F1: Ferrari SF-24 é uma “plataforma completamente nova”

Por a 13 Fevereiro 2024 11:37

Apresentado que está o SF-24, o terceiro carro da nova geração de efeito de solo da Fórmula 1 da Ferrari, a equipa rompeu com a tradição dos últimos dois anos, a começar pelo seu aspeto. Isto já tinha sido prometido por Frédéric Vasseur, quando explicou em dezembro passado que o novo carro teria uma grande parte de novos componentes comparativamente com o seu antecessor. Ainda assim, o chefe de equipa não lhe chamou uma “revolução”, mas uma forte evolução do carro do ano passado.

Segundo a Scuderia, o grupo de design, liderado por Enrico Cardile, teve como objetivo dar a Charles Leclerc e Carlos Sainz um carro que seja fácil de conduzir e que reaja de forma previsível, tendo como ponto de partida o progresso realizado nas últimas corridas da época passada. O objetivo é permitir-lhes tirar o máximo partido do potencial da unidade motriz.

Mantendo a tradição da pintura vermelha, à primeira vista, o carro é esteticamente diferente dos seus antecessores. Regressa à pintura o branco, que com o amarelo, uma ligação evidente a Modena e também uma referência ao programa da estrutura no Campeonato do Mundo de Resistência. Tal como no ano passado, o SF-24 e o WEC 499P partilham o mesmo tom de vermelho, mais uma vez este ano com um acabamento mate no carro de Fórmula 1. Não é a primeira vez que um carro de Fórmula 1 da Ferrari apresenta a cor amarela, embora as riscas longitudinais amarelas não sejam vistas desde 1968, enquanto que este ano, pela primeira vez, são combinadas com o branco. Por conseguinte, o carro tem menos preto do que nos anos anteriores, vendo-se apenas no fundo, painéis de proteção, halo e a outras pequenas áreas. As jantes são vermelhas com uma dupla faixa branca e amarela, cores que também estão presentes nos números de corrida – 16 e 55 – que continuam a usar a fonte oficial da marca de Maranello, Ferrari Sans, desta vez em itálico.

Enrico Cardile, diretor técnico do chassi, explicou que “com o SF-24 quisemos criar uma plataforma completamente nova e, de facto, todas as áreas do carro foram redesenhadas, mesmo que o nosso ponto de partida tenha sido a direção de desenvolvimento que adoptámos no ano passado e que nos viu dar um salto em frente em termos de competitividade na parte final da época. Tomámos em consideração o que os pilotos nos disseram e transformámos essas ideias em realidade, com o objetivo de lhes dar um carro mais fácil de conduzir e, por conseguinte, mais fácil de tirar o máximo partido e de o levar aos seus limites. Não nos impusemos quaisquer restrições de conceção para além da entrega de um carro de competição forte e honesto, capaz de reproduzir na pista de corrida o que vimos no túnel de vento”.

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