F1: Daniil Kvyat falhou! E se Marko tem escolhido Félix da Costa?

Por a 25 Outubro 2017 15:04

“Não acreditamos que possa dar a volta!” Foi com esta seca declaração que poderá ter terminado a ‘vida’ de Daniil Kvyat na Fórmula 1. O piloto russo já não volta a pilotar para a Toro Rosso, e está autorizado pelos homens da Red Bull a procurar equipa.  Isto não significa que Kvyat está fora da F1  – pois há lugares, e bons, em aberto – mas o seu tempo de Red Bull acabou. A Williams é agora, realisticamente, a sua única hipótese para 2018. De acordo com o que diz Helmut Marko, Gasly e Hartley vão terminar a época com a Toro Rosso.

Quatro anos

Outubro de 2013. Uma data que ficará na memória de dois pilotos de alta competição. O mês em que António Félix da Costa soube que o sonho da F1 seria adiado (um adiamento que se tornaria permanente) e o mês em que um jovem russo de nome Daniil Kvyat soube que ia ver o seu sonho de se tornar piloto de F1, realidade.

Fazendo um breve enquadramento do que se passava nessa altura, Mark Webber resolveu sair da F1, por achar que era o tempo certo e talvez por não sentir o apoio desejado pela equipa, completamente focada no recém- coroado tetra campeão Vettel. Vergne e Ricciardo estavam na lista para a sucessão do carismático australiano e foi o seu sorridente compatriota que levou a melhor, deixando o francês na Toro Rosso.

Quem seria o seu companheiro de equipa? A lógica dizia que o português seria a escolha, depois de já ter testado com a Red Bull e pelos resultados obtidos nas categorias de iniciação, mas Kvyat estava a dar nas vistas na GP3, depois de dois anos de excelentes resultados. Helmut Marko disse que a decisão foi tomada em 10 minutos e que o russo tinha uma velocidade notável, assim como um excelente controlo do carro (ndr, e porque o mercado russo é enorme e bem mais apelativo que Portugal). O sonho português caiu por terra… outra vez.

A ascensão de Kvyat foi meteórica, com um ano na Toro Rosso, onde foi premiado com o prémio de melhor estreante em 2014.

Em 2014 a notícia surgiu como uma bomba… Vettel anunciava o final do seu reinado na Red Bull para rumar à Ferrari. O menino-prodígio que fez o programa todo da Red Bull e se tornou tetra campeão na Red Bull teve um ano para esquecer e foi suplantado por Ricciardo também do mesmo programa. Para o substituir, a aposta foi Kvyat e para o seu lugar subiria Max Verstappen, que tal como o russo saltava directamente da Formula 3 para a F1.

2015 foi um ano relativamente positivo para Daniil Kvyat, que acabou a época à frente de Ricciardo com um pódio (um ano claramente mau para a equipa) mas 2016 foi o início do pesadelo para o russo. Depois duma excelente corrida na China, o russo acusou a pressão de jogar em casa no GP da Rússia e atirou com Vettel para fora da corrida nas primeiras curvas. Não tinha sido o primeiro erro do russo mas ao contrário das restantes ocasiões, não foi defendido e foi atirado para a Toro Rosso para dar lugar a Verstappen, cujo talento despertava a cobiça de outras equipas. Uma jogada de antecipação para convencer o holandês a ficar, não olhando àquele que era o elo mais fraco.

A despromoção foi dura e os efeitos da mesma fizeram-se sentir durante o resto da época, sendo que o ponto mais baixo foi o Mónaco, onde Daniil chorou no rádio quando obrigado a desistir no início da prova. O resto do ano não teve nenhuma nota de destaque a não ser a boa luta em Singapura onde ainda atrapalhou Verstappen.

Esperava-se que 2017 fosse o ano da recuperação, mas os resultados e exibições mantiveram-se, a tal ponto que a equipa abdicou dos seus serviços para dar lugar a Gasly, novo prodígio do programa, e agora já sabe que vai ficar a ver a F1 pela TV pois Brendon Hartley (curiosamente outro ex- junior da Red Bull) vai manter-se aos comandos do Toro Rosso para a ronda mexicana.

