F1: Instruções de rádio só para entrar nas boxes
A FIA alterou os regulamentos sobre as instruções de rádio que podem ser dadas aos pilotos, depois da penalização imposta a Nico Rosberg no GP da Grã-Bretanha, quando o alemão recebeu instruções sobre como um resolver um problema diretamente. A regulamentação anterior era ambígua em relação ao tipo de comunicação que podia ser feita das boxes para o piloto.
A partir de agora, e depois da penalização a Rosberg, para impedir que equipas tirem partido da situação jogando com as penalizações e com o tempo perdido nas boxes, sempre que for detetado um problema iminente no carro, as equipas devem direcionar o piloto para as boxes.
O texto do regulamento agora especifica que, se houver “indicação de um problema com o carro, qualquer mensagem deste género deve incluir uma instrução irreversível para entrar nas boxes e retificar o problema ou para o carro abandonar a prova”. A FIA também proibiu qualquer comunicação que ajude os pilotos a retirar melhor performance do carro, e impede o aviso de avaria, exceto quando houver danos na carroçaria.
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Zé do Pipo
21 Julho, 2016 at 13:01
Parece-me bem… que se retire algum “colinho” aos pilotos! Falta saber se resulta?
Então no DTM as comunicações via rádio estão a atingir o ridículo! Veja-se o Miguel Molina, que em plena curva “manda” dois toques na traseira do AFC, nitidamente para o fazer entrar em pião, e depois quando este lhe faz o break test, começa a “chorar” na rádio para toda a gente ouvir. Faz lembrar os “mergulhos na grande área” habitual dos futebolistas.
Pity
21 Julho, 2016 at 14:47
O DTM tem outra ainda melhor: vão guiando o piloto até ele se imobilizar no seu lugar da grelha.
João Pereira
21 Julho, 2016 at 16:44
“Schieb ihn raus!”
Zé do Pipo
22 Julho, 2016 at 0:42
Essa do Wolfgang Ulrich foi do pior em termos desportivos! Mas tenho que admitir que o Timo Scheider, em condições muito difíceis, com um tão curto espaço de tempo para agir, executou a manobra na perfeição. Não esperava tal do Ulrich, mas todos nós perdemos a cabeça de vez em quando! Creio que houve muita gente que não percebeu o teu comentário…. e toca a “dislikar”! Devem ter pensado que insultaste a Pity….
Pity
22 Julho, 2016 at 8:09
Não foi isso, as pessoas perceberam que o Ernie não me quis insultar, a questão é que há aqui algumas pessoas que nutrem um ódio “de estimação” por alguns comentadores e passam a vida à procura de comentários desses odiados, para os pontuarem negativamente, nem que seja um simples “concordo” com um comentário que já tem cinco positivos. Eu já nem dou importância, mas claro que reparo.
João Pereira
22 Julho, 2016 at 10:08
Olá Zé-do-pipo (foi voçê que inventou a receita do bacalhau, ou é simplesmente um fan como eu? 🙂 )!
Isso dos likes, passa-me muito ao lado, e só não passa totalmente, porque por acaso apercebi-me que tem algo a ver com dois ou três ódios de estimação que tenho alguma facilidade em conquistar por causa de alguns comentários mais “ácidos” (provocam azia) que de vez em quando faço, e dois ou três foristas que por aqui deambulam à procura de causar algum “distúrbio”. A Pity sabe isso tão bem como eu e conhece-os melhor ainda, andamos por aqui há muitos anos, o NIck dela deve ser mesmo o mais antigo em actividade e eu tenho mudado algumas vezes, por ter sido banida algumas vezes pelo JLA, por me ter zangado com o AS, e também por de repente decidir homenagear uma ou outra figura, Ernie por exemplo, não quer dizer absolutamente nada e é essa a razão. Veja lá que já me chamaram Renie, o que é um contra-senso, porque eu é que provoquei a azia no fulano.
Enfim, são coisas que tornam isto mais divertido.
Cumprimentos.
Cágado1
21 Julho, 2016 at 13:22
Continua a estupidez. Liberalização total já!
