa austríaca, percebendo que o australiano já não tinha o que mostrou na sua primeira passagem pela Red Bull, foi mantendo o mexicano no cockpit, esperando que este mudasse algo em si próprio, dando dessa forma espaço para que um novo protagonista surgisse. Foi aí que Lawson, originalmente uma substituição temporária do lesionado Ricciardo, no ano passado, e definitivamente este ano, ganhou atenção, deixando Yuki Tsunoda em segundo plano.

Apesar de Tsunoda ter vivido a sua melhor temporada até agora – superando companheiros como Nyck de Vries, Ricciardo e o próprio Lawson nos números – isso não foi suficiente. Nem mesmo o apoio da Honda, que desejava ver o seu piloto promovido antes de encerrar a parceria com a Red Bull para se juntar à Aston Martin, conseguiu mudar o desfecho.

A escolha de Lawson não foi por acaso. A Red Bull viu nele algo especial: um maior potencial a longo prazo e uma força mental rara. E este detalhe da força mental, é absolutamente fulcral para quem vai ter a seu lado Max Verstappen. Christian Horner descreveu a decisão como “muito, muito equilibrada”, mas, no fim, foi a combatividade e a consistência de Lawson em momentos cruciais – incluindo disputas diretas com Pérez – que pesaram na balança a seu favor. Quem viu Lawson a meter Pérez em sentido no GP do México, percebeu logo que o neozelandês era atrevido e a Red Bull preza muito esse tipo de atitude.

Tsunoda, no entanto, não está fora de jogo. O jovem japonês ainda pode conquistar espaço em noutras equipas, como Haas, Sauber ou até mesmo Aston Martin, graças à parceria da Honda a partir de 2026. Enquanto isso, na RB há agora uma vaga, que já se sabe, vai ser ocupada por Isack Hadjar.

A decisão final da Red Bull reflete a sua visão estratégica: claramente, apostar no futuro. Lawson, com seu perfil combativo e resiliência, parece ser o parceiro ideal para sustentar o domínio de Verstappen na equipa. Já Tsunoda, depois de quatro anos, e apesar do seu progresso e apoio, ficou preso no dilema entre potencial e resultados imediatos. E assim, a Red Bull continua a moldar o seu caminho para tentar manter-se no topo. Percebemos claramente a decisão da Red Bull, pois sabemos que a força mental é algo que qualquer companheiro de equipa de Max Verstappen tem inegavelmente de ter. Este será um caso muito interessante de seguir. Será Liam Lawson o primeiro companheiro de equipa que Verstappen não ‘abate’, mesmo que, naturalmente, continue a fazer muito melhor do que o seu companheiro de equipa?

2 comentários

  1. WRC GTONE

    20 Dezembro, 2024 at 10:38

    Mais um para queimar, a RB apenas tem olhos para um piloto, sempre assim foi, sempre assim será.

  2. Pity

    20 Dezembro, 2024 at 14:08

    O facto de Tsunoda ser um piloto Honda, e esta “mudar de ares” em 2026, também deve ter influído bastante.

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