Esta situação é o resultado de uma aposta feita – provavelmente – demasiado cedo. Kvyat não demonstrou ter a força mental (curiosamente algo em que era bem forte na GP3, há muitas histórias que o provam)  para aguentar a situação e não foi devidamente protegido por quem o lançou. A sua ascensão foi tão rápida quanto a sua queda e a alcunha de “Torpedo” ficará infelizmente para sempre. O que teria acontecido se ele tivesse ficado mais um ou dois anos nas categorias inferiores? Terá sido vítima da nova moda de lançar jovens pilotos sem estarem totalmente preparados para as exigências da F1 (veja-se o caso de Lance Stroll este ano, que demorou até começar a virar o ‘disco’)? Teria Félix da Costa mostrado mais capacidade para aguentar as exigências do grande circo? Tudo questões que nunca serão respondidas.

Uma coisa parece certa… O programa da Red Bull é uma excelente oportunidade mas é também muitas vezes ingrato e são vários os talentos que tiveram de procurar outros campeonatos e Félix da Costa é o melhor exemplo disso, sendo ainda considerado por muitos um dos maiores talentos desperdiçados pelo programa. Quanto a Kvyat, a sua história na F1 parece estar a chegar ao fim e já se diz que procura um lugar no Endurance. Foi vítima das circunstâncias e da sua incapacidade para se reerguer de uma situação ingrata e muito difícil.

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29 comentários

  1. Jaguar R3

    25 Outubro, 2017 at 15:37

    É discutível afirmar que falhou.
    Inclino-me mais a acreditar que perdeu a motivação depois de ter sido expulso da Red Bull. E aí tem que se culpar outras pessoas por essa decisão que foi algo controversa.

    • so23101706

      25 Outubro, 2017 at 15:52

      A decisão foi consequência da pressa em promover o Max Verstappen. Concordo consigo quando diz que o Daniil perdeu a motivação.

  2. so23101706

    25 Outubro, 2017 at 16:12

    O Félix da Costa foi apenas um de muitos pilotos do Red Bull Junior Team a não chegar à F1. Na Fórmula 1 não há lugar para todos e, enquanto o Daniil Kvyat fez uma época brilhante – ganhou a GP3 e esteve extremamente bem nas provas do Europeu de F3 que disputou – o Formiga teve uma temporada titubeante. Lembro-me que houve muitas vezes, durante o ano de 2013, em que os resultados do AFC na FR 3.5 foram de tal ordem que pensei que as suas aspirações a chegar à F1 estavam seriamente comprometidas. É evidente que fiquei triste por não ter sido ele o escolhido, mas o tempo deu razão ao Dr. Helmut Marko. As duas temporadas do AFC no DTM foram miseráveis – comparar a sua prestação com a do Marco Wittmann, também ele vindo das fórmulas, é eloquente – e acabou na Fórmula E com resultados muito abaixo do que se esperava dele. Embora não tenha poderes extrasensoriais, parece-me sensato acreditar que o Formiga não teria feito melhor que o Kvyat. Aliás, se virmos bem, o Kvyat fez uma época de 2015 quase ao nível da do Ricciardo e só saiu em 2016 porque a Red Bull tinha interesse em promover o Verstappen. Os toques do GP da Rússia foram apenas o pretexto para arranjar lugar para o menino-prodígio.
    Um pequeno reparo ao autor do artigo: embora só me tenha decidido a entrar nos comentários há muito pouco, leio o AS online desde fins de 2013. Os artigos de Fábio Mendes são de longe os mais bem escritos e menos tendenciosos que li nesta secção de F1. O AS e o autor estão ambos de parabéns. Dito isto, como no melhor pano cai a nódoa, não fica bem insinuar que a escolha do Daniil Kvyat se deveu a interesses comerciais. Vamos pensar um pouco: o mercado holandês – ou do Benelux, se quisermos – é mais importante que o russo? Certamente que não, o que não impediu a Red Bull de despromover o Kvyat para dar lugar ao Verstappen. E por que abriram mão do Kvyat agora, se o mercado russo é assim tão importante?

