F1, Helmut Marko admite que a Red Bull está 0.3s na frente do ‘resto’: “mudança radical é sempre um risco”

Por a 25 Fevereiro 2024 10:32

Helmut Marko minimiza a aparente enorme vantagem da Red Bull no ritmo inicial, após os testes do Bahrein. Sabendo que era quase certo que a maioria das equipas iriam seguir o seu conceito a Red Bull arriscou ao tentar ir ainda mais longe na evolução do seu carro e não evoluiu o que já tinha e que já era muito bom mas sim trabalhou para ir mais além e as primeiras impressões confirmam isso mesmo. Ficou claro que o novo e radical carro da Red Bull surpreendeu todos os outros rivais da Fórmula 1 no primeiro dia de testes da pré-temporada, mas Helmut Marko minimiza o ritmo da Red Bull nos primeiros testes, insistindo que a diferença para o resto do pelotão não é tão grande como parece: “Fomos os únicos a entrar em pista com pneus médios frescos nas horas frescas da noite”, disse à Auto Motor und Sport. Isso explica o grande salto que demos durante a tarde”, que admite estar na casa dos 0.3s a diferença para as restantes melhores equipas.

Marko admite que uma mudança radical é sempre um risco, mas a confiança da equipa é tanta que apesar dos problemas com Christian Horner os sorrisos de orelha a orelha são a bitola nas boxes da Red Bull.

FOTO MPSA/Phillippe Nanchino

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6 comentários

  1. Leandro Marques

    25 Fevereiro, 2024 at 11:11

    O mais impressionante é que ficou a ideia que nem forçaram muito, não usaram o motor na configuração máxima e no primeiro GP apresentarão uma versão bem mais capaz do que aquela que fizeram os testes.
    Após estes GP’s de temperaturas altas ainda outra versão surgirá que essa sim deverá ser ainda mais à frente dos rivais. Isto é que assusta. Como foram eles capazes de ir tão mais à frente que os outros. Gostava mesmo de saber o que pensa Mike Elliot atualmente disto tudo. Não deveria estar tão errado como fizeram crer. A diferença foi que nunca conseguiu fazer com a retirada dos sidepods isto funcionar no fundo (que é o principal desta geração de carros). E ao que parece a Red Bull conseguiu. Não é por acaso que o volume de ar é tão grande na traseira do Red Bull, deverá ser aí que o fundo deles tem o maior truque. A circulação de ar começa na frente (como qualquer carro bem desenhado) toda a pensar para ser acumulada na traseira (está a principal diferença do que se viu nos últimos anos da parte deles que era ao longo do carro que o trabalho de efeito solo parecia ser feito). Claro que tudo isto é adivinhação e percepção, não se conseguindo saber ao certo senão os criadores de como o fundo está desenhado. Mesmo que haja um acidente que venha a expor o fundo (a exemplo do Mônaco no ano passado) ajudaria a perceber mas continuaria a ser um pouco adivinhação. Isto porque não sabemos a rigidez do carbono utilizado em cada detalhe que conta muito em termos de circulação de ar. Ser mais ou menos flexível / rígido em cada detalhe ou mesmo se é oco conta muito. Isto porque ele pode ficar mais tempo “preso” ou “livre” em cada parte devido a essa mesma maior ou menor rigidez.
    Até a suspensão dianteira foi pensada pra fazer o ar ser “preso” e confinado ao fundo do carro e não se perder, libertando depois esse ar na traseira (visto ser a suspensão inversa à da dianteira) ajudando à preservação dos pneus traseiros. O desenho do encaixe do difusor também está muito bem conseguido percebendo-se a intenção dele, ao mesmo tempo que empurra o ar para baixo (onde julgo que está o truque do fundo), também ajuda ao arrefecimento dos pneumáticos traseiros. Tem detalhes muito interessantes este novo carro da Red Bull, sem dúvida.

    • Pity

      25 Fevereiro, 2024 at 11:25

      Não usaram o motor na configuração máxima, assim como a Ferrari, que diz que rodou 30% abaixo do seu potencial e, provavelmente, o mesmo aconteceu a outras equipas. Há já alguns anos que eu não acredito a 100% nos tempos dos testes, desde que o Raikkonen liderou todos os testes e, depois, a época foi um desastre.

      • Leandro Marques

        26 Fevereiro, 2024 at 10:15

        Só olhou para a parte do motor no meu comentário. Isso teria lógica na anterior geração de carros (em que o motor era praticamente tudo), não para esta que tirando as zonas das retas (onde cada vez, dado a porcaria de circuitos que se tem escolhido, sobretudo citadinos) já não tem tanta influência. O design do carro e a forma como todos os componentes estão combinados têm muito mais influência que o motor, ao contrario do período 2014-2021.

  2. Manuel Costa

    25 Fevereiro, 2024 at 13:15

    A prova do algodão só será feita no fim do 1º treino de qualificação…

  3. Henrique Fonseca

    25 Fevereiro, 2024 at 22:15

    A tradição mantém-se, o novo carro da Red Bull continua a ser a inspiração para o que os “outros” farão no ano que vem. Até se deram ao luxo de homenagear o Mercedes de à dois anos. Para a concorrência não desanimar… mantiveram o Perez!

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