A questão do congelamento dos motores continua a ser um dos temas dominantes da atualidade da F1. A Red Bull precisa que o congelamento seja aprovado, senão fica sem soluções para competir em 2022.
A Red Bull tem à espera um acordo com a Honda que prevê a cedência dos direitos intelectuais da unidade motriz nipónica, mas depende de uma maioria na próxima votação da Comissão da F1 para que esse plano tenha pernas para andar. Esperava-se que no final de janeiro o caso ficasse concluído, mas na última reunião não foi possível o consenso. No entanto Helmut Marko está otimista quanto ao futuro:
“Precisamos de seis em dez votos, por isso apenas uma maioria simples. Presumo que para além da Red Bull e Toro Rosso, as três equipas Ferrari (Ferrari, Alfa Romeo e Haas) e também a Renault concordarão“, disse Marko, que surpreendentemente não menciona a Mercedes, apesar de terem indicado abertamente o seu apoio à Red Bull.
A Ferrari tem sido a única a mostrar apoio à medida e a Renault tem estado do lado que não quer o congelamento. Toto Wolff diz que a Mercedes é a favor, mas curiosamente na última reunião terá sido a Mercedes a votar contra. Pode haver aqui um jogo do gato e do rato em que as equipas procuram adiar a decisão, algo vincado pela data da reunião que estava marcada para 11 deste mês e que agora passou para 21. Apesar de tudo, com o voto por maioria simples, a medida deverá mesmo avançar, até porque a F1 não se pode dar ao luxo de perder duas equipas, muito menos a Red Bull.