João Pereira
21 Julho, 2016 at 14:09
Também está certo. Os pilotos vão definitivamente ter que saber o manual de instruções do volante, e quem sabe safa-se, ou então arriscam qualquer coisa. Como ainda não há assento ejectável (tipo James Bond), eu arriscava ir carregando em botões, assim como o Hamilton queria fazer em Baku.
Quem não souber resolver os problemas, vem à box como antigamente até nem me parece mal, no entanto a penalização em caso de instruções, deve ser mais efectiva que os 10 segundos dados ao Rosberg. Na minha opinião deveria ser no minimo um10sec stop and go, ou 10 segundos acrescidos do tempo médio de entrada e saída do pit lane no circuito em questão, para corresponder a uma paragem nas boxes para resolver o problema.
Voltando à questão do coaching, acho que deveriam ser impostas restrições à informação sobre estratégia de outros pilotos, a qual implicaria a paragem nas 3 voltas imediatas, isto corresponderia a uma chamada à box, dando no entanto tempo de o piloto concordar ou não com a escolha de pneus a montar.
Permissão total para contar anedotas caso o piloto esteja no comando com diferença superior a 10 segundos, para este não se aborrecer muito.
Frenando_Afondo™
21 Julho, 2016 at 19:55
A ida às boxes para resolver um problema é já uma penalização, não vejo a lógica de estar a acrescentar em cima disso um tempo extra. Porque se virmos bem, se o problema surje no líder e este tiver uma vantagem que o permita vir à box e não perder a liderança com o tempo que perdeu a ir à box, parece-me bem, afinal ele trabalhou o fim-de-semana todo para ganhar a corrida e na corrida trabalhou para ganhar esse tempo que o permite vir à box e resolver o problema. Metendo o tal tempo extra, estraga-lhe a corrida, mesmo após a penalização imposta de vir à box:
Se o líder não tem esse tempo a mais que lhe permita vir à box sem perder a liderança, então a penalização já lá está: não ganhar a corrida. E é assim para todos os lugares abaixo da liderança.
Porque uma coisa é dar uma penalização extra após o final da corrida, devido a uma infracção nas regras. Outra é meter uma regra com uma penalização tão grande que o piloto só tem duas hipóteses: aguentar com o problema para não perder demasiados lugares (porque a penalização o faz perder mais lugares do que se arrastar pela pista) ou vir à box e perder mesmo um ou vários lugares e ficar com a corrida estragada na mesma. Isso já é castração a mais.
Porque há problemas que por mais que os pilotos estudem os manuais, não há maneira dos resolver sem ser o engenheiro que sabe exactamente o que se passa, porque ele é -> engenheiro <- é para isso que lhe pagam.
João Pereira
21 Julho, 2016 at 20:43
Caro frenando! Já reparei que tenho alguma dificuldade em fazer-me entender para algumas pessoas, e para si em particular, mas vamos lá a ver se desta vez conseguimos.
Eu escrevi (textualmente): “no entanto a penalização em caso de instruções, deve ser mais efectiva que os 10 segundos dados ao Rosberg. Na minha opinião deveria ser no mínimo um10sec stop and go, ou 10 segundos acrescidos do tempo médio de entrada e saída do pit lane no circuito em questão, para corresponder a uma paragem nas boxes para resolver o problema”.
Repare bem que está lá “EM CASO DE INSTRUÇÕES”, isto quer dizer que se o piloto receber instruções como o Rosberg em Silverstone, na minha opinião deve ser penalizado no equivalente a uma paragem de 10 segundos ou um 10 sec stop and go: Em sítio nenhum escrevi que esta penalização seria acrescida a uma eventual paragem nas boxes para resolver o problema.
Eu nunca falei em penalização extra a acrescer a uma paragem na box para resolver o problema, e nessa paragem, podem até fazer outros trabalhos, como mudar pneus ou dar “meia volta na asa” para eventual alteração de estratégia.
Resumindo:
1 – Pára na boxe e resolve o problema.
