F1, Fernando Alonso: “Estamos claramente atrás”
Fernando Alonso admitiu publicamente que a Aston Martin arranca a nova era regulamentar da Fórmula 1 em 2026 em desvantagem face aos rivais, após a chegada tardia do AMR26 — o primeiro monolugar concebido sob a direção de Adrian Newey — e a escassa quilometragem realizada no shakedown de Barcelona.
Em declarações ao diário espanhol AS, o bicampeão mundial explicou que a sessão em Barcelona serviu essencialmente como um primeiro teste de sistemas, e não como um verdadeiro ensaio de performance. O carro teve limitações de velocidade em reta e alguns componentes ainda não estavam validados, o que impediu uma avaliação real da competitividade.
Alonso acrescentou que o atraso não se resume ao chassis, apontando igualmente dificuldades no desenvolvimento da unidade motriz fornecida pela Honda. Segundo o espanhol, tanto a equipa como o construtor japonês partiram atrás no processo de preparação, o que poderá ter impacto nas primeiras corridas da época.

Com menos de um mês até à ronda inaugural em Melbourne, o piloto reconheceu que alguns problemas poderão persistir nas primeiras provas, ainda que defenda uma abordagem paciente, sublinhando que a temporada será longa e que o foco deverá estar na evolução ao longo do ano. Antes disso, a Aston Martin terá no Bahrein o primeiro contacto verdadeiramente representativo com o carro em testes oficiais.
Fernando Alonso afirmou ao jornal AS:
“Estamos claramente atrás, estamos no ponto zero. Acho que nem sequer começámos. Em Barcelona conseguimos rodar um pouco, mas encarei aquilo mais como um dia de filmagens — um shakedown que outras equipas fizeram em Silverstone e que nós não pudemos fazer. Algumas partes do carro não estavam validadas para velocidade máxima e tivemos de nos limitar a 280 quilómetros por hora nas retas. É apenas um exemplo de como a preparação foi levada ao limite. O Bahrein será o nosso primeiro teste real, o nosso primeiro contacto verdadeiro com o carro. Barcelona foi apenas ligá-lo e ver se tudo funcionava”.

Sobre os atrasos no projeto, sublinhou:
“Sei que temos alguns desafios — e não sou só eu a dizê-lo, o Adrian também o disse — que estávamos alguns meses atrás do que ele pensa que as outras equipas estavam a fazer, e o mesmo se aplica à Honda, que teve mais dificuldades do que esperava com o motor. Achamos que temos alguns problemas para resolver ao nível da competitividade e não temos muito tempo. Alguns deles não vão estar resolvidos antes da Austrália e teremos de lidar com isso nas primeiras três ou quatro corridas.”
Apesar disso, relativizou o impacto mediático do projeto:
“Este é o efeito Newey. Sempre foi assim. Quando ele apresentava um carro nos testes, toda a gente ficava atenta ao que podia fazer ou ao que podia ser copiado. Agora vai acontecer com os nossos rivais. Isto é uma maratona, não um sprint. A corrida de desenvolvimento vai ser muito longa. Não é como se começa, é como se acaba — e a segunda metade da época será mais importante do que a primeira.”
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