Os problemas de visibilidade em pista molhada mantém-se, mesmo com esta nova filosofia de difusores traseiros, que pretendem atirar o spray mais alto, de forma a minimizar a criação de uma parede de água. Mas os pilotos consideraram que a visibilidade continua muito má em condições de chuva.
“Estava em quarta velocidade na reta, meio pedal, e não conseguia ver a luz do George [Russell] à minha frente”, disse Daniel Ricciardo, da AlphaTauri, quando o Motorsport.com questionou sobre este problema “No final, obviamente estou contente por termos terminado a corrida. Penso que toda a gente está a salvo, mas a visibilidade… é uma pena. Já faço isto há algum tempo e não me lembro de nada assim. Obviamente, nos últimos anos tem sido mau. Mas há cinco, dez anos, corríamos nestas condições. Queremos correr, porque o molhado também é divertido. Mas, sinceramente, acho que o onboard capta bem o que não vemos. Qualquer coisa acima da quarta velocidade, provavelmente, é assim [cruza os dedos].”
Hulkenberg considerou que o spray só piorou desde a mudança para carros com efeito de solo em 2022.
“Diria que estes carros com efeito de solo pioraram a situação. Não me lembro que fosse tão mau”, disse o piloto da Haas. “É adivinhar, ter esperança e estamos sempre à procura das luzes intermitentes. Mas, a certa altura, o spray torna-se tão espesso que se perde a visão. Por isso, não é ótimo”.
George Russell, considerou que a falta de visibilidade é um problema maior em Spa do que noutros circuitos e propôs uma solução para tentar limpar mais água.
“Penso que fizeram um bom trabalho, dadas as circunstâncias. São condições muito difíceis e incrivelmente perigosas. Estamos a 300 km/h na reta e não conseguimos ver 50 metros à nossa frente. Parece particularmente mau neste circuito. Não sei se é a humidade ou as árvores, mas o spray parece não se dispersar e é como se estivéssemos a conduzir para uma nuvem. Senti que aquelas quatro voltas com o safety car não nos deram muito. Talvez uma solução para o futuro seja permitir-nos fazer 2-3-4 voltas a toda a velocidade de corrida e depois trazer o Safety Car para neutralizar o pelotão e voltar a acelerar, porque depois de duas voltas de corrida as coisas estavam muito melhores.”
Foto: Martin Trenkler