2 – Recebe instruções para resolver sem vir á box (ex: Rosberg em Silverstone), é penalizado com 10 sec stop and go, ou em tempo, que será 10 s + tempo médio gasto na via das boxes, que serão acrescidos ao tempo final da corrida.
Capiche?!
Mantenho-me disponível para mais esclarecimentos, mas recomendo que passe a ler com mais atenção o que escrevo, se é que por acaso lhe interessa.
Cumprimentos.
Frenando_Afondo™
22 Julho, 2016 at 1:15
Ai prontes… Li mal o que escrevestes… Tem lá calma melhér, também não é preciso ficares toda assanhada e com o pito aos saltos a fazer uma peixeirada…
Porra… Um gajo lê mal uma frase começam logo a espingardar. Peço desculpa tá?
“Comprimentos”
João Pereira
22 Julho, 2016 at 10:23
Olhe lá Freguesa! Se acha que o que fiz é uma peixarada, olhe que foi com peixe bem fresquinho, porque se fosse caldeirada de peixe estragado, provavelmente eu acabaria banido desta praça. Quanto a pito, quem tem isso é a ali a colega galinheira, eu só tenho peixe: sarda bem vivinha! 😀
Agora mais a sério, a coisa foi apenas porque já reparei que o meu caro de vez em quando salta algumas palavras nos textos. Quis apenas marcar a minha posição, sem intenção de ofender, se isso aconteceu sou eu que peço desculpa.
“Larguras”
Mcrae
21 Julho, 2016 at 14:09
A mim parece-me bem, se os pilotos não conseguem saber todas as funções que estão no volante, então que não as coloquem, se há problemas que vão às boxes.
Pity
21 Julho, 2016 at 14:45
Pelo menos as regras estão mais claras, o que é bom, mas e quando o piloto suspeita de furo, ou deu um toque e pede ao engenheiro para verificar se está tudo bem? Será que isso entra na parte dos danos na carroçaria, ou continua em pista e seja o que Deus quiser?
João Pereira
21 Julho, 2016 at 17:04
O piloto pergunta, eles verificam, se houver problema sério: Box box box! O que é normal e permitido. De qualquer forma Pity, eu acho que um piloto sente logo o carro alterado se tiver danos comprometedores, sinceramente chegarmos ao ponto em que o piloto pergunta ao engenheiro se tem um furo, é onde eu dou razão ao Jacques Villeneuve quando diz que os pilotos hoje são uns bebés.
– Gilles Villeneuve @ Zandvoort 1979: “I think I’ve a puncher, can you check it, the rear is a bit loose!” 🙂 Cumps.
Frenando_Afondo™
21 Julho, 2016 at 19:56
Devia ser proibido, o piloto que saia do monoligar e verifique na bomba de gasolina mais próxima se tem um furo, era o que faltava agora as equipas andarem a verificar uma coisa que tem que ser o piloto a fazer! (lógica FIA).
Fuscas
21 Julho, 2016 at 16:32
Concordo plenamente mas fiquei com uma pergunta: quais são afinal as comunicações rádio que ainda são autorizadas depois deste justo corte?…
João Pereira
21 Julho, 2016 at 17:15
Save the tyres.
Rain in 10 min.
Push Push!
Don’t Push!
Box box box!
P1, good job. Well done!
Can’t tell you that mate.
Keep your head down and focus on the job! (Esta é só para o Hamilton)
O piloto pode dizer o que quiser.
Não sei se são permitidas piadas ou sarcasmos, se não for é pena, porque o Alonso anda com umas “saídas” porreiras.
Cumps.
Pity
21 Julho, 2016 at 17:23
Também se pode dizer “GP2 engine Ahrr”
Ops! Lá vêm mais dez negativos 🙂
João Pereira
21 Julho, 2016 at 19:23
Já tem -2, depois de jantar é capaz de chegar aos tais -10. Eu só para ser do contra dei-lhe agora +1, agora fica mais difícil. 😀
Frenando_Afondo™
21 Julho, 2016 at 19:58
“Tell Lewis to let me pass. Why is Lewis not letting me pass?” (esta é permitida só para o Rosberg).
