F1, Lewis Hamilton renova ânimo na Ferrari após período de intensa pressão
Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, regressou da pausa de verão com uma perspetiva renovada, após ter admitido sentir-se “inútil” antes do interregno. O piloto da Ferrari, de 40 anos, expressou em Zandvoort que a primeira metade da época foi marcada por uma pressão tão avassaladora que lhe retirou o prazer de competir. O seu principal objetivo para o restante ano é, precisamente, redescobrir a alegria que o trouxe à F1.
Hamilton atribui grande parte do seu desânimo ao “ruído do paddock”, que o terá distraído do essencial e impedido de desfrutar plenamente da sua tão sonhada mudança para a Scuderia. O britânico recordou que a sua adaptação a novas equipas e carros nunca foi imediata, mencionando experiências passadas em que também enfrentou momentos de dificuldade.
Questionado pela Sky Itália sobre a possibilidade de as suas lutas estarem relacionadas com a idade, Hamilton sorriu e rejeitou a ideia, afirmando sentir-se mais forte do que nunca, com um aumento de massa muscular que contraria a tendência do envelhecimento.
A sua transição para a Ferrari, anunciada em fevereiro de 2024, agitou o mercado de transferências, mas a mudança de sonho tem tido os seus percalços, com Hamilton a sugerir, após a qualificação na Hungria, que a equipa necessitava de “mudar o piloto”. Contudo, antes do recomeço da época nos Países Baixos, desvalorizou esses comentários como algo dito “no calor do momento”.
Colegas e antigos rivais, como George Russell e Fernando Alonso, manifestaram o seu apoio a Hamilton. Russell reconheceu a dificuldade da situação para qualquer piloto que não esteja a render ao seu potencial, mas sublinhou que Lewis é um “lutador” e que irá continuar. Fernando Alonso, que foi parceiro de equipa de Hamilton na McLaren em 2007, e que também representou a Ferrari, afirmou que Hamilton “não precisa de provar nada”. O piloto espanhol destacou que Lewis é “um piloto incrível” e que, mais tarde ou mais cedo, encontrará o ritmo de ponta, considerando a combinação Hamilton-Ferrari como algo a ser “muito respeitado”.
A Fórmula 1 é um desporto onde a psicologia do piloto e a coesão da equipa desempenham um papel quase tão crucial quanto a performance do monolugar. A capacidade de um piloto como Lewis Hamilton de se reerguer após períodos de menor fulgor, adaptando-se a novos ambientes e pressões, é um testemunho da resiliência exigida ao mais alto nível do automobilismo. A transição para uma equipa lendária como a Ferrari, com a sua história e paixão intrínsecas, pode, por vezes, adicionar uma camada extra de expetativas e desafios, mas também oferece uma oportunidade única de deixar uma marca indelével.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA
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pedropadua69gmail-com
29 Agosto, 2025 at 14:43
Alguém sabe se o Alonso sofreu algum tipo de acidente onde tenha batido com a “carola”?! Ou essas declarações dele serão ainda efeitos da “ressaca” das férias?!
😁