F1: CRÓNICA DE JOÃO CARLOS COSTA: ACABOU O JOGO DE ADVINHAÇÃO…

Por a 11 Março 2020 13:54

Por João Carlos Costa

É o fim de uma Era. A questão é: ficará a F1 entre 2014 e 2020 conhecida como uma época de total domínio Mercedes, sem mais ninguém, piloto e equipa, chegar a um título mundial? Se calhar sim… mas estou confiante que, mesmo acontecendo, esta será uma ENORME temporada da disciplina máxima do Desporto Automóvel.

Nesta mesma secção, noutra crónica, Nuno Pinto, com olhar mais clínico (ou se quiserem, com “o” olhar que nunca terei), explica as razões porque acredita que o W11 será um osso duro de roer. A mim, cabe-me deixar a esperança que assim não seja. Acreditar que no último ano destes incríveis F1 haja uma luta intensa a três, entre Ferrari, Mercedes e Red Bull, com um segundo pelotão ainda mais “junto”. E a conseguir mais vezes roubar lugares no pódio aos grandes, o que em 121 GP desde 2014, ou seja em 363 possíveis ocasiões, aconteceu apenas 27 vezes (das quais 18 em 2014/15).

“O W11 impressionou-me num todo, mas também a eficácia em curva do RB16 e, mais ainda, a forma como a Ferrari passou seis dias com uma espécie “sorriso matreiro”

Os testes, como sempre, mas desta vez pareceu-me ainda mais, são um jogo de “escondidas” para as equipas e outro de adivinhação para os jornalistas e comentadores. Os team ainda têm o GPS para analisar melhor o trabalho alheio. Nós, ficamo-nos pelo olho e as tabelas de tempo, com parciais e mini-sectores a ajudar um pouco mais ou, se calhar, a confundir a dobrar! Mais que os tempos, fica-me a esperança que as palavras de Toto Wolff e de Christian Horner sejam verdade: que a Mercedes e a Red Bull acreditam ter a Ferrari usado todos os “sacos de areia” disponíveis em Maranello. Acrescento eu: que a Honda tenha feito um ainda melhor trabalho no V6 RA620H para o tornar mais eficaz e fiável, na perspectiva de não ter tantas evoluções e com elas… penalizações. E que a Ferrari tenha superado no SF1000 os problemas aerodinâmicos do SF90, para além resolver os problemas de gestão de corrida que custaram alguns resultados no passado.

O W11 impressionou-me num todo, mas também a eficácia em curva do RB16 e, mais ainda, a forma como a Ferrari passou seis dias com uma espécie “sorriso matreiro”. Fiquei impressionado com a capacidade inventiva dos engenheiros, e não apenas com o DAS, até mais com as soluções aerodinâmicas. Destaco a fiabilidade (quase) total, com quase nove dezenas de GP feitos, e o estágio de desenvolvimento que estes monolugares alcançaram. Iremos ter muitos GP com todos os carros a chegar ao fim. E levo comigo muita expectativa quanto às batalhas no segundo pelotão, onde vai haver surpresas.

Estou confiante que 2020 será uma boa temporada, talvez a melhor desta Era, para a fechar com chave de ouro! Mais: estou desejoso que a igualdade seja uma realidade. Que à partida de cada GP não se saiba que o troféu tem o nome do vencedor escrito de avanço. Contudo, tenho apenas uma certeza: estes monolugares 2020 serão os mais velozes da História da disciplina. Só isso, deixa-me como uma vontade incrível de tocar no botão do “On” e acrescentar algo mais depois de ouvir Óscar Góis dizer: “espectadores da Eleven Sports sejam bem-vindos à 70ª temporada da F1”.

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