F1, Hamilton impulsiona mudança de filosofia para beneficiar a Ferrari
Lewis Hamilton defende uma mudança fundamental na filosofia da Ferrari que possibilite tornar o monolugar de 2026 mais previsível e consistente, do que o atual, numa estratégia que visa beneficiar significativamente os dois pilotos e por inerência a Scuderia para 2026.
Ferrari enfrenta desafios em 2025
A Ferrari chegou ao meio da temporada 2025 de Fórmula 1 sem qualquer vitória após o Grande Prémio da Grã-Bretanha, excluindo eventos Sprint. Lewis Hamilton e Charles Leclerc têm vindo a enfrentar dificuldades numa campanha que prometia muito mais para a equipa italiana.
Apesar de ocuparem o segundo lugar no campeonato de construtores, a posição da Ferrari pode ser enganadora. Os seus rivais mais próximos, a Mercedes, trabalham com o estreante Andrea Kimi Antonelli, que naturalmente não estava ao nível de George Russell na sua primeira campanha. Na Red Bull, Max Verstappen tem-se mantido consistente, mas o segundo piloto contribuiu apenas com sete pontos.
Hamilton defende nova abordagem técnica
Segundo informações da La Gazzetta dello Sport, Hamilton e a Ferrari ainda estão a tentar combinar as suas “visões do trabalho e do carro” de modo que os caminhos não sejam diferentes e ambos possam entreajudar-se ao caminhar para o mesmo objetivo no que à afinação do carro diz respeito, com a equipa a ganhar com isso.
Nesse contexto, o heptacampeão mundial precisa de compreender o que torna o SF-25 rápido e adaptar o seu estilo de condução, enquanto a equipa de Fred Vasseur aprende a maximizar o potencial do piloto mais bem-sucedido da F1. O carro de Hamilton tem-se mostrado demasiado inconsistente para desafiar regularmente a McLaren, com a Ferrari a enfrentar problemas na direção assistida em curvas de alta velocidade.
Hamilton defende uma “mudança de filosofia” para criar um carro “menos extremo” e mais previsível.
Esta necessidade tornou-se evidente após o fraco desempenho de Leclerc na Grã-Bretanha, onde foi superado por Hamilton e terminou fora dos pontos.
Com ambos os pilotos sem vitórias em 2025 – Leclerc tem três pódios – a Ferrari deve em breve focar totalmente no desenvolvimento para 2026. Contudo, surgem preocupações sobre a competitividade do seu motor face às unidades da Mercedes e Audi, numa fórmula que promete ser dominada pela potência dos motores.
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NOTEAM
11 Julho, 2025 at 9:59
O Leclerc tem 4 pódios. Saudi, Espanha, Mónaco e Áustria.
O Hamilton não é diferente do Max, do Lando, ou do Leclerc. O Hamilton quer “grip”, quer eficiência aerodinâmica, nas curvas de alta velocidade, baixa velocidade, e já agora média velocidade se ainda der.
Desde 2021, e já estamos em 2025, sempre que ouço o Hamilton falar, fica aquela ideia de ” eu até batia os meus colegas de equipa, mas o carro não me tem ajudado”, só que o carro é o mesmo dos companheiros de equipa.
Isto para dizer que o Hamilton não está a pedir nada de original, não vai mudar absolutamente nada na Ferrari, assim como nada mudou na Mercedes, bem como o Piastri não mudou a Mclaren, nem o Max a Red Bull.
O Hamilton em circunstâncias normais, com o mesmo carro tem muitas dificuldades para se bater com o Russell, se continuasse na Mercedes ia sofrer ainda mais este ano.
Não tem velocidade para acompanhar o Leclerc, e se o Max fosse o seu colega de equipa nem debate existia sequer.
E este é que é o problema, o grande elefante na sala, o piloto mais titulado da modalidade já não é o melhor do grid, mas mesmo se fosse, nem o melhor faz milagres.