F1, Graeme Lowdon: “Satisfeito por termos um motor totalmente legal”

Por a 21 Janeiro 2026 11:09

Graeme Lowdon, responsável máximo da Cadillac na Fórmula 1, garantiu que o motor Ferrari utilizado pela equipa cumpre integralmente os regulamentos técnicos, numa altura em que persistem dúvidas sobre a legalidade de algumas unidades de potência concorrentes.

As declarações surgem antes de uma reunião entre a FIA e os construtores, agendada para 22 de janeiro, e num contexto em que a Audi continua a manifestar preocupações quanto à interpretação das regras por parte da Mercedes e da Red Bull. Em causa está o limite máximo da taxa de compressão dos motores, fixado em 16:1 pelos regulamentos.

Lowdon afirmou que a Ferrari respeitou totalmente esse limite, o que lhe dá confiança na legalidade da unidade motriz da Cadillac. O receio das equipas que não utilizam motores Mercedes ou Red Bull é que eventuais lacunas regulamentares possam criar vantagens competitivas difíceis de anular.

O dirigente sublinhou ainda a forte relação da Cadillac com a Ferrari, destacando não só o fornecimento do motor, mas também o apoio técnico adicional, através da integração de elementos da marca italiana na estrutura da equipa norte-americana.

Por outro lado, a Audi defende que qualquer possível interpretação que contorne o espírito das regras deve ser analisada e, se necessário, travada pela FIA, de forma a garantir igualdade de condições. James Key, diretor técnico da marca alemã, considera essencial que não existam vantagens técnicas que possam perdurar durante toda a época devido à homologação dos motores.

Também a Honda reconhece que os regulamentos não esclarecem todos os detalhes de forma absoluta, admitindo que existe margem para interpretações diferentes, cabendo à FIA decidir o que é aceitável ou não.

“Estou muito confiante e satisfeito por termos um motor totalmente legal. A combustão não pode ocorrer com uma taxa de compressão superior a 16:1, e sabemos que a Ferrari seguiu completamente as regras”, afirmou Graeme Lowdon. “Trabalhamos ao máximo com o nosso parceiro de motores e estamos muito satisfeitos com a relação. A Ferrari não nos fornece apenas a unidade motriz , mas também apoio técnico com pessoas que se juntam à equipa.”

James Key, da Audi, defendeu: “Temos de confiar na FIA para tomar as decisões certas. Se algo contornar a intenção dos regulamentos, tem de ser controlado. Ninguém quer passar uma época inteira em desvantagem sem poder fazer nada.”

O CEO da Honda Racing, Toshihiro Mibe, acrescentou: “Os regulamentos não têm tudo claramente definido. Há margem para interpretação, e isso faz parte da competição. Cabe à FIA decidir o que é aceitável ou não.”

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1 comentários

  1. Pity

    21 Janeiro, 2026 at 12:38

    O CEO da Honda é o mais sensato no meio de tanta especulação. “Interpretação” é a palavra chave. É para isso que servem os engenheiros e projectistas. Se a FIA não consegue fazer regulamentos à prova de interpretações ou áreas cinzentas, a culpa não é das equipas. Acredito que a FIA faz o melhor que pode, que é impossível prever tudo, nem sei mesmo se é humanamente possível fiscalizar tudo. No caso concreto, será que a FIA tem meios de fiscalizar a tal compressão a quente? É uma questão que ponho a quem perceba do assunto pois, para mim, é chinês, como todo o “miolo” dos carros.

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