    • José Luis Abreu

      25 Outubro, 2017 at 16:37

      Caro. Tem parte da razão relativamente ao que diz no seu último parágrafo. Logicamente que as razões não são puramente comerciais, mas o que nos parece que aconteceu, é que quando colocaram o Félix da Costa e o Kvyat na balança, em outubro de 2013, esta pendeu para o russo, não pelos seus melhores dotes de piloto, até porque tinha bem menos provas dadas que o António, mas sim pelo tais interesses em que Portugal sai a perder. E a questão mercado holandês/Benelux aqui não se coloca, porque o Max Verstappen já na F3 mostrava bem no que se ia tornar e neste contexto as questões comerciais nem sequer se colocavam pois ele vai extravasar tudo o que é mercado, como o ‘nosso’ Cristiano Ronaldo já faz há muito. Logicamente que era injusto dizer que o Kvyat só foi promovido devido ao tamanho do mercado russo, até porque se fosse assim não tinha sido promovido da Toro Rosso à Red Bull e ficado (pelo menos) quatro anos na F1.

    • motorsportptfan

      25 Outubro, 2017 at 17:17

      para ja quando o afc foi para a FR 3.5 entrou a meio do cameonato e foi o piloto com mais vitorias e mesmo entrando a meio ficou a frente de pilotos como kevin magnussen wil stevens nico muller …. na temporada seguinte o monolugar dele teve de mudar de motor a meio da temorada porque estava a debitar 50cvs a menos que os restantes monolugares e quem ganhou o campeonato foi o kevin magnussen que na eooca anterior tinha ficado atras dele no campeonato e ele fez o campeonato inteiro e o afc nao,acho que isto diz tudo em relaçao ao monolugar do afc. No Dtm ganha quem eles querem , quando o afc disse que ia sair começou a ganhar corridas , estranho nao é? quanto ao kvyat na formula3 nunca ganhou uma corrida porque tinha bons adversarios enquanto na gp3 ganhou porque a qualidade de pilotos nesse ano era ma , e mais pode pesquisar

      • so23101706

        25 Outubro, 2017 at 17:55

        Já pesquisei. O Kvyat ganhou uma corrida, foi ao pódio 7 vezes, fez 5 pole positions e uma volta mais rápida no Europeu de F3 de 2013 (que não disputou na totalidade). Na GP3, no mesmo ano, bateu pilotos mais velhos e com mais experiência (Tio Ellinas, Jack Harvey, Alexander Sims). E bateu o Carlos Sainz. Por isso, peço imensa desculpa, mas o que escreveu é falso.
        “No Dtm ganha quem eles querem”. Em que se fundamenta para fazer uma afirmação dessa natureza?
        Não sei se sabe, mas na Fórmula Renault 3.5 (agora Fórmula V8 3.5) os chassis e motores são iguais para todas as equipas, o que varia é o nível de preparação. Como a equipa para a qual o Félix da Costa correu em 2013 era a mesma com que ganhou aquelas 4 corridas do final de 2012, que me vai dizer? Que foi sabotagem?

        • motorsportptfan

          25 Outubro, 2017 at 22:20

          Tio Ellinas, Jack Harvey sao uns pilotos vai la vai…,ate assusta. E sim o kvyat ficou a frente do sainz mas o sainz nao é grande espingarda apesar de ter evoluido mt no ultimo tempo, o sainz nunca ficou a frente do afc numa formula de promoção e so ganhou a FR3.5 pq correu com a DAMS pq a red bull viu que o monolugar da arden nao dava para ganhar corridas ,infelizmente para o afc. Agora responda me , o AFC bateu pilotos como o malogrado jules bianchi robin frinjs sam bird com a arden e no campeonato ficou a frente do kevin magnussen que no ano a seguir ganhou o campeonato, sera que desaprendeu de conduzir ou o monolugar era inferior ao dos restantes? e no dtm sim eles é que decidem quem ganha(convem ser alemao) o marco wittman que andou sempre a apanhar chapeus nas formulas chega ao dtm domina aquilo e sempre com o carro mais pesado , a mesma coisa aconteceu com o Pascal Wehrlein sempre com o carro mais pesado de todos e a ganhar corridas, ja era visto como o substituto do lewis hamilton afinal mal tem pedalada para o marcus ericsson que é um pilotaço lol…..

