Ross Brawn falou sobre os planos da F1 para o calendário 2020 que tem apenas oito provas confirmadas, para já. Será facil chegar às dez provas, mas a partir daí tudo fica num mar de dúvidas.
“As coisas estão a mudar rapidamente, mas ainda temos tempo”, disse Brawn ao site da F1. “Temos muitas opções diferentes e estamos muito confiantes de que teremos uma ótima segunda metade da temporada, mas não faz sentido fazer a declaração ainda, pois ainda há algumas partes móveis que precisamos afinar. Poderemos prolongar a temporada europeia com mais uma ou duas corridas, se necessário. Acho que o Bahrein e Abu Dhabi serão as ultimas provas da temporada, do que podemos ver no momento. Isso dá-nos 10 corridas. Vamos encontrar pelo menos cinco ou seis boas corridas no meio.”
“Reconhecemos que locais onde é preciso construir uma pista, como Baku ou Singapura, precisam de mais atenção do que as pistas permanentes. Todos os aspectos foram considerados e acho que podemos ter uma segunda metade muito boa. Haverão algumas corridas que não acontecerão e outras que serão adicionadas.”
“Há várias boas pistas europeias nas quais podemos adicionar mais uma ou duas corridas para garantir uma temporada abrangente”, disse Brawn. “Não vamos declarar ainda, pois ainda é um trabalho em andamento . ”
“O que realmente queremos evitar é anunciar e mudar depois. Também precisamos anunciar isso em tempo útil para que as pessoas possam fazer planos. Esperamos que algumas corridas na segunda metade da temporada tenham espectadores, por isso precisamos de tempo para a venda e promoção de bilhetes. ”
O Bahrein poderá receber duas provas e facilmente usar duas configurações diferentes:
“Uma das atrações do Bahrain é que a pista tem muitas configurações, pelo que podemos ir ao Bahrain e correr em duas pistas diferentes lá. Existe uma configuração de pista quase oval que seria bastante emocionante, e todos os layouts têm uma licença de Grau 1 da FIA, então essa é uma opção no bolso. O uso de duas configurações envolve bastante trabalho para os trabalhadores na pista- por exemplo, as tomadas de tempos têm de ser configuradas para duas pistas, por isso é preciso tempo para o fazer. Isso é algo que levaremos em consideração. “
Surgiram notícias recentemente que Singapura, Baku e Suzuka poderão ser canceladas em breve. Corridas como Sochi, China deverão fazer parte do calendário, com Sochi aberta a receber duas provas. A situação nos Estados Unidos dependerá sempre da abertura das fronteiras e das próprias infraestruturas, pelo que não é certo que o Circuito das Américas receba a prova. O México poderá ser um dos palco a receber a F1 este ano e o Brasil poderá ficar de fora. O facto é que, depois de dois anos sem pagar taxas à F1 devido a uma anomalia contratual, muito pouca generosidade é devida ao promotor de Interlagos.
Na calha para entrar no calendário estão Mugello, Jerez e Portimão. São pistas no sul da Europa, que poderão receber a F1 no outono sem correr demasiados riscos com a meteorologia. O certo é que a F1 está deverá estar a aproveitar para ver que oportunidades aparecem. Pistas que até agora estão fora do calendário poderão surgir com dinheiro e tornar-se interessantes ao contrário de outras que esperam apenas receber a F1 e serem compensadas pela logística.
As únicas certezas é que temos 10 provas praticamente garantidas (11 se contarmos com duas no Bahrein). Com Sochi (2 vezes), China e México teríamos já as 15 provas necessárias para a F1 receber os direitos televisivos. A F1 deverá conseguir esse número, à partida. Mas com traçados tão interessantes como Mugello, Jerez e Portimão dispostos e logo ao lado, seria uma pena se a F1 se ficasse pela mera repetição de circuitos. Jerez já é conhecida dos fãs da F1, mas Mugello e Portimão seriam estreias e pelo que conhecemos das pistas… a F1 poderia facilmente apaixonar-se por elas.












