A época 2023 tem apenas 1 corrida nos registos, mas parece que a época já vai longa para a Mercedes. A falta de competitividade fez soar os alarmes em Brackley e os engenheiros dos Flechas de Prata continuam à procura de soluções. George Russell não se importa que esta época seja esquecida, se for por um bem maior.
Segundo o piloto britânico, não há como disfarçar o mau arranque da época e a que os problemas da Mercedes não estão forçosamente no uso dos sidepods reduzidos:
“Não vamos andar com rodeios, é claro, é um grande golpe para todos nós”, disse Russell. “Estamos muito longe de estar onde queremos estar. Penso que o único ponto positivo a retirar de tudo isto neste momento é que não há nenhum problema fundamental com o carro, a não ser a sua falta de apoio aerodinâmico. E por mais tolo que isso pareça, esse é provavelmente um dos problemas mais fáceis de resolver, se o compararmos com esta altura no ano passado. Passamos do carro que mais saltava para o carro que provavelmente menos salta. Talvez com a mudança de regulamentação tenhamos acabado de dar um passo demasiado conservador a esse respeito e talvez precisemos de recuar alguns passos para ganhar algum apoio aerodinâmico. A razão pela qual ainda temos este conceito de sidepod reduzido é porque ainda acreditamos que é o melhor e, para ser honesto, ainda acredito que isso não vai transformar o nosso desempenho, se viermos na próxima semana com flancos ao estilo Red Bull. Acho que isso não nos vai fazer ganhar de repente meio segundo. Penso que a magia é feita no fundo do carro e nas partes que não conseguimos ver”.
Russell quer vencer, a Mercedes quer vencer e talvez por isso estejam dispostos a sacrificar a época 2023:
“Estamos aqui para vencer. Queremos obviamente otimizar todos os resultados, mas se me derem a escolher entre lutar e ter a oportunidade de ganhar corridas, versus progresso lento e nunca ter essa oportunidade, é óbvio que escolho a via das vitórias. Portanto, se quisermos sacrificar algumas corridas ou parte de uma temporada para nos dar uma oportunidade de conseguir um carro que possa lutar, quer seja na segunda metade da temporada ou mesmo no próximo ano, talvez seja isso que teremos de fazer porque, claramente, estamos muito atrasados. Ninguém se lembra de quem termina em segundo ou terceiro lugar”, continuou ele. “O segundo não é suficientemente bom. E se precisarmos de fazer algumas mudanças drásticas para termos uma oportunidade na segunda metade do ano, é isso que vamos fazer”.