          • so23101706

            26 Outubro, 2017 at 0:05

            Parei de ler em ‘o Sainz não é grande espingarda’. Foi o suficiente para me convencer de que o meu caro não faz ideia do que diz.

          • motorsportptfan

            26 Outubro, 2017 at 13:54

            é bom piloto mas ha melhores que nao entraram na f1 , e como disse ele evoluiu mt, mas quando nao ha argumentos tenta se desviar do tema

          • Não me chateies

            26 Outubro, 2017 at 14:42

            Na altura, o Sainz era uma nódoa, muito abaixo do kwiat. Quando o Felix chegou ao WSR estava bem À frente do sainz, só que este é filho do papá Sainz.

    • Pedro Coelho

      25 Outubro, 2017 at 21:32

      Parabéns, espero que seja o post da semana! Um verdadeiro artigo de opinião sensata. Assim é a “malta dos carros”. Bem haja

    • Sr. Dr. HHister

      25 Outubro, 2017 at 22:24

      Parece-me eloquente e sensata opinião.

  3. Miguel Costa

    25 Outubro, 2017 at 16:15

    Nunca saberemos o que seria se o escolhido tivesse sido o AFC, são demasiados “Ses” sem uma realidade para comparar. Sabemos que fez testes para a TR, RB e FI, e que não se deu nada mal, sabemos que trabalhava no simulador e que o Vettel elogiou o trabalho dele várias vezes, sabemos sem qualquer ponta de nacionalismo que era um jovem piloto em clara ascensão, sabemos que a Williams e a FI, quando ele não subiu à F1 perguntaram pela situação contratual dele, sabemos que o Kvyat apenas ganhou a GP3 na sua carreira e que a sua escolha não tem nada a ver com mentalidade e resistência à pressão. Foram buscar o Hartley que também não servia na altura, mas 7 anos depois, já serve, ou será que não há mais ninguém, se bem que o Brendon tem dois títulos no bolso e a vitória em Le Mans, que não é para todos, e se por acaso se der bem haverá sempre a justificação de que sabiam que ele era bom piloto, não tinha era lugar na “estratégia” que tinham delineada na altura para a equipa. Certo é que a equipa e o dinheiro são deles (e o AFC só chegou onde chegou graças ao dinheiro deles) mas quase toda a gente ligada a esta RB (tirando o Ricciardo e o Newey), tem uma linha de pensamento próxima do eu quero, posso e mando. Não há mais areia na praia para atirar aos olhos de quem não acredita que a preferência pelo Kvyat em detrimento do AFC teve alguma coisa a ver com “Resistência à pressão”.

    • so23101706

      25 Outubro, 2017 at 18:13

      Já que estou numa de estatísticas, permita-me corrigi-lo. O Kvyat foi campeão da Fórmula Renault 2.0 Alps e vice-campeão na Eurocup em 2012.

