F1: Chassis é a maior dor de cabeça da Red Bull

Por a 31 Março 2026 12:35

A Red Bull está a ter um começo de época difícil, com uma performance abaixo do esperado. Se nos testes de inverno a equipa austríaca parecia uma das estruturas mais fortes, agora depara-se com problemas fundamentais.

A Red Bull ocupa atualmente o sexto lugar com 16 pontos, os mesmos que a Alpine conquistou nas três primeiras corridas. O melhor resultado conquistado até agora foi um sexto lugar (Max Verstappen, GP da Austrália), enquanto Mercedes, Ferrari e McLaren já conquistaram, pelo menos, um pódio. É um arranque de temporada abaixo do desejável para a equipa do tetracampeão do mundo.

2026 seria sempre um ano complicado para a Red Bull. Além dos desafios dos novos regulamentos, havia também a estreia da sua nova unidade motriz, o primeiro projeto da Red Bull Powertrains, departamento responsável por fazer as unidades motrizes que equipam os monolugares da Red Bull e da Racing Bulls, com o apoio da Ford. Muitos poderiam pensar que a unidade motriz seria o ponto fraco do pacote deste ano, mas, pelo contrário, parece ser o ponto forte.

Chassis difícil de entender

Isack Hadjar, citado pelo Planet F1, resumiu de forma muito simples e clara a situação da Red Bull:

“Temos uma boa unidade motriz. O motor é bom. É apenas o lado do chassis que é terrível, simplesmente lento nas curvas.”

Max Verstappen, citado pela Sky Sports F1, também explicou as dificuldades que sentiu ao longo do fim de semana:

O carro tem dificuldades em virar a meio de curva, mas neste fim de semana está a sobrevirar demasiado na entrada. É incrivelmente desafiante e imprevisível. Estamos a lidar com problemas que não posso detalhar aqui, e na qualificação voltou a um ponto em que o carro se tornou inguiável.”

Ao Motorsport.com, Verstappen completou a sua análise:

“Simplesmente temos muito mais dificuldades com o equilíbrio do carro, com a aderência. Tive dois extremos e o problema é que nunca o conseguimos colocar no meio, basicamente. Vais de um extremo para o outro extremo e isso está a fazer-nos perder muito tempo por volta. (…) Ainda não entendemos realmente porque é que estamos tão longe no primeiro setor, basicamente curvas de média a alta velocidade. Não acredito que haja uma solução fácil de um dia para o outro.”

Laurent Mekies reconheceu que a Red Bull é, neste momento, apenas a quarta força do pelotão:

Somos uns distantes quartos. Essa é a realidade, e creio que se trata de uma combinação de performance de base e de uma incapacidade nossa em extrair o suficiente do conjunto para dar algo com que o Max e o Isack possam atacar. Não estou a sugerir que seja uma questão de afinação; estou apenas a dizer que há algo naquele carro com o qual estamos a ter dificuldade e que se soma à nossa falta de performance de base.

Ora, tentar resolver este tipo de problemas complexos e tentar compreender limitações complexas é a nossa atividade principal. Portanto, por muito que saiba mal estar na cauda das equipas de topo neste momento, é precisamente para isso que toda a empresa está estruturada: para chegar ao fundo de limitações complexas como estas e trazer desenvolvimentos que as possam mitigar e melhorar. Sabe mal agora, mas tenho total confiança de que é exatamente nisso que a nossa equipa é muito boa.”

Direção técnica sob pressão?

As declarações dos pilotos e do responsável da equipa raramente apontam para limitações ao nível da unidade motriz. O equilíbrio do carro é sempre o primeiro grande problema a ser referido. Portanto a Red Bull tem um problema que tem de resolver com urgência.

O trabalho de Pierre Waché pode estar em causa. O engenheiro francês, que se transformou no responsável máximo pela criação dos novos chassis desde a saída de Adrian Newey, começou com um RB21 (carro de 2025) que também não era um monolugar capaz de lutar pelos primeiros lugares. No entanto, a Red Bull fez um excelente trabalho e, a meio da temporada, transformou o RB21 numa máquina capaz de vencer. Em 2026, o chassis volta a não dar o que os pilotos pretendem. A equipa tem agora cinco semanas para encontrar soluções. E são bem necessárias, pois a estrela da equipa está aborrecida com a F1 e com o seu carro.

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