F1, Lando Norris: “Foi sem dúvida um dos meus melhores desempenhos…”
Foi o próprio diretor da equipa McLaren, Andrea Stella que descreveu a corrida de Lando Norris no Grande Prémio do México como uma “obra-prima”. Foi claramente uma prestação especial, pois vindo do 17º lugar da grelha para o quinto posto, foi algo especial. Agora, depois duma grande corrida no México, Lando Norris chega ao Brasil em alta, e numa pista propícia a boas corridas, espera-se mais do mesmo do piloto inglês. Curiosamente, Norris diz que o seu segredo foi “Qualificar-me mal foi o meu segredo! Torna-se muito mais divertido partir de trás. O ritmo foi ótimo durante todo o fim de semana. Talvez não tenha sido espetacular na qualificação, mas foi suficientemente bom para entrar na Q3. Por isso, sabíamos que ia ser bom no domingo, talvez não tão bom como foi, especialmente na última parte. Penso que a primeira parte foi boa, mas foi difícil fazer muitos progressos no início. Mas no segundo ‘turno’, sim, quando os pneus estão numa boa janela e as coisas começam a vir na nossa direção, as coisas começam a fluir. Senti-me muito bem. Portanto, muitas razões diferentes, mas, sim, apenas um bom ritmo, bom desgaste dos pneus, boa gestão, e isso tornou a corrida muito agradável” começou por dizer Lando Norris, que não sabe bem o que esperar do Grande Prémio de São Paulo: “não sei. Odeio responder a essa pergunta. Acho que ninguém sabe, na verdade. Há fins-de-semana em que estamos bem, outros em que não estamos tão bem. Definitivamente, aqui e no México são as duas corridas em que não estávamos à espera de ser muito fortes, comparando com o Qatar e Suzuka, e coisas do género. Por isso, não estamos à espera de incendiar o mundo, mas penso que, tendo em conta a qualidade da corrida no México e a posição em que poderíamos ter terminado, se tivéssemos começado mais acima, estou ansioso. Mas nunca tendeu a ser o nosso fim de semana mais forte, ou um dos fins-de-semana mais fortes. Por isso, sim, vamos manter os pés no chão e continuar a esforçar-nos. Mas tenho a certeza de que ainda podemos ter um bom fim de semana”, disse, acrescentando que coloca o seu quinto lugar no México entre as suas melhores: “é sempre difícil dizer mas penso que em termos de gestão e de não desistir, esse tipo de coisas, especialmente depois do recomeço e de cair para 14º, penso que em termos de gestão, e nessa fase, foi provavelmente uma das minhas melhores corridas. O ritmo de corrida nunca foi o meu melhor e o meu ponto mais forte, mesmo há uns anos atrás, por isso, tê-lo transformado quase num dos meus pontos fortes e a qualificação ser quase uma coisa em que preciso de trabalhar um pouco mais, é um bom sinal. Por isso, gostei muito. Foi sem dúvida um dos meus melhores desempenhos. Mas também é uma situação muito diferente de Austin e de partir da frente e tentar liderar a corrida, controlar o ritmo e coisas do género. É uma situação muito diferente. Então, um dos meus melhores? Sim, mas difícil de comparar com os outros”, disse o inglês que não tem muitas boas recordações do Brasil: “Só porque não tive muitas corridas boas aqui. Não por qualquer outro motivo. Não me lembro de nenhuma corrida quando estava a crescer, aqui no Brasil, provavelmente com exceção do [Timo] Glock. Provavelmente é só isso. É a única coisa que me lembro de ver quando estava a crescer. Por isso, acho que é sempre agradável vir aqui, por causa, como disse, dos fãs e da história do desporto automóvel aqui. Muitos fãs hoje em dia são fãs que entraram na Fórmula 1 através da Netflix, e não sabem muito sobre a história do desporto motorizado e da Fórmula 1, e todas essas coisas. Já eu sinto que os fãs brasileiros são fãs que estão no desporto há muito tempo e são muito apaixonados pelas corridas. E eu assisto às corridas desde que o Senna cá estava e o Piquet e todos esses tipos, e o Massa e todos esses tipos. Por isso, sim, é estranho para mim, porque nunca cresci a ver muito aqui e não há nada de especial do ponto de vista da condução. Mas tenho muitos bons amigos aqui e muito apoio. Por isso, é sempre um prazer regressar”, disse.




