Daniel Ricciardo deu uma entrevista ao Racing News 365 e relembrou o seu tempo na Red Bull, quando conviveu com Max Verstappen, candidato ao título de 2021. O australiano referiu a boa relação que tem com o seu ex-colega de equipa, o respeito que tem por Verstappen, que considera ser o segundo melhor piloto da F1.
A relação entre Ricciardo e Verstappen viveu de altos e baixos, mas no geral foi sempre de grande respeito e melhorou quando o australiano se mudou para a Renault, sendo agora piloto McLaren:
“Como pessoa, gosto muito do Max. Com certeza, tem sido mais fácil conviver um com o outro depois de mudar de equipa, porque não temos esse frente-a-frente, como lhe chamariam”, começou Ricciardo numa entrevista exclusiva com o RacingNews365.com. “Mas penso que ele também amadureceu, por isso gosto da forma como ele trata dos seus assuntos também. Somos bastante diferentes, mas penso que ele é muito fiel à sua palavra, [não há] muitas tretas que se passem. Gosto definitivamente dele e respeito-o por isso. Como piloto, lembro-me da sua primeira sessão de treino em Barcelona, quando entrou na Red Bull, e ele estava imediatamente no ritmo. Lembro-me de ver os dados e pensei: ´OK, ele não está a brincar!´. Penso que ele tem aquela velocidade, aquela velocidade pura , aquela falta de medo. Agora ele tem essa maturidade para realmente fazer dele um piloto de topo”.
“Foi divertido. Houve definitivamente algumas colisões na pista, mas nunca foi… Penso que pelo quão feroz éramos, lidamos muito bem com isso”, explicou Ricciardo. “Os briefings nunca foram hostis. Penso que trocámos informações muito bem. Penso que [os nossos Engenheiros de Corrida] eram bons, não havia qualquer tipo de segredos e eram bastante abertos uns com os outros – por isso, na verdade, o ambiente era bastante bom”.
Ricciardo insistiu que lhe era sempre dado igual tratamento a Verstappen, embora ocasionalmente questionasse o “ponto de vista” da Red Bull.
“Do ponto de vista do carro, um ponto de vista de afinação, nunca questionei a igualdade de equipamento. Mas por vezes, não me senti em pé de igualdade em algumas situações, analisando os pontos de vista da equipa – sendo Baku o caso mais claro”, comentou.
“Foi aí que me senti um pouco instável. Inseguro, acho eu. Sei que com o [Mark] Webber e o [Sebastian] Vettel por vezes havia uma asa frontal diferente e discussão de quem fica com esta parte? Honestamente, nunca tive isso”.
Ricciardo não tem dúvidas de que Verstappen será um dia campeão do mundo, quer seja em 2021 ou depois.
“Se não for este ano, penso que é inevitável que ele ganhe um título mundial. Não quer dizer que seja uma coisa fácil de alcançar, mas penso que ele tem todos os traços para o fazer”, acrescentou Ricciardo. “Também o seu trabalho de corrida é bom, eu gosto que ele aproveite os espaços que aparecem. Vejo muitas semelhanças na forma como ele faz corridas e por isso respeito-o muito”.
Pressionado sobre quem é o melhor piloto, respondeu com humor: “Até ao dia em que eu parar… Acreditarei sempre que sou o melhor. Penso que o dia em que eu parar será o dia em que deixarei de acreditar que sou o melhor piloto. Será Max o segundo melhor? Provavelmente! Provavelmente!”