  4. Pity

    25 Outubro, 2017 at 16:44

    Como não acompanho as fórmulas de promoção, só dei pela existência de um tal de Daniil Kvyat, quando ele “roubou” o lugar ao AFC. Agora, depois de ele ser despedido, tive curiosidade em saber o seu palmarés até chegar à F1. Para meu espanto, verifiquei que teve resultados excelentes, pelo que a sua entrada na F1 não pode ser considerada um escândalo. Mas algo falhou. O quê, não sei, talvez a questão psicológica. Lembro-me que no seu primeiro ano, na TR, fez boas corridas, e que após a primeira reacção contra o piloto, eu e muitos outros comentadores aqui do site, achámos que, afinal a escolha não tinha sido tão disparatada assim. O primeiro ano na RB até correu bem, bateu, inclusive, o Ricciardo, pelo que não se pode dizer que foi promovido cedo demais.
    Aparentemente, não há uma justificação plausível para o abaixamento de forma e os erros que cometeu na segunda época na RB, mas, se calhar, ele ouvia conversas sobre o novo menino bonito, que o deixaram inseguro sobre o futuro, levando aos erros. Depois, com a despromoção, foi-se abaixo de vez. Se a Red Bull o tivesse despedido no final da época passada, talvez ele tivesse conseguido continuar, noutra equipa, e voltado a ser o piloto que mostrou nos dois primeiros anos de F1, assim, com um Sainz ao lado, ele não conseguiu reerguer-se.
    Pertencer ao programa da Red Bull é um pau de dois bicos, tanto pode lançar um piloto numa carreira brilhante, como arruinar-lhe completamente a mesma.

    • Génesis

      25 Outubro, 2017 at 16:51

      É sempre um prazer ler os seus comentário. Obrigado

    • so23101706

      25 Outubro, 2017 at 16:54

      Boas.
      Não há desculpas para não conhecer a carreira de um piloto: https://www.driverdb.com/
      Basta escrever o nome do piloto no motor de busca e fica-se a conhecer toda a carreira, do karting até ao último GP.

    • Sr. Dr. HHister

      25 Outubro, 2017 at 22:34

      Tive que ir ver para acreditar! Nem me lembrava que Kvyat ficara à frente do Ricciardo, nem do Button à frente do Alonso.

      Mas sim, para mim foi claramente a parte psicológica.

    • Mcrae

      26 Outubro, 2017 at 12:25

      Quanto ao AFC na Fórmula Renault 3.5

      Em 2012 fez 12 corridas, 4 vitórias e 6 pódios.
      Em 2013 fez 17 corridas, 3 vitórias e 6 pódios.

      Agora vamos analisar a época de 2013:

      Logo na primeira prova em Monza:
      1ª corrida: estava em 2º na perseguição ao líder quando teve um furo e teve que abandonar.
      Na 2ª corrida ganhou, 2º Magnussen, 3º Vandoorme.

      Motorland Aragão:
      1ª corrida: fez 3º tempo na qualificação mas como ficou sem gasolina na volta de entrada nas boxes, foi remetido para o último lugar da grelha de partida, recuperou 8 posições e acabou em 13º. (será que a culpa da gasolina foi do AFC?)
      2ª corrida: 7º lugar.

      Mónaco:
      Saiu de 6º e acabou em 5º, colado ao Magnussen e atrás de si ficou o Sainz com o 2º carro da equipa.

      Spa:
      1ª corrida: 2º lugar
      2ª corrida: 4º lugar

      Moscovo:
      1ª corrida: 2º lugar (volta mais rápida)
      2ª corrida: fez uma má qualificação 13º lugar, deu um toque ao ultrapassar um adversário e teve que desistir.

      Austria Red Bull Ring:
      1ª corrida: classificou-se em 7º e acabou em 7º lugar num GP em que o carro não permitia mais (segundo noticia do AS), vi noutra noticia que sofreu de sobreaquecimento do motor.
      2ª corrida: Trocaram de motor e começaram a ter problemas agora de electrónica, quando parou o carro na grelha de partida, este apagou-se. Não pode correr.

      Hungaroring
      1ª corrida: abandono
      2ª corrida: vitória

      France Paul Ricard
      1ª corrida: 1º lugar (Magnussen ganhou mas foi desclassificado por irregularidades no seu carro)
      2ª corrida: 3º lugar (saiu de 7º e poderia ter ganho a corrida, se não fosse o tempo que a equipa demorou na troca de pneus)Volta mais rápida

      Barcelona
      1ª corrida: partiu de 10º e acabou em 4º
      2ª carrrida: Acablou em 13º numa corrida em que foi caindo posições e chegou a estar em 18º.

