A McLaren surgiu nos testes com uma ideia genial quanto à forma do seu difusor, que está a dar ganhos à equipa. Contudo, hoje em dia as regras não têm a mesma latitude que ‘permitiu’ o ‘difusor duplo’ da Brawn que lhes valeu os campeonatos de 2009.
Um dos detalhes mais falados dos últimos testes do Bahrein teve a ver com a inteligente solução encontrada pela McLaren no que ao difusor do seu MCL35M diz respeito. A equipa trabalhou na zona central do difusor encontrando uma solução para contornar as restrições quanto à altura das superfícies aerodinâmicas que ajudam à melhor circulação do ar dentro do difusor, que são este ano 50 mm mais curtas que nas épocas anteriores.
O difusor – a parte final do piso na traseira do carro – é uma parte essencial de qualquer monolugar de F1, e foi uma das chaves do sucesso no Mundial de 2009 da Brawn quando implementaram o engenhoso ‘difusor duplo’ – mas este ano as regras em torno do dispositivo foram alteradas, como parte de um decisão que visou reduzir a downforce dos carros.
Apesar da solução ter suscitado dúvidas, a solução é legal, pois a peça não viola os regulamentos, pois foi desenvolvida de uma forma que não deixa muita margem a interpretações dúbias. Se quem regulamentou, pensou noutra coisa, não o expressou bem no texto das regras.
Mas afinal, o que torna a peça única? O diretor técnico da McLaren, James Key explica o desenho ‘simples’ que foi concebido: “Penso que é sempre bom para uma equipa sair com uma ideia que é única. E o crédito vai totalmente para o nosso departamento aerodinâmico por terem percebido que havia ali uma oportunidade de utilizar os novos regulamentos de tal forma, pelo que o crédito é total para eles. Mas é uma ideia de design normal e estejamos um pouco surpreendidos por sermos a única equipa a fazê-lo”, disse Key.










