O sistema DRS, introduzido em 2011 numa tentativa de melhorar as corridas, nunca foi visto pela grande maioria como uma solução positiva para a F1.
O número reduzido de ultrapassagens levou ao uso do DRS, de forma a que as corridas fossem mais animadas, com mais lutas, sem dependerem tanto do ar sujo que saia dos carros e que dificultava as ultrapassagens. Assistiu-se depois a um aumento quase exponencial de ultrapassagens e o que era escasso passou a ser em excesso. As ultrapassagens passaram a ser um dado adquirido, sem que houvesse necessidade de lutar de forma mais aguerrida. Basta chegar à distância mínima, apertar o botão e escolher o lado por onde se quer passar.
Esta solução tem sido criticada também por pilotos, afirmando que torna as corridas artificiais. A vontade dos responsáveis da F1 é não ter de recorrer ao DRS para produzir grandes corridas e boas lutas e para isso está a ser desenvolvido todo um trabalho para chegar ao melhor compromisso entre apoio aerodinâmico e a menor quantidade de ar sujo, capaz de afectar a performance dos carros perseguidores.
No entanto caso aconteça que os regulamentos sejam interpretados de forma diferente do esperado e o resultado final não seja o esperado, o sistema DRS é uma possibilidade. Neste momento está nos planos para 2021, numa espécie de porta de segurança, para garantir que as ultrapassagens continuam a existir, mas a sua utilização, ou não, irá depender das performances dos monolugares.
Em outubro deveremos saber mais sobre o futuro da F1, altura em que deverão ser apresentados, finalmente os regulamentos para 2021.