      Agora cada um que analise.
      Ainda assim acabou em 3º lugar, atrás do Magnussen e Vandoorme que estão ambos na F1..
      O colega de equipa Pietro Fantin acabou em 21º com 14 pontos

      GP Macau: 2 vitórias (na 2ª estavam 5 pilotos que já lá tinham vencido)

  5. Speedway

    25 Outubro, 2017 at 19:20

    Por muito chauvinismo que tenhamos, há que ter um pouco de racionalidade : o Felix da Costa nunca demonstrou qualidade fora do comum para estar numa Toro Rosso. E o palmarés dele nestes anos acaba infelizmente por provar isso e dar razão à decisão (acertada) que os responsáveis da Toro Rosso tomaram na altura. Por muito que isso custe aos portugueses, que aliás, e diga-se de passagem,também nunca tiveram nenhum talento fora de série de todos os pilotos nacionais que anteriormente por lá passaram. Se não tivessem patrocínios que lhes permitiram comprar os lugares nunca lá teriam entrado. Como tantos outros.
    No futebol temos o CR, mas no desporto automóvel infelizmente estamos muito longe disso.

    • Pity

      25 Outubro, 2017 at 20:10

      Então vamos pela racionalidade:
      O AFC entrou na “família” Red Bull por influência do Trevor Carlin, patrão da equipa com que ele disputava a GP3 (e com a qual, mais tarde, venceu o GP de Macau). Isto prova a confiança que Carlin tinha nas qualidades do seu piloto. O AFC entrou com a época em andamento, substituindo um piloto que, até à data, nem sequer tinha pontuado, ou pontuara muito pouco (não me recordo ao certo) e venceu quatro corridas, terminando em 4º lugar do campeonato. Se o Webber tivesse abandonado no final desse ano, o AFC tinha entrado na F1. No ano seguinte,engenheiro do AFC mudou, o anterior foi para a GP2. Não sei, não posso garantir, que isso tenha tido influência, o certo é que o carro quebrava, constou mesmo que chegaram a montar o motor de forma errada. O certo é que ainda conseguiu terminar em 3º e ter três vitórias. Não acho que tenha sido um mau desempenho. Não esqueço, também, os comentários elogiosos dos ingleses e a sua surpresa pela não promoção do nosso compatriota.
      Depois foi para o DTM, esse campeonato tão extraordinário, em que até um piloto com lastro máximo conseguia ganhar corridas e onde o nosso Félix, como alguém já disse, só começou a ganhar quando disse que ia abandonar. Na F.E. tem andado por equipas fracas e também tem cometido alguns erros, não se pode negar isso.
      Resumindo: ninguém pode dizer como teria sido uma eventual presença do AFC na F1, mas acredito que pior do que o russo, não faria de certo.
      PS: Está a menosprezar o Pedro Lamy.

      • Mcrae

        26 Outubro, 2017 at 12:15

        Excelente comentário.
        Claro que infelizmente nunca vamos saber o que poderia ter sido o AFC na F1, mas uma coisa é certa, ele não pode ter passado de bestial a besta só porque sim. O que é certo é que no 2º ano o carro também não ajudou em nada, vejamos:

        Logo na primeira prova em Monza:
        1ª corrida: estava em 2º na perseguição ao líder quando teve um furo e teve que abandonar.
        Na 2ª corrida ganhou, 2º Magnussen, 3º Vandoorme.

        Motorland Aragão:
        1ª corrida: fez 3º tempo na qualificação mas como ficou sem gasolina na volta de entrada nas boxes, foi remetido para o último lugar da grelha de partida, recuperou 8 posições e acabou em 13º. (será que a culpa da gasolina foi do AFC?)
        2ª corrida: 7º lugar.

        Mónaco:
        Saiu de 6º e acabou em 5º, colado ao Magnussen e atrás de si ficou o Sainz com o 2º carro da equipa.

