F1 GP da Áustria: “Isto tem de acabar, caso contrário iremos intervir por eles”

Por a 4 Julho 2016 11:28

Apesar de se encontrar desapontado com o incidente que envolveu os seus dois pilotos na última volta do GP da Áustria, Toto Wolff afirmou que o toque entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg não irá afetar as negociações que neste momento estão a decorrer sobre a assinatura de um novo vínculo com o piloto alemão.

Antes de Rosberg ter sido penalizado por ter ‘empurrado’ Lewis Hamilton para fora da pista, em mais um episódio controverso entre os dois pilotos que impediu a Mercedes de somar a pontuação máxima, Toto Wolff tinha admitido que em cima da mesa estava um novo contrato plurianual para além de 2017.

E embora tenha salientado que a colisão entre ambos foi “desrespeitosa para os mais de 1000 funcionários que constroem os carros da Mercedes”, e que a situação “precisa de acabar”, uma vez que as conversas “não estão a surtir efeito”, Wolff veio depois dizer que o que aconteceu no domingo “não tem influência nos planos a longo-prazo com o Nico. Todas as boas relações têm momentos difíceis e este é um deles”, afirmou, admitindo, ainda assim que é preciso clarificar o ar:

“Precisamos de arrefecer a cabeça e resolver a situação antes de Silverstone, mas se não souberem se comportar em pista, então teremos de intervir e decidir por eles”.

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24 comentários

  1. Apex

    4 Julho, 2016 at 12:17

    “Por eles” ? …. Eu sei que o Hamilton também é durinho a lutar pelas posições mas qual é o piloto campeão de F1 que não o é? Mas há uma diferença entre ser duro e aquilo que o Rosberg fez. Além disso recordando que já não é a 1a vez que o alemão usa estas táticas ( Spa 2014; Mónaco 2014 e Barcelona 2016) se calhar tá na hora é de “intervir” no Nico.

    • João Pereira

      4 Julho, 2016 at 13:32

      De acordo. Pena que os comissários não tenham tido t*mates para o fazer agora, e deixaram mais uma passar em branco.

    • Pity

      4 Julho, 2016 at 16:26

      As primeiras “actuações” de Rosberg, que me lembre, foram no GP do Bahrein 2012, quando empurrou Hamilton, que o tentava ultrapassar. Hamilton ultrapassou mesmo, por fora da pista, e não foi penalizado, porque não tinha já hipótese de abortar a ultrapassagem. Algumas voltas depois, Rosberg repetiu a graça com Alonso, que conseguiu travar a tempo e não ultrapassar. Portanto, não é o facto de estar a lutar pelo título que leva a estas atitudes, é mesmo a natureza dele, pelo que concordo consigo quanto a “intervenções”.

  2. Murray Walker

    4 Julho, 2016 at 17:19

    Cá para mim, já ontem intervieram bastante a nível tático, em favor de um dos pilotos.

    • Apex

      4 Julho, 2016 at 17:28

      Arrisco me a dizer também que nas paragens nas boxes também o fizeram.

      • Murray Walker

        4 Julho, 2016 at 18:57

        Não nos pitstop em si, mas nos momentos em que pede ao pilotos para entrar.

        Começaram por marcar os Ferrari com a extensão do turno do Hamilton, mas a certa altura e com os Ferrari já controlados, parece-me que mudaram o foco para o Rosberg.
        O Alemão por esta altura já estava numa tática de duas paragens e a tática para o Lewis já pendia mais para uma paragem.
        Como é óbvio, não convinha que o Rosberg ficasse imediatamente atrás do carro 44, que iria fazer um turno mais longo e teria de baixar o ritmo para poupar pneus.

        O que faz a Mercedes? deixa o Hamilton em pista apenas o tempo necessário para o Rosberg poder ganhar a posição aquando da paragem do britânico.
        Enquanto isso Rosberg fez 11 voltas com pneus Soft novos e mesmo a lutar por posições, ganha em média mais de 1 segundo por volta ao Hamilton
        Aqui nada a dizer, em nome de uma dobradinha, prejudica-se um pouco um dos pilotos (Hamilton) em detrimento do outro.
        De referir que Hamilton quando faz a primeira paragem faltam 49 voltas para acabar a corrida (5 das quais foram em período de SC).

