As lutas entre colegas de equipa são sempre muito renhidas e nenhum piloto gosta de ficar a perder contra o seu vizinho pois é o único no grid que tem uma máquina semelhante e por isso o único ponto de referência credível à primeira vista. A Haas tem dois pilotos muito aguerridos e com vontade de mostrar serviço. Magnussen tem estado em exclente forma enquanto Grosjean tem penado nas primeiras provas. A convivência de ambos em pista nem sempre é pacifica mas a equipa colocou uma serie de regras para evitar que os problemas tomem proporções de dimensão incontrolável:
“Não é uma fácil gerir o ímpeto dos pilotos”, disse Guenther Steiner. “Às vezes precisamos controlar emoções, mas acho que temos um conjunto de regras básicas entre os dois pilotos que pode ajudar. Eles estão a competir por lugares mais altos e por isso a luta torna-se mais óbvia. Temos agora capacidade para ter dois carros constantemente nos pontos e foi a única coisa que mudou em relação ao passado. Antes, havia mais altos e baixos e nem sempre estávamos na disputa para o top 10, mas o VF-18 é um carro sólido que nos permite competir sempre por pontos.”
A subida de forma da Haas tem sido uma das boas surpresas do ano e a equipa tem noção que estão agora numa posição muito melhor do que no mesmo período do ano passado. É a melhor fase da equipa desde que chegou à F1, nem tanto pelos resultado mas pelo potencial e andamento demonstrados.
“Mostramos nas três primeiras corridas que podemos ser competitivos, e estamos muito confiantes de que podemos estar em Baku na luta pelos primeiros lugares do meio da tabela. Os Três Grandes, como nós dizemos, estão na sua própria liga, mas há um grupo de equipas atrás deles que são muito fortes, e nos estamos nessa luta. É um campeonato muito interessante. Ainda não fomos melhores desse grupo devido as circunstâncias muito especificas, algumas das quais foram auto-infligidas, como a Austrália, mas tenho certeza de que esse momento virá.”