        Spa:
        1ª corrida: 2º lugar
        2ª corrida: 4º lugar

        Moscovo:
        1ª corrida: 2º lugar (volta mais rápida)
        2ª corrida: fez uma má qualificação 13º lugar, deu um toque ao ultrapassar um adversário e teve que desistir.

        Austria Red Bull Ring:
        1ª corrida: classificou-se em 7º e acabou em 7º lugar num GP em que o carro não permitia mais (segundo noticia do AS), vi noutra noticia que sofreu de sobreaquecimento do motor.
        2ª corrida: Trocaram de motor e começaram a ter problemas agora de electrónica, quando parou o carro na grelha de partida, este apagou-se. Não pode correr.

        Hungaroring
        1ª corrida: abandono
        2ª corrida: vitória

        France Paul Ricard
        1ª corrida: 1º lugar (Magnussen ganhou mas foi desclassificado por irregularidades no seu carro)
        2ª corrida: 3º lugar (saiu de 7º e poderia ter ganho a corrida, se não fosse o tempo que a equipa demorou na troca de pneus)Volta mais rápida

        Barcelona
        1ª corrida: partiu de 10º e acabou em 4º
        2ª carrrida: Acablou em 13º numa corrida em que foi caindo posições e chegou a estar em 18º.

        Agora cada um que analise.
        Ainda assim acabou em 3º lugar, atrás do Magnussen e Vandoorme que estão ambos na F1..
        O colega de equipa Pietro Fantin acabou em 21º com 14 pontos

        GP Macau: 2 vitórias (na 2ª estavam 5 pilotos que já lá tinham vencido)

    • Não me chateies

      26 Outubro, 2017 at 14:48

      Para mim o AFC nem sequer é o melhor piloto Português no activo. O Álvaro Parente e o Filipe Albuquerque são bem melhores para mim. Nem falo do Lamy porque é de outra geração.

  6. Pedro Coelho

    25 Outubro, 2017 at 21:25

    O AS daqui a 20 anos ainda anda a escrever “se o AFC…”. O Parente com muito mais currículo e até o Albuquerque ficaram de fora…

    • Não me chateies

      26 Outubro, 2017 at 14:58

      O erro do Filipe foi não ter ido para o Japão. Para mim é muito melhor que o AFC. Parente é o melhor piloto português de todos os tempos, mas não teve os patrocínios dos outros, fez péssimas escolhas de carreira, nunca devia ter ido correr pela McLaren na blancpain.

    • Pity

      26 Outubro, 2017 at 15:26

      O AFC é falado, em comparação com o Kvyat, pois foi de entre os dois que o Marko escolheu, pelo que nem o Parente nem o Albuquerque têm que ver com o assunto.
      Mas já que os chamou à conversa, se o Parente não correu na F1, a culpa foi do Turismo de Portugal, que roeu a corda, depois de prometer patrocínio. Mas também, com a Virgin, não iria mostrar o seu potencial. Quanto ao Albuquerque, já quase tudo foi dito, apenas faltou dizer que também se arrastou no DTM. Entretanto, ambos encontraram o seu caminho na senda do sucesso e espero que o mesmo aconteça com o AFC.

  7. Frenando_Afondo™

    26 Outubro, 2017 at 1:12

    Se tivesse escolhido o AFC ele agora seria campeão pela TR e daria 20 voltas de avanço à concorrência e mesmo assim ganhava.

    Agora a sério, o AFC parecia ter uma coisa que raramente vi no russo, que é ritmo de corrida, o russo só em algumas corridas demonstrou consistência, de resto não fez nada de especial. Especialmente depois da despromoção que foi onde se viu que não tem estofo para ser um campeão, pois não aguentou a pressão e se não o consegue fazer, dúvido que consiga lidar a pressão que é gerir um campeonato inteiro e lutar por todos os pontos para sair vencedor. Mais que a consistência em pista, se não tem consistência mental, não tem hipóteses de singrar num desporto tão exigente como a F1.

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