        Nas 5 voltas seguintes à paragem do Lewis, o Nico ganha-lhe 1.7 segundos. Entra o SC.
        Após a saída do SC o Hamilton mantém-se durante duas dezenas de voltas a cerca de 2 segundos do Rosberg, (distância de segurança para não fritar os pneus).

        Segundas paragens.
        Na Mercedes, tem sido sempre norma, quem vai na frente tem a primazia em escolher o momento da paragem. Neste caso seria Rosberg, mas não foi, o que é estranho. Assim como é estranho o Lewis ter de parar uma segunda vez.

        Rosberg faria um segundo turno de 45 voltas com os pneus Soft. Acabou o turno a rodar consistentemente no segundo 69 baixo, sem sinais visíveis de degradação nos pneus.
        Por comparação, no seu último stint, com Super Soft e o carro mais leve, 9 das suas 15 voltas, foram também efetuadas no segundo 69.

        Se o Rosbeg fez 45 voltas com os mesmos pneus sem sinais visíveis de degradação, porque razão não deu para o Hamilton fazer 44 voltas e evitar uma segunda paragem? Só a Mercedes o saberá.

        Como decidiram parar ambos os carros uma segunda vez, tentaram dar a possibilidade ao Hamilton (provavelmente para compensar do que sucedeu no 1º turno) de fazer o undercut e parar primeiro. Mas uma das rodas demorou um pouco mais tempo, o Hamilton alargou um pouco a trajetória na curva 2 e o Rosberg ainda tinha pneus. E claro está, a melhor forma de o undercut não resultar, é parar na volta seguinte. Isso a Mercedes fez muito bem com o Rosberg.

        Para além disto, decidiram mandar para a pista os carros com compostos diferentes, o que em luta por posição já não acontecia (aparentemente por imposição da própria Mercedes) desde o espetacular final protagonizado por estes pilotos, na corrida do Bahrain 2014.
        E se ao Rosberg já não restavam pneus Soft, ao Hamilton ainda restavam Supersoft.

        Resumindo, a Mercedes andou aqui a brincar às táticas, com procedimentos diferentes do que até aqui era habitual e parece-me com evidente prejuízo para o Hamilton.

        • Apex

          4 Julho, 2016 at 19:31

          Boa análise

          • acpinto

            4 Julho, 2016 at 21:13

            sim, é preferível à analise de que a Mercedes prejudica o carro do Hamilton, e os problemas aparecem sempre ao Hamilton e nunca ao Rosberg. Todavia é apenas isso uma teoria mais elaborada. O Hamilton nunca beneficiou com as tácticas da Mercedes?

          • Murray Walker

            4 Julho, 2016 at 21:46

            Com certeza que o Hamilton já foi beneficiado em outras situações e o Rosberg também. Não é isso que está em causa.
            O que está em causa é que ontem a Mercedes fez o inverso do que foi convencionado ao longo dos últimos anos pela própria Mercedes. Em consequência disso um piloto foi claramente beneficiado.

          • acpinto

            4 Julho, 2016 at 21:57

            Sim a ideia é essa. O Hamilton foi prejudicado? sim. Foi feito com o propósito de beneficiar o Rosberg? Acho rebuscado e exagerado. A Mercedes parece-me este ano mais preocupada com o andamento dos Ferrari e dos RedBull do que nos anos anteriores.

          • Murray Walker

            4 Julho, 2016 at 22:20

            Atenção que eu não refiro em lado algum que foi feito deliberadamente para prejudicar o Hamilton.

          • acpinto

            4 Julho, 2016 at 22:53

            ok, então o teu post não serve como concordância aos outros dois que estão por cima do teu.
            Não há lugar a mais discussão visto concordarmos

  3. Iceman07

    4 Julho, 2016 at 17:29

    Claro que o Toto se pudesse decidia por eles todos os GP: O Rosberg 1º e o Hamilton 2º, mas como o Hamilton não é nenhum Barrichello de serviço não aceita esse tipo de palhaçadas.

