F1, Fred Vasseur: “Não estou convencido de que a nova regra sobre a taxa de compressão seja decisiva”
A FIA vai introduzir, a partir de 1 de junho, novos testes às unidades motrizes da Fórmula 1, com o objetivo de eliminar uma alegada vantagem da Mercedes ao nível da taxa de compressão. No entanto, a Ferrari considera que esta alteração, por si só, poderá não ser suficiente para reduzir a diferença competitiva.
Com a entrada em vigor dos novos regulamentos em 2026, a taxa de compressão dos motores foi reduzida, mas a verificação é feita à temperatura ambiente. A Mercedes terá explorado uma forma de aumentar esse valor em condições de funcionamento, criando uma potencial vantagem em desempenho.
Vasseur não acredita em grandes mudanças
Apesar da correção prevista pela FIA, Frédéric Vasseur desvaloriza o impacto direto da medida, apontando antes para o sistema de oportunidades adicionais de desenvolvimento (ADUO) como um fator mais relevante. Este mecanismo permitirá às equipas com menor desempenho evoluir as unidades motrizes ao longo da temporada, com avaliações previstas após várias rondas do campeonato.
Ainda assim, a Ferrari reconhece que a diferença para a Mercedes é significativa, sobretudo em qualificação, onde os carros alemães têm sido claramente mais rápidos. Em corrida, a Scuderia consegue aproximar-se em determinadas fases, beneficiando do sistema de gestão de energia e modos de ultrapassagem, mas essa vantagem tende a dissipar-se.
Ferrari focada no pacote global
Vasseur sublinha que o défice não se limita ao motor, abrangendo também áreas como o chassis, a aerodinâmica e a gestão energética, reforçando a necessidade de uma abordagem global para recuperar competitividade.
Frédéric Vasseur, chefe de equipa da Ferrari:
“Não estou convencido de que a nova regra sobre a taxa de compressão seja um fator decisivo. O mais importante será o momento em que tivermos acesso às oportunidades de desenvolvimento, que podem ajudar a reduzir a diferença. Não se trata apenas do motor. Há muito a melhorar na gestão de energia, no chassis e noutros aspetos. Seria um erro focarmo-nos apenas num parâmetro.”
Sobre a diferença em pista, explicou:
“No início conseguimos lutar com a Mercedes, mas assim que eles ganham mais de um segundo de vantagem, torna-se muito mais difícil. Estamos a melhorar passo a passo, mas ainda estamos longe. Temos de evoluir em todas as áreas — motor, energia, chassis e aerodinâmica. Estamos a trabalhar intensamente para fechar essa diferença, mas é um processo exigente.”
Foto: MPSA
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