F1, Gene Haas: “Se nunca tivermos hipóteses de vencer o que fazemos aqui?””

Por a 12 Setembro 2017 13:48

Gene Haas conseguiu montar uma equipa de meio do pelotão desde o início, mas dar uma um passo em frente e lutar por vitórias parece muito mais complicado. Durante o Grande Prémio de Itália, comentou a impossibilidade da equipa lutar por vitórias: “No meu ponto de vista este espaço não pode ser reduzido com os nossos recursos atuais. As três equipas de topo são construtoras também. Eles constroem todo o carro, ou seja, conseguem percebe-lo melhor, vai existir sempre uma desvantagem. Acho que tem de existir alguma incerteza no desporto”.

“Se apenas uma ou duas equipas conseguem vencer algo está mal, todas devem ter esta oportunidade, mesmo que umas tenham alguma vantagem sobre as outras, mas todas deviam ter possibilidade de ganhar. O grande problema são as equipas grandes. Estive recentemente na Ferrari e vi a quantidade de pessoas que trabalham lá, é impressionante! Na Mercedes deve ser igual, enquanto as outras equipas lutam com menos recursos. A Fórmula 1 é o topo do desporto, também a nível tecnológico, mas apenas quem tem os maiores orçamentos consegue fazer desenvolvimentos importantes. Estamos comprometidos com a F1, mas se nunca tivermos hipóteses de vencer o que fazemos aqui?”, enfatizou ainda Gene Haas.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

7 comentários

  1. Luis augusto

    12 Setembro, 2017 at 15:15

    Podem ir para casa..este Sr queria vencer logo ao fim de 2 ou 3 anos..a F1 não é a indycar ou a Nascar

  2. ro19071725

    12 Setembro, 2017 at 17:17

    Sempre foi assim e será… infelizmente…

  3. MVM

    12 Setembro, 2017 at 17:45

    Espero que isto não tenha o significado que estou a ler nas entrelinhas. A F1 precisa de mais equipas, não de menos.

    • ro19071725

      13 Setembro, 2017 at 10:33

      Mas que sejam competitivas e principalmente ganhadoras!… Porque não (?!) a um nivel da Indy ou mesmo nos “turismos” australianos – isso é que é competição!!!…. Quem nos dera!… mas nunca irá acontecer infelizmente, porque os “negócios” FIA comparado com o “americano ou australiano” em nada se comparam ou igualam, para mal do desporto motorizado! Imaginem uma competição com 5 ou 6 equipas prontas a vencer em qualquer circuito!

  4. Rukyman

    13 Setembro, 2017 at 10:44

    ” O grande problema são as equipas grandes”.
    O Gene Hass tem toda a razão no que diz.
    Em conversa com amigos meus entusiastas já tinha dito isto mesmo, mas de outra forma.
    A F1 foi muito interessante e competitiva até meados da década de 80.
    Até essa altura, com excepção da Ferrari, só havia “garagistas”, não havia grandes construtores.
    Esses apenas forneciam motores, como o famoso Ford Cosworth.
    Depois, no final da década de 70 surgiu a Renault a fazer tudo, entretanto a BMW, a Porsche a financiar um dos melhores “garagistas”, a Mclaren e as coisas começaram a precipitar-se desde então.
    Houve épocas em que uma equipa dominou tudo – McLaren/Honda e Williams/Honda, deixando migalhas para os outros.
    Tal como noutros desportos (como por exemplo, o Futebol), os meios colocados à disposição dos grandes construtores (Mercedes e Ferrari) são incomparáveis com as pequenas equipas que dispõem dos seus motores.
    Inclusivamente, as versões dos motores cedidos às equipas, não são as mesmas dos das equipas oficiais; São as chamadas versão-cliente.
    Tal como noutros desportos, o sistema está subvertido à partida e é impossível vencer fora de uma dessas equipas.
    Hoje em dia ou ganha um Mercedes (mais vezes) ou ganha um Ferrari.
    Já nem o grandíssimo Adrian Newey consegue fazer a diferença nos Red Bull.
    Por isso a F1 tem perdido interesse.
    As pessoas querem espectáculo e se ele não existe, desinteressam-se.
    Espero que os novos donos da F1, Americanos que têm uma visão do espectáculo muito diferente, consigam dar a volta a isto tudo e trazer de novo algo mais às corridas.

    • Luis augusto

      13 Setembro, 2017 at 15:33

      OK, mas se as grandes marcas sairem da F1 esta vai perder muito,menos publicidade ,menos $$$ etc
      a F1 se tiver 20 carros com motor cosworth por exemplo fica tipo “Indycar” ….sempre houve algumas equipas que dominaram durante algum tempo,a Ferrari teve 5 anos a ganhar 2000 a 2004 …REDBull de 2010 a 2013….

      • Rukyman

        13 Setembro, 2017 at 16:41

        Provavelmente não me fiz explicar.
        Eu não defendo a saída dos grandes construtores!
        Alás, é utópico defender isso, até porque é impensável fazer sair a Ferrai como construtor, mantendo-se como fornecedor de motores.
        Mas há muita coisa possível de se fazer:
        Desde logo, “obrigar” os actuais fornecedores de motores a dar a mesma série de motores aos seus clientes. Todos sabem, com excepção da Renault em relação à Red Bull, que os motores Ferrari e Mercedes usados pelas diferentes equipas não são iguais.
        Isso é possível!
        Existem outros componentes que tb podem ser iguais para todos.
        As coisas nunca ficariam iguais, até porque o poderio tecnológico das grandes equipas a outros níveis, poderia dar-lhes alguma vantagem, mas não tenho dúvidas que as chances das equipas mais pequenas aumentaria exponencialmente.

Deixe aqui o seu comentário

últimas FÓRMULA 1
últimas Autosport
formula1
últimas Automais
formula1