João Pereira
21 Julho, 2016 at 20:49
“Why should we do that mate?”
E não me venha falar no Monaco, porque o Hamilton nem precisava que dessem ordens ao Rosberg, tão lentinho que ele estava, que mais parecia estar a ver se via caras conhecidas nas varandas.
No entanto, o Nico é livre de dizer isso pelo radio, e outros disparates também, como qualquer piloto.
Frenando_Afondo™
22 Julho, 2016 at 1:20
No mónaco a ordem (suponho) tenha sido para evitar que eles lutassem e estando o mais rápido atrás… Não deviam querer que ficassem os dois num muro com alguma manobra mais manhosa e já se viu que pode acontecer mais que uma vez.
E sim, qualquer piloto pode dizer baboseiras, como por exemplo dizer que vai carregar em todos os botões até alguma coisa resultar. 😛
João Pereira
22 Julho, 2016 at 10:43
No Monaco, a ordem (não sei o texto) foi claramente para sair da frente porque o Lewis estava bem mais rápido e com o Ricciardo a encher-lhe os retrovisores. Se Hamilton ficasse preso atrás de Rosberg (que mais parecia um turista), Ricciardo poderia aproveitar, além de que havia todo o interesse em dar a possibilidade do Mercedes 44 abrir espaço para o RB, e facilitar a estratégia de boxes. No entanto, como sabemos foi a RB que perdeu a corrida, não foi a Mercedes que a ganhou.
Já a ordem da Ferrari a Raikkonen em Baku, não faz tanto sentido (a não ser por se tratar d Ferrari).
Quanto à baboseira do Lewis também em Baku, teve na altura a resposta: “We don’t advise that” e a seguir a que refiro acima: “Keep your head down and focus on the job!”. 😀
Ainda em relação aos botões do Hamilton, com a tendência que ele tem para a música, é natural que lhe dê vontade de tocar acordeão naqueles botões todos. 😀
Cumprimentos.
Frenando_Afondo™
21 Julho, 2016 at 19:44
Ok, típico da FIA, as regras anteriores não resultaram? Então vamos proibir ainda mais.
Volto a dizer, nenhum piloto na actual grelha sabe todas as combinações de botões para resolver todos os – possíveis – problemas que o carro possa vir a ter, assim que dizer que têm de ser os pilotos a resolver qualquer tipo de problema de software ou hardware que surja a meio de uma corrida é condenar esse piloto a ficar com a corrida estragada, a menos que seja uma coisa simples, como reverter um setting previamente colocado. Mas se for algo mais complexo, que o volante comece a piscar por todo o lado vindo do nada, então o piloto em questão bem pode dizer adeus à corrida.
Mas a FIA é assim, vê um ano que os pilotos estão a ser ajudados na sua condução, então proíbe TUDO. É a típica lógica FIA.
Agora pergunto, os engenheiros então estão lá no pitwall a fazer o quê? Se não podem ajudar o piloto? A continuar assim a FIA vai proibir até aquelas mensagens de rádio de motivação ao piloto, afinal é uma ajuda à condução, o engenheiro ao dizer isto está a motivar o piloto e logo a ajudá-lo a ter uma melhor corrida. TEM DE SER PROIBIDO JÁAAAAAA!!!!!!!
Enfim… FIA…
Iceman07
21 Julho, 2016 at 20:52
Se eu estiver com problemas nos travões não posso saber, portanto como não posso saber vou andar como se nada fosse e quando o travão for a “vida” vou contra o muro.
Pity
21 Julho, 2016 at 21:41
Acho que num caso desses, o piloto é chamado â box, e geralmente é para abandonar.
Nuz18t
21 Julho, 2016 at 22:36
Acho esta história das comunicacoes uma palhacada, o piloto trabalha com o engenheiro e vice-versa, é igual para todos, sempre a complicar, cada vez que alguem se queixa á fia, os regulamentos mudam, mais facil era banir totalmente os radios, visto que os carros tem info para seguranca! Nao simplificam nada, sempre a complicar! Cps