  4. Frenando_Afondo™

    4 Julho, 2016 at 18:25

    Pois, não me admirava que o Rosberg se sentisse tão à-vontade para fazer isto (e agora já é mais que uma vez e sem penalização de maior), por sentir que no seio da Mercedes pode ter preferência. Então aqui vai lenha que se isto der para o torto tenho duas vantagens: sou alemão e isso seria bom para a Mercedes, ter um campeão alemão num carro alemão. E a outra vantagem é estar na frente do campeonato, logo tem todo o direito de pedir primazia na luta pelo título, e a Mercedes teria uma desculpa para dizer ao Hamilton que sempre que o Rosberg estiver na frente, ganha ele. E pelo que se viu ontem, nada impede a Mercedes de deixar o Hamilton a perder tempo em pista e de fazer pitstops lentos…

    Só que há um problema: se isso acontecer, o Hamilton não vai obedecer, ele não está lá para ser aguadeiro de ninguém, já não o foi contra um bi-campeão do mundo, vai ser para um zero-campeão do mundo? Ainda por cima tendo ele já 3 campeonatos, dois deles suados até á última corrida. Assim que lhe disserem “Let Nico pass” ou whatever ele levanta o dedo e responde “he has to fight for the championship, screw you”. Pode ser despedido da Mercedes por desobedecer, mas não vai dar títulos de bandeja a ninguém. E é por isso que até agora não aconteceram ordens de equipa na Mercedes (só aconteceu quando um tinha problemas e não tinha ritmo para ganhar a corrida), nenhum dos dois vai querer ser o segundo piloto, o que me parece bem, que lutem, mas pelos vistos o Rosberg tem de aprender a saber perder, já se viu que de cavalheiro não tem nada, o que é uma burrice ainda maior, ontem teria acabado em 2º, mas a vantagem pontual era maior do que a tem agora. E teve sorte que os comissários foram benevolentes, o que fez era penalização de 30s ou de 10 lugares na grelha do próximo gp.

    • acpinto

      4 Julho, 2016 at 21:14

      • Pity

        4 Julho, 2016 at 21:30

        A diferença é que O HAMILTON NÃO BATEU NO ROSBERG, e essa é uma grande diferença, por muito que custe aos anti Hamilton, que há muitos por aqui.

        • acpinto

          4 Julho, 2016 at 21:35

          ok… se é essa a tua análise… já disse noutro lado, culpo o Rosberg pela austria 2016. Mas, não façam do outro um anjinho, isso é que é chato quando o tricampeão é tudo menos anjinho!
          Na minha opinião a diferença entre um e outro é que o Rosberg em Austin 2015 foi anjinho!!! Esta a deixar de o ser, mas tem que medir melhor o que faz!

      • Murray Walker

        4 Julho, 2016 at 22:09

        Uma enorme diferença.
        A primeira grande diferença, é uma largada. Segunda grande diferença, quando o Hamilton fecha a porta o Rosberg está atrás.

        Se quer comparar essa situação com outras, deverá comparar com as largadas de Montreal 2014 e 2016, ou Melbourne 2016.
        Nessas situações, que são largadas, ora Rosberg, ora Hamilton, apertam para fora da pista porque têm a linha de trajetória e o adversário está ligeiramente atrás.

        Agora questione-se lá porque razão nessas situações não existiram queixas, investigações ou penalizações.

        Nos acontecimentos de ontem, Rosberg está atrás e por dentro. A linha de trajetória é do Hamilton.
        O comunicado da FIA assinado pelos 4 comissários, classifica-a não como uma ultrapassagem do Hamilton a Rosberg, mas como uma ultrapassagem do Rosberg a Hamilton, isto porque antes da zona de travagem já o Rosberg tem asa anterior ao nível do eixo traseiro do Hamilton.

        • acpinto

          4 Julho, 2016 at 22:18

          Claro que há diferença!!!! e nesta
          https://www.youtube.com/watch?v=8DubbiKoW3Y

          nunca vão ser iguais. pois não !!!!
          mas são semelhantes e sabemos que não houve investigação em austin porque não houve acidente propriamente dito. Queixas houve e bastantes pelo menos do Rosberg.

          Já agora também acreditas no ” massive understeer” no canada este ano?

          O Rosberg não tem defesa neste grande prémio, mas percebes que há uma história comum sendo o mais recente o Rosberg facilitar a ultrapassagem ao Hamilton no Monaco para depois acontecer o “massive understeer” no canada!

          • Murray Walker

            4 Julho, 2016 at 22:50

            Na situação do sei link, em caso de colisão, a culpa seria inteiramente do Hamilton, mas acho que isso é clarissímo para toda a gente.
            O “massive understeer” também já aconteceu no Canadá em 2014 em favor do Rosberg.
            Obviamente que apenas acredito parcialmente. Se na largada com pneus frios pode acontecer, isso não explica tudo. Não vamos ser anjinhos ao ponto de acharmos que em todas as situações que referi anteriormente, os pilotos não podiam ter dado mais espaço ao adversário. Mas em todas estas situações são defesas musculadas e legais. Ontem o Rosberg exagerou, foi mesmo à descarada.

          • acpinto

            4 Julho, 2016 at 23:01

            Concordado!!! Apenas te digo que defendo uma atitude mais musculada do Rosberg, mas não o que ele fez ontem.
            E, acho que podemos concordar que do final dos anos 80 para cá, começou-se a praticar mais frequentemente a tactica da ultrapassagem que empurra o ultrapassado para fora da pista, tactica da qual o Juan Pablo Montoya foi talvez o expoente máximo, e que não foi a primeira vez que o condutor do carro que se apresenta no interior deliberadamente alarga ( o rosberg nem começou a fazer a curva ) a trajetoria de forma a não haver espaço para o ultrapassado. Coisa essa que antes não era comum.

            Por isso, não façamos deste caso um caso tão excepcional, apensa o caso em que o piloto que estava por fora fez o que tinha a fazer.

            P.S. Também não acredito no “blind spot” do Hamilton.

      • Frenando_Afondo™

        4 Julho, 2016 at 23:40

        Há uma diferença entre fechar a porta, devagar, que dá mais que tempo para Rosberg travar e não ir por fora, e o que o Rosberg já fez mais que uma vez: fechar de maneira agressiva que só dá opção para o companheiro de ir pela relva ou ir em frente para evitar um toque, e como se não bastasse, rosberg na manobra seguinte impede o companheiro de voltar à pista.

        Porque o Hamilton foi agressivo nessa manobra? Foi, mas não ao ponto de o companheiro não ter opções e deixar o companheiro fora da corrida como o Rosberg já fez mais que uma vez e quase conseguia agora na Áustria. Uma coisa é fechar a porta (que o Rosberg já fez igual a essa do Hamilton e ninguém se queixou, nem o próprio Hamilton, veja por exemplo na austrália 2016, aí o Rosberg foi imperial, estava na frente, fez a trajectória em que tinha “prioridade”, o Hamilton só tinha duas opções: sair da trajectória – travar para não bater – ou bater no companheiro, escolheu a primeira e muito bem, e não me lembro do hamilton se queixar dessa manobra). A outra é fazer o que fez o Rosberg em Spa, não travar para cortar o pneu ao companheiro. Fazer o que ele fez em barcelona 2016, fechar de tal maneira que o hamilton ou batia ou ia por fora. E fazer o que fez agora, seguir em frente para impedir que Hamilton faça a curva e ainda por cima depois de provocar o choque ainda impede o companheiro de equipa de voltar à pista.

        Sim, há uma diferença, por mais que te custe de aceitar.

        • acpinto

          5 Julho, 2016 at 9:54

          ok… não vou debater os acidentes em causa ( embora haja matéria para isso ).
          Responde-me só a esta pergunta:
          Se o Versapten ( Kimi, Vettel, alonso, massa – qualquer um ) estivesse no lugar do Rosberg e tivesse feito a mesma manobra errada, achas que haveria colisão entre o piloto em questão ( qualquer um deles ) e o Hamilton?
          E repara que a tua resposta, mesmo que negativa, em minha opinião, não culpabiliza o Hamilton pelo acidente.

          Agora que eu acho que muitas vezes as penalizações responsabilizam o piloto pela consequência e não pela atitude, lá isso acho!

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