F1, Fred Vasseur: “determinados a continuar com o progresso que demonstrámos nas últimas 10 corridas”
A tentativa da Ferrari de bater a Mercedes na luta pelo segundo lugar no campeonato de construtores ‘travou’ na tampa de esgoto do Strip de Las Vegas, momento em que Carlos Sainz entrou numa incrível curva descendente de, chamemos-lhe, azares, que culminaram com um abandono voluntário porque já nada estava a fazer em pista depois de tudo o que lhe sucedeu nas últimas duas semanas. Sem a ajuda de Sainz, era muito mais difícil anular a margem de quatro pontos, ainda que Lewis Hamilton também tenha tido a sua quota-parte de ‘inutilidade’.
Já Charles Leclerc fez tudo o que podia para alcançar os pontos necessários e ainda tentou uma tática que poderia ter resultado se houve mais duas ou três voltas pela frente.
Para Fred Vasseur, Diretor da Equipa Ferrari, o único ponto positivo foi mesmo ter sido a Ferrari a vencer uma corrida e não a Red Bull que triunfou nas outras todas: “Estamos satisfeitos por termos terminado uma época nada fácil com um desempenho sólido do Carlos. Infelizmente, o fim de semana do Carlos piorou a partir de sexta-feira e é uma pena que ele não tenha conseguido trazer para casa os três pontos, mas não foi hoje que perdemos o segundo lugar nos Construtores.
É claro que, como Ferrari, nunca estamos interessados em terminar em segundo, mas ainda assim teria sido uma recompensa para todos os que trabalharam arduamente na pista e para aqueles que sempre deram tudo o que tinham em Maranello desde que o SF-23 rodou pela primeira vez na pista de Fiorano.
Mas todo o grupo pode estar satisfeito com a forma como reagiu e lutou na segunda parte da época. Após a pausa de verão que se seguiu ao Grande Prémio dos Países Baixos, fizemos progressos constantes, ao ponto de sermos a única equipa, para além da Red Bull, a vencer uma corrida.
O Charles terminou a época com uma série de desempenhos fortes e o Carlos também teve algumas corridas muito positivas, incluindo a vitória em Singapura, claro. A cortina desce na terça-feira após o teste e já estamos a pensar no próximo ano. Estamos determinados a continuar com o progresso que demonstrámos nas últimas dez corridas.”
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jo baue
27 Novembro, 2023 at 17:37
A de 2024 vai ser sem dúvida a Ferrari do Vasseur, ao menos em termos de mentalidade de equipa, pois de certeza que em 1 ano teve a possibilidade de perceber o que o rodeia e de começar a fazer escolhas. Agora, não se diga que o fim do próximo ano é a data-limite para o sentenciar. Como para qualquer projecto, é necessário tempo, e uma coisa é posicionar as peças que estão já à disposição, outra é posicionar outras novas que se afigurem necessárias (gardening, etc.), e eventualmente fazer ainda ajustamentos. Não é que o tão venerado Todt, com a margem de manobra e o orçamento quase ilimitado que o presidente, interventivo e que tanto o apoiava, lhe disponibilizou, tenha feito milagres em 1995 (lembrar sempre que o Pinguim entrou a meio da temporada de 1993).
simiao jms
27 Novembro, 2023 at 19:27
Pinguim?
jo baue
28 Novembro, 2023 at 9:35
Sim. E’ como o Todt é apelidado pelos ( ou, entre os) tifosi italianos da Ferrari.
Por exemplo, o Schumacher é ” lo zio”, o Brawn, o ” Banana Ross”, e o Ferrari ” il Drake”.
Abreviando, tendo em conta a maneira de ser dos Portugueses, deve soar mal alcunhar estas personagens, mas é um costume bem aceite noutras paragens.
Curioso é ver a imprensa portuguesa, e não só, a usar frequentemente ” Il commendatore” quando é muito raro alguém do país dele se referir assim ao Ferrari. Que nao é lá muito elogioso.
simiao jms
28 Novembro, 2023 at 18:07
👍 julguei que fosse o Prost…
Canam
29 Novembro, 2023 at 11:59
É pena que o vice campeonato tenha sido decidido, não na pista, mas nas secretárias dos comissários. Ainda por cima, a penalização de 5 seg ao Perez que decide tudo , acaba por ser uma coisa não evidente e/ou grosseira, mas algo que pode ser interpretado de diversas maneiras. Pois é este o reino que temos na F1 !
Uma coisa é contudo certa : desde que o Ecclestone saiu, e veio a crise covid e Ca. e acordos secretos com a FIA, etc., a marca realmente perdeu bastante do “peso” que tradicionalmente tinha na disciplina. E nisto anda.