F1 – Franz Tost: “O domínio da Mercedes terminará no final do próximo ano”
Nos últimos três anos a Fórmula 1 tem sido dominada pela Mercedes, formação que tem ganho corridas atrás de corridas e consequentemente títulos mundiais. Contudo, o chefe de equipa da Toro Rosso Franz Tost considera que este domínio poderá chegar ao fim no final da próxima época.
“Em 2017 a Mercedes ainda estará forte, mas depois penso que a FIA congelará o desenvolvimento dos motores para que as outras equipas possam reduzir a desvantagem. Neste momento temos um campeonato de motores pelo que ao volante de um Mercedes até o Fernando Alonso ou Sebastian Vettel seriam campeões do Mundo”, afirmou Franz Tost.
Tost acredita ainda que são necessárias mudanças urgentes na Fórmula 1 porque caso contrário as “pessoas irão perder o interesse no campeonato. Os adeptos querem ver vencedores diferentes e acidentes sem consequências. Para equilibrar tudo isto primeiro é preciso igualar os motores”.
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Frenando_Afondo™
22 Dezembro, 2016 at 19:07
Ok, mas se então é tudo uma questão de motores, porque é que a Williams e Force India ficam assim tão atrás? Como é que a RB, com um motor menos potente consegue bater a Ferrari e na segunda metade do campeonato, andar mais perto da Mercedes?
Acho que o Tost exagera um bocado, porque a Mercedes não é só motor, é também um bom chassi, aliado a dois bons pilotos.
É fácil dizer “ah, num Mercedes até Fernando Alonso e Vettel seriam campeões do mundo”, esta frase fico com a impressão que está a desvalorizar os dois, mas tudo bem. E esquece-se que no outro monolugar estaria o Hamilton, que não é um companheiro nada fácil, mas ok.
O que a FIA tem de fazer para que os motores vão ficando mais equiparados, não é congelar o melhor (porque vai prejudicar equipas que usam motores Mercedes e a certa altura, por exemplo, é o motor Ferrari o motor-canhão, então teremos de congelar esse motor para que as outras voltem a apanhá-lo e assim sucessivamente até todas as equipas estarem chateadas e acho que é injusto pelo bom trabalho desenvolvido pela Mercedes).
Que tal pararem de introduzir mudanças? Porque se voltamos a introduzir mudanças nos motores, é vira o disco e toca o mesmo: quem acerta, domina.
Ao parar de introduzir mudanças, o motor mercedes vai chegar ao seu pico de potência/rendimento e as outras vão aos poucos apanhá-los. Fora que há equipas que com um bom chassi, apanham a Mercedes na mesma, mesmo com um motor menos potente. Veja-se o caso da Red Bull, de 2010 a 2013 dominaram e tinham o motor menos potente da grelha, mas com aquele chassi que colava ao asfalto nas curvas, batiam tudo e todos. E acredito que no próximo ano a RB vai estar bem mais perto, se não mesmo mais forte que a Mercedes, mesmo com um motor menos potente.
Assim que não é assim tão linear como Tost diz. Claro que se a TR usasse motores Mercedes, o discurso seria diferente.
Iceman07
22 Dezembro, 2016 at 22:54
A McLaren dominou entre 1988 e 1991, a Ferrari entre 2000 e 2004. A Mercedes não irá durar muito mais, ainda mais com as novas regras.
Vamos ver as cartas que o Adrian Newey e a Red Bull têm na manga, se a McLaren evolui e a Ferrari acorda.
R Gaspar
22 Dezembro, 2016 at 23:06
Caros amigos
Aqui há uns meses deixei um comentário sobre este assunto. Claro que os motores “mandam” actualmente na F1 e que a Mercedes dificilmente perderá o domínio no próximo ano. Têm muito dinheiro e tecnologia de ponta, os motores desde que começaram a ser desenvolvidos na Alemanha (antes eram nos EUA, não me recordo do nome do Eng.º/Companhia), especialmente este hibrido, de alta tecnologia, o domínio foi/é evidente. Desde a Mahle, Bosch, Bayer, e outras melhores companhias do mundo são seus parceiros, depois a investigação científica, enfim…afinal a F1 é, pode ser, o porta-estandarte de uma Nação, e os alemães não brincam em serviço, para o bem e para o mal, como infelizmente bem sabemos…
Quanto à aproximação da Red Bull, graças ao motor à Renault, da mesma forma que mencionei num post anterior, a Mercedes só teve de aumentar (não precisou de MELHORAR, teve só de por cá fora o desenvolvimento que tinha/tem na manga) ligeiramente a performance do conjunto (motor, especialmente) para manter a distância – reparem que esta distância é exatamente igual à que anteriormente a Ferrari tinha! – isto para que o Circo continuasse a ser dominado por eles e, simultaneamente, manter algum (do pouco) interesse do público pela F1. A Ferrari perdeu o comboio, pode ser que algum mago criativo italiano faça um milagre…é possível, mas…
VarioR
23 Dezembro, 2016 at 10:14
Se ele tivesse dito que “ao volante de um Mercedes até o Maldonado era campeão” aí sim, eu ficava preocupado.