A última reunião que juntou a FIA e os fabricantes de motores tentou trazer mais luz sobre o tema dos novos motores para 2025. Não há ainda um caminho claro para encontrar o compromisso certo.
2025 é um ano crucial para a F1. O ano em que se espera sejam introduzidas as novas unidades motrizes, ganha um peso extra pois esta nova regulamentação poderá definir o futuro da F1, quer ao nível da filosofia usada, quer ao nível do interesse de novos construtores. São estas decisões que começam agora a ser trabalhadas.
Toto Wolff considera que a componente elétrica deverá ter um peso superior:
“A discussão foi ‘o que estamos a fazer no futuro em termos de motor’, porque queremos poupar custos, por isso não queremos reinventar a roda”, comentou Wolff, citado por Motorsport.com. “Mas também queremos ter um motor que seja relevante de 2025 a 2030, e não podemos ser os velhos ´petrolheads´ com motores a gritar quando todos esperam que nos tornemos elétricos. Vamos ficar com o atual formato V6, mas a componente elétrica vai aumentar maciçamente”.
Já Christian Horner defende que a F1 não se pode tornar numa nova Fórmula E:
“Vemos que os custos do motor atual são extremamente proibitivos”, explicou Horner, citado por Motorsport.com. “Foi algo que não pensado quando este motor foi concebido, e penso que há uma oportunidade fantástica de fazer algo um pouco diferente. Penso que temos de abordar a emoção, os sons, e sim, é claro, temos de ser sustentáveis. Mas, penso que ainda precisa de ser divertido – caso contrário, devemos todos ir e fazer a Fórmula E. Esperemos que as mentes coletivas possam inventar algo atrativo para 2025, ou o que seria mais sensato seria fazer o trabalho adequadamente para 2026”.
Já sabemos que eletrificação e som não cabem na mesma frase no automobilismo. O som, por mais atrativo que seja é na verdade desperdício de energia, algo que se quer combater com os motores mais eficientes. A F1 tem a delicada tarefa de conciliar eficiência, inovação, paixão e emoção numa unidade motriz que possa mostrar o caminho do futuro, sendo possível no presente sem grandes custos e que seja relevante para as marcas que queiram apostar. Uma equação com demasiadas incógnitas, mas que todos esperam possa ter uma solução que agrade a todos.










