Danill Kvyat regressou em 2019 à F1 contra todas as expetativas. O russo esteve perto de desistir do seu sonho, mas um teste em Fiorano reacendeu a chama.
Kvyat chegou de forma algo inesperada à F1, ocupando a vaga que estava prometida a António Félix da Costa na Toro Rosso, vindo rotulado de próxima estrela da F1. O seu ano de estreia foi interessante e a saída de Sebastian Vettel precipitou a sua subida à Red Bull. O russo não soube lidar com a exigência do lugar e a chegada de Max Vertstappen tornou-o facilmente descartável, sendo despromovido à Toro Rosso, depois de um erro no GP da Rússia 2017.
O jovem piloto ponderou acabar com a carreira se não conseguisse um lugar na F1, o que pareceu complicado na altura, dada a forma como saiu, sendo substituído por Brendon Hartley, ainda antes do fim da época.
Kvyat não esteve fora da F1 por muito tempo, assinando pela Ferrari como piloto de simulador, o que lhe permitiu testar um carro da Ferrari no circuito de Fiorano em abril de 2018.
Aquele teste fez Kvyat perceber que queria voltar à grelha da F1.
“Foi muito emocionante para mim, porque era um Ferrari, em Fiorano”, disse ele no podcast da F1 Beyond the Grid. “Foi muito bom. Eu não guiava nada há seis meses e gostei muito. Naquele dia, entendi que queria voltar a qualquer custo para a Fórmula 1, porque é isso que eu quero fazer, é nisso que eu sou realmente bom. Além disso, o teste correu bem, muito consistente e com bons tempos por volta. Todos estavam muito felizes.”
Quanto à sua dispensa da Red Bull, o piloto de 26 anos acha que veio num bom momento, pois precisava de um intervalo. Ele disse: “Senti que precisava de um intervalo depois de tempos nada fáceis. Foi muito bom passar um tempo em casa, apenas a treinar para limpar a cabeça e às vezes sem fazer nada.”
“Eu tinha um emprego de que desfrutava como piloto de desenvolvimento da Ferrari e gosto muito de equipas italianas. A Ferrari tem uma história enorme. Não era o trabalho que eu queria, mas senti que estava dar o que era pretendido pela equipa e estava a ajudar a desenvolver o carro. Eles sentiram que eu estava a fazer o meu melhor por eles e foi muito gratificante.”
Kvyat também sente que conseguiu uma experiência inestimável depois de poder trabalhar ao lado de dois campeões como Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen.
“Foi ótimo também vê-los trabalhar – dois campeões muito experientes”
“Com Sebastian, quando estava no Canadá [2018] e meu trabalho era olhar para os onboard e tentar, identificar o que era diferente. E eu disse: ‘olha, podes usar mais os corretores na chicane’. Ele concordou e tentou no dia seguinte, e ganhou tempo …”











