F1, Jacques Villeneuve: “Russell está a surfar a onda, Lewis Hamilton está a tentar não se afogar”
George Russell continua a ser o piloto da Mercedes melhor classificado no mundial de Fórmula 1. Mais recentemente, em Miami, Lewis Hamilton conseguiu superar seu companheiro de equipa George Russell na qualificação, mas em corrida voltou a terminar atrás deste. Foi a quarta vez consecutiva que Hamilton terminou uma corrida atrás de seu companheiro de equipa em 2022.
Jacques Villeneuve escreveu na sua crónica no Formule1.nl, que a realidade dentro da Mercedes é diferente daquela que se viveu até agora, com Hamilton a ter de pilotar como fez nas suas primeiras épocas na Fórmula 1.
“George Russell está a surfar a onda, Lewis Hamilton está a tentar não se afogar. Depois de muitos anos de vitórias sem competição, é difícil acordar e perceber que já não é tão fácil. Tem agora de pilotar como fez nos seus dois primeiros anos na Fórmula 1, que é o que Russell está a fazer. Na corrida, Russell tomou a decisão: ‘deixem-me em pista, talvez haja um Safety Car’, e valeu a pena”.
O antigo piloto de Fórmula 1 acredita que o facto de ter perdido o campeonato em 2021 ainda pesa nos ombros de Lewis Hamilton. “Vai ser uma luta dura, mas Lewis é um piloto e um campeão. Sabe o que precisa ser feito e veremos se ainda tem energia para isso. Acho que perder o título mundial no ano passado é um fardo pesado para ele, que carregou durante todo o inverno. Estava amargurado e sente que foi roubado. Mas podemos ver pela forma como Max [Verstappen] está a pilotar, que não houve roubo e é um campeão merecido”.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





Scirocco
11 Maio, 2022 at 18:35
J. Villeneuve é normalmente polémico nas suas intervenções sobre a F1. Mas penso que o ex-campeão mundial está no geral bastante certo em relação ao comentário. Lewis tinha como objectivo claro ser campeão na época passada e provávelmente retirar-se como o Campeão absoluto em termos dos recordes mais importantes da disciplina (e seria uma opção tão justa como outra qualquer). O facto de ter perdido o campeonato e de se ter sentido injustiçado em relação ao resultado, parece ter pesado bastante nos seus niveis motivacionais. A somar a isso têm que se defrontar com um jovem leão, bastante talentoso e inteligente, e com niveis motivacionais enormes. A cereja em cima do bolo, é efectivamente o carro que definitivamente não ajuda.
Tempos dificeis e que com a idade somado a uma carreira de sucessos, não são fáceis de recuperar – Basta olhar para o Seb Vettel. Apesar de não ser um fã de Lewis, sempre admirei sobretudo a sua resiliência e niveis de motivação, por isso vejo ainda possibilidades de ver o velho Lewis de volta
alvesba22020_gmail_com
11 Maio, 2022 at 22:27
Concordo que Hamilton pensaria em reformar-se no final do campeonato 2021. A vitória do verstappen mudou no entanto essa realidade.
O que fez Hamilton pensar em mais uma temporada para alcançar o 8o título.
A motivação era fácil de obter, fruto de épocas seguidas com um carro fabuloso. Problema é que, pela primeira vez desda a era híbrida que isso não acontece.
Assim acredito que se o Hamilton acabar arredado do pódio no final do campeonato, e acima de tudo atrás do Russel, vai optar pela reforma, sob pena de a cada época acumular mais um mau campeonato. Ele mesmo já disse que há vida para além da F1
Pity
12 Maio, 2022 at 11:14
O Hamilton ter perdido o título, não influiu em nada a continuação dele na F1, visto que já tinha renovado por mais dois anos antes do final da época passada, tendo, portanto, contrato até final de 2023. Como ele não se chama Nico Rosberg, acredito que vá cumprir o contrato até ao seu termo.
jo baue
12 Maio, 2022 at 16:05
Injustiçado? Retirar-se como “Campeão absoluto”?! Falta de motivação? Bastante inteligente? A situação do Vettel é igual?…..
E porque não
Ham, o piloto que guia (guiou)bem, mas que correu sempre e só com carros de 1º nível ( e até copiados com a máquina de fotocópias) , e nas raras vezes que encontrou dificuldades perdeu.
