F1: Difusor da McLaren legal, mas fica longe do ‘arraso’ do ‘difusor duplo’ da Brawn

Por a 17 Março 2021 11:56

A McLaren surgiu nos testes com uma ideia genial quanto à forma do seu difusor, que está a dar ganhos à equipa. Contudo, hoje em dia as regras não têm a mesma latitude que ‘permitiu’ o ‘difusor duplo’ da Brawn que lhes valeu os campeonatos de 2009.

Um dos detalhes mais falados dos últimos testes do Bahrein teve a ver com a inteligente solução encontrada pela McLaren no que ao difusor do seu MCL35M diz respeito. A equipa trabalhou na zona central do difusor encontrando uma solução para contornar as restrições quanto à altura das superfícies aerodinâmicas que ajudam à melhor circulação do ar dentro do difusor, que são este ano 50 mm mais curtas que nas épocas anteriores. 

O difusor – a parte final do piso na traseira do carro – é uma parte essencial de qualquer monolugar de F1, e foi uma das chaves do sucesso no Mundial de 2009 da Brawn quando implementaram o engenhoso ‘difusor duplo’ – mas este ano as regras em torno do dispositivo foram alteradas, como parte de um decisão que visou reduzir a downforce dos carros.

Apesar da solução ter suscitado dúvidas, a solução é legal, pois a peça não viola os regulamentos, pois foi desenvolvida de uma forma que não deixa muita margem a interpretações dúbias. Se quem regulamentou, pensou noutra coisa, não o expressou bem no texto das regras.

Mas afinal, o que torna a peça única? O diretor técnico da McLaren, James Key explica o desenho ‘simples’ que foi concebido: “Penso que é sempre bom para uma equipa sair com uma ideia que é única. E o crédito vai totalmente para o nosso departamento aerodinâmico por terem percebido que havia ali uma oportunidade de utilizar os novos regulamentos de tal forma, pelo que o crédito é total para eles. Mas é uma ideia de design normal e estejamos um pouco surpreendidos por sermos a única equipa a fazê-lo”, disse Key.

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5 comentários

  1. jose melo

    17 Março, 2021 at 12:39

    E funciona? Quanto acrescenta em termos reais? E nos outros carros também seria uma mais valia?

  2. 831AB0

    17 Março, 2021 at 12:50

    «Arraso»?

  3. Patucho10

    17 Março, 2021 at 15:15

    Agora vamos ver o ritmo de corrida da McLaren, e se realmente for uma peça chave no MCL35M vamos ver dentro de 2 a 3 GP essa ideia de difusor em outros carros,. Uma coisa é certa estou gostar da forma como a McLaren está a trabalhar no seu carro, estão focados em evoluir o carro que têm, em vez de cometerem um típico, copiar o carro com melhor performance.

  4. João Pereira

    17 Março, 2021 at 18:10

    Seria bom esclarecer que a ideia do duplo difusor da Brawn, não foi de Ross Brawn (esse falso génio), mas algo que veio incluido no pacote Honda, mas herdado da Super Aguri extinta com a Honda. Se as coisas tivessem sido diferentes, quem sabe se em vez da Brawn ter sido campeã na sua única época antes de ser vendida á Mercedes, teriamos hoje uma Super Aguri campeã e sólida, se a Honda lhe tivesse mantido os motores e oferecido a equipa oficial (ex-BAR) a Ross Brawn, que até poderia ter vendido a equipa á Mercedes, mas com muito menos lucro, e o mesmo resultado para a equipa, já que a Mercedes nunca pôde utilizar o extractor duplo, e não fez nada de jeito enquanto não correu com Brawn, Schumacher e Norbert Haug que era na altura o patrão da AMG, e meteu lá Wolff e Lauda que convenceram Hamilton, com o primeiro a fazer até hoje um excelente trabalho de gestão e organização da equipa, como nunca foi visto antes na F1.
    Ross Brawn, o génio que não teria sido ninguém sem Rory Byrne e o duplo extractor da Super Aguri, e hoje é o responsável técnico da F1, com o seu grande Amigo da Ferrari, Jean Todt á frente da FIA, bela pandilha, que a certa altura até tiveram um outro grande malandro ao seu serviço, sim esse mesmo, o primeiro hepta, que roubou o primeiro.

  5. Frenando_Afondo™

    17 Março, 2021 at 20:21

    Quem não se lembra de Ross Brawn, um dos grandes génios da F1 moderna.

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