E a quem falta: Profissionalismo. Honestidade ( o único piloto que foi desqualificado por mentir aos comissários). Transparência( “Estou em Miami em férias!”. Desportivismo. Pode até levar 10 títulos mas para muitos ficará sempre o piloto com talento mas absolutamente afastado dos cânones do desportivismo e lealdade ( malgrado a propaganda que leva seguidores da F1 dizerem que é um piloto correcto…)
simiao jms
11 Maio, 2022 at 19:00
Nota-se aqui que H está mais em baixo….
O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada
11 Maio, 2022 at 22:05
J. Villeneuve desta vez até tem razão.
Hamilton tem estado a ser constantemente batido por Russell, sem espinhas e sem “mas”.
E a ultima frase do texto também é certíssima…
Cumprimentos
Miguel Costa
12 Maio, 2022 at 0:08
Na minha opinião o Russell está a ser a surpresa da temporada até agora, sempre achei que ele era muito bom, mas o que está a fazer com um carro inferior faz-me lembrar o que fazia o Senna com o Lotus. Está na equipa de um dos melhores pilotos de sempre, equipa essa completamente formatada para esse piloto e com um carro que me parece altamente instável e difícil de guiar, está a fazer um trabalho excelente. Forma com o Norris, Leclerc e Max o quarteto maravilha desta nova era da F1.
Speedway
12 Maio, 2022 at 11:35
O Hamilton está em fim de carreira.O Russell está em principio. Não é melhor que o Bottas na minha opinião.
Se a AMG tivesse um carro dominante ao estilo dos últimos,largos,anos,claro que o Russell, tal como o Bottas, teria as asas bem aparadinhas. Obviamente.
Agora na situação em que eles andam este ano, tem mais liberdade,porque o chefe está fora de jogo.O Russell joga é com a saída do Hamilton…que poderá ser no fim deste ano,se as perspectivas do team não melhorarem.
jo baue
12 Maio, 2022 at 15:49
A figura que este piloto já fez em 2022 não é de admirar, mostra que a carreira dele foi acompanhado de uma informação mediática digna de propaganda ( ver os monopólio dos media); pelo tom , pela exaltação, pelo engrandecimento da chuva de poles e vitórias que entraram nas estatísticas( porém, com +corridas ao ano que no passado).
Propaganda que que “esquece” que ele se estreou com um McLaren- Mercedes (após muitos milhares de kms de testes) e não um Minardi, Toleman, Jordan ou Toro Rosso. E depois, ele ganhou 21 das suas 89 vezes nos primeiros 6 anos de carreira (2007-2012),
1 em 2013 e 81 nos sucessivos 8 anos. E é essa 1ª fase que está fora do radar, é como se não tivesse existido. Em que o pseudo-GOAT apesar de carro competitivo mostrou ser um piloto rápido mas fraco. É ver 2011 com o mediano Lord Button globalmente superior e com 5 (cinco) incidentes com o Massa onde praticamente foi sempre o culpado. Ou dueto GP de Itália /Singapura em 2010 em que ficou fora da luta pelo título. E se há quem pense que isto foi na Pré-História, lembrar que ele tinha a idade dos Leclercs e verstappens, e portanto errava tanto ou mais do que estes. Isto a propósito das suas groupies q agora se agarram à sua idade. Ou ainda por exemplo as 7 vitórias consecutivas do Nico Rosberg ( alguma vez um Senna, Prost ou Schumacher permitiam isto?!)
O problema de fundo, e seria a prova plena do valor do 44, é a falta de um resultado de relevo quando não está sentado num carro dominador. Os títulos ninguém lhe tirará, mas para completar um juízo faltava-lhe uma prestação com um carro problemático, daquelas que te forçam a tirar “sangue das pedras”. O sempre comparado schumacher lutou pelo título em 97 com um carro q era tudo menos perfeito, e em 96 venceu 3 corridas e fez 4 poles com uma coisa que nas mãos do Irvine, num bom dia, ia ao 10º lugar. O senna em 93 venceu 5 provas com um Ford V8 /cliente contra o míssil Williams. Se tivesse tido um ano assim , não necessariamente concluída com o título, mas onde tivesse cuspido sangue até á última ( talvez um pouco como o nando em 2012) ninguém ou poucos estariam actualmente